Introdução
Ana foi uma mulher que nos serve de exemplo para a vida de oração. Por meio de um clamor do mais profundo do seu coração, ela gerou Samuel, um dos mais importantes homens que Israel já conheceu. A vida de Ana nos inspira a buscar ao Senhor da mesma forma que ela O buscou e O encontrou.
1- Derramando a Alma – “Levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao Senhor, e chorou abundantemente.” – I Samuel 1:10
Ana era desprezada por sua rival, Penina (a outra mulher de Elcana), que zombava dela pelo fato dela ser estéril. Ela se amargurava com aquela situação ano após ano. Houve um momento em que a sua alma transbordou de tristeza, pelo que veio a buscar ao Senhor, suplicando-Lhe uma intervenção sobrenatural. Diante dEle derramou tudo o que sentia, abertamente. Chegou a passar muito tempo, orando e chorando, no Tabernáculo em Siló, diante do Único que podia mudar sua sorte. Esse derramar de alma demonstra confiança absoluta no Deus invisível, mas real. Sem reservas, formalismo ou religiosidade, ela desabafa sua amargura de alma, na confiança de que o Senhor a ouve e se interessa por ela. Para nós, Ana é exemplo de alguém transparente que não teme em se derramar diante de Deus em oração.
Derramar-se diante de Deus em oração é essencial para se desenvolver intimidade e confiança. O Senhor, além de tudo, é nosso amigo. Ele tem prazer em nos ouvir e alegria em nos atender. O formalismo mata a oração porque torna Deus cada vez mais distante e impessoal. Quando nos abrimos sem reservas revelamos o quanto acreditamos nEle e confiamos no Seu interesse por nós.
2- Recebendo Encorajamento e Estabelecendo a Paz – “Então, lhe respondeu Eli: Vai-te em paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste. E disse ela: Ache a tua serva mercê diante de ti. Assim, a mulher se foi seu caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste.” – I Samuel 1:17-18
Depois de terminar sua oração, Ana foi encorajada pelo sacerdote Eli a confiar no Deus a quem ela tinha dirigido sua petição, e seguir seu caminho em paz. A entrega confiante daquele problema ao Senhor e o encorajamento do sacerdote fizeram com que seu semblante se alegrasse. Ela já não demonstrava mais amargura no olhar porque algo havia acontecido no seu interior. A paz de Deus que excede todo entendimento estava agora guardando seu coração e sua mente em perfeita paz (Filipenses 4:6-7, Isaías 26:3). Ana se tornou exemplo de vitória na oração porque foi humilde, aceitando encorajamento de outra pessoa; e também, porque soube apropriar-se da paz oferecida por Deus aos que nEle confiam.
Deus nos fortalece quando oramos; mas as pessoas também podem nos ajudar. Precisamos ser humildes para receber encorajamento de outras pessoas, como Ana recebeu do sacerdote Eli. A palavra dele fortaleceu a convicção de que Deus agiria em favor dela. A paz de Deus se estabelece quando entregamos de verdade uma situação a Deus e descansamos em Sua provisão.
3- Pedindo, Recebendo e Devolvendo ao Senhor – “E fez um voto, dizendo: Senhor dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao Senhor o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha.” – I Samuel 1:11
Ana sabia o que queria, e pediu ao Senhor um filho varão. Uma mulher estéril era uma desonra para o marido, que tinha o direito civil de até se divorciar de quem não pudesse gerar filhos. Um filho homem concedido por Deus tiraria toda vergonha que havia sobre ela, e resgataria a honra do marido. Ela pediu e recebeu (1:20). Ana, porém, soube fazer o que é mais importante: Devolver ao Senhor o fruto de suas orações. O menino foi dedicado a Deus por todos os dias de sua vida. Depois de desmamado (provavelmente aos 3 anos de idade), Ana o levou definitivamente para o Tabernáculo, aos cuidados do sacerdote Eli, para que ali passasse a servir ao Senhor por toda a vida. A conseqüência disso é que Samuel, seu filho, foi juiz, sacerdote, profeta, conselheiro e dedicado homem de Deus. Seu papel foi importantíssimo na história de Israel, porque sua mãe soube dedicá-lo ao Senhor.
Precisamos entender que o que pedimos a Deus sempre deve ser para a glória dEle. Mesmo que não façamos literalmente o que Ana fez, devemos saber consagrar as dádivas recebidas ao Senhor. Tudo o que eu peço e recebo deve ser colocado à disposição de Deus para o cumprimento de Seus propósitos. Sejam os filhos, a família, os bens, o emprego, o ministério, enfim, tudo vem de Deus e deve voltar para Deus de alguma forma.
4- Adorando a Deus Que Exalta o Abatido – “O Senhor empobrece e enriquece; abaixa e também exalta.” – I Samuel 2:7
Depois de receber o menino, cuidar dele por um tempo e o entregar no Tabernáculo, Ana adora a Deus e O exalta pelos Seus feitos. Em sua adoração ela reconhece que está diante do Senhor que levanta o caído, exalta o humilhado, fortalece o abatido, e enriquece o necessitado. A condição em que ela se encontrava antes do nascimento de Samuel era justamente a de fraqueza. Mas agora ela foi fortalecida e exaltada. Isso demonstra que ela teve uma experiência pessoal com Deus que transformou sua condição interior. A sua adoração demonstra como o Senhor Se revelou ao seu coração. Assim como Abraão conheceu o Jeová-Jiré (O Deus que Provê - Gênesis 22:14), Moisés, o Jeová-Rafa (O Deus que Sara – Êxodo 15:26), e tantos outros, Ana agora passou a conhecer o Deus que levanta o abatido e o exalta. Ela se tornou exemplo de oração porque sua relação com Deus não foi superficial. Ana pode falar de um Deus a quem ela passou a conhecer e com quem teve experiências pessoais.
A minha adoração deve ser fruto de uma experiência pessoal com Deus. Do contrário, estarei limitado a cantar hinos com letras feitas, mas que não refletem meus verdadeiros sentimentos. Ana adorou conforme o que ela via no Senhor. Nossa adoração precisa ser viva e fervorosa, fruto de um caminhar com Deus.
A vitória na oração alcançada por Ana garantiu um benefício maravilhoso não somente a ela, mas a toda nação de Israel.
“Pelo que também o trago como devolvido ao Senhor, por todos os dias que viver; pois do Senhor o pedi. E eles adoraram ali o Senhor.” – I Samuel 1:28
sexta-feira, 6 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Moisés e a Vitória Sobre as Crises
Introdução
Moisés foi o homem usado por Deus para libertar o povo de Israel do cativeiro no Egito. Ele o conduziu pelo deserto por 40 anos, rumo à terra que o Senhor havia prometido lhes dar. Foi um excelente líder que teve de superar várias crises durante a longa peregrinação pelo deserto. Porém, primeiro teve de lidar com suas próprias crises e vencê-las, para depois se tornar o grande líder que foi.
1- A Crise de Identidade – “Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?” – Êxodo 3:11
Moisés, por 40 anos viveu no palácio como filho da filha de Faraó; depois, passou mais 40 anos pastoreando o rebanho do sogro Jetro. Aos 80, Deus lhe apareceu confiando-lhe uma grande missão. Ele não podia imaginar que a essa altura da vida poderia realizar algo de tamanha envergadura. Talvez, os anos no palácio tenham feito dele um homem auto-suficiente (Atos 7:23-25). No deserto, porém, sua auto-suficiência se converteu em humildade. Pelo que não se achava em condições de corresponder àquela tremenda missão recebida. Ele não sabia, no entanto, que o propósito divino para aquele tempo era outro. Moisés se tornaria mais humilde sim, porém, não para que se achasse incapaz de cumprir a tarefa, mas, para que, na sua humildade, pudesse depender totalmente de Deus para todas as coisas. Somente assim ele poderia vencer sua crise de identidade: olhando para Deus e não para si próprio.
II Coríntios 5:17 diz: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” No passado, vivíamos sem esperança e sem direcionamento. Não sabíamos quem éramos, de onde viemos e para onde íamos. Mas, em Cristo, descobrimos que viemos de Deus, vivemos para a glória dEle, e caminhamos para uma eternidade na presença dEle.
2- A Crise de Revelação – “Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?
Moisés ainda não conhecia ao Senhor intimamente como veio a conhecê-lO mais tarde. Como dissemos acima, ele só poderia vencer sua crise de identidade se deixasse de olhar para suas limitações pessoais e passasse a olhar para Deus. Mas, como olhar para quem ele não conhecia suficientemente? Diante do maior desafio de sua vida, Moisés teria de aprender a olhar para Deus e ouvir a Sua voz constantemente, como único meio de obter êxito no que intentasse fazer. De imediato o Senhor se apresentou como o “Eu Sou”, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. No entanto, somente na jornada pelo deserto, no meio das provas e conflitos do dia-a-dia, é que Moisés O conheceria intimamente. Ele deixaria de vê-lO como os homens O viam, para ter experiências pessoais com o Deus que transformaria radicalmente sua vida.
Não basta ouvir falar de Deus; precisamos ter uma experiência pessoal com Ele. O Senhor quer Se nos revelar em nossos dias. Devemos desejar conhecê-lO verdadeiramente. Vamos encontrá-lO na Bíblia, na oração e na comunhão com os irmãos. Sentiremos Seu conforto na tribulação, e Sua presença, na adoração. De qualquer forma Ele virá a nós quando O buscarmos de todo o coração.
3- A Crise de Credibilidade – “Respondeu Moisés: Mas eis que não crerão, nem acudirão à minha voz, pois dirão: O Senhor não te apareceu.” – Êxodo 4:1
Moisés pensou na possibilidade dos filhos de Israel não crerem em seu testemunho. Não bastava apenas apresentar o Senhor como o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Era necessário mostrá-lO como o Deus de Moisés; ou seja, como Aquele que estava vivo e presente falando por intermédio dele, e operando o Seu poder através dele. Não um Deus do passado, mas Alguém vivo e interessado na libertação de seu povo. O Senhor manifestou alguns sinais diante de Moisés para que este apresentasse aos filhos de Israel. Assim, eles não tinham como duvidar de que o Senhor realmente lhe aparecera.
É possível revelar Deus em nós através de um caráter transformado. Aquele que mentia não mente mais. O que roubava, não rouba mais. Mais do que sinais e maravilhas (algo que o Senhor também quer manifestar através de nós), podemos apresentar uma nova natureza, que vive para glorificar a Deus.
4- A Crise de Habilidade – “Então disse Moisés ao Senhor: Ah! Senhor! Eu nunca fui eloqüente, nem outrora, nem depois que falaste a teu servo; pois sou pesado de boca e pesado de língua.” – Êxodo 4:10
A missão delegada a Moisés era a de falar a Faraó, transmitindo-lhe uma mensagem dos céus. Moisés achava impossível cumprir tal tarefa por se considerar gago, ou, alguém com dificuldades de dicção. O Senhor procurou confortar seu coração dizendo que foi Ele quem fez a boca do homem, bem como fez também o mudo, o surdo, o que vê e o cego. Tudo está debaixo do Seu absoluto controle, e, portanto, aquele problema citado não justificaria uma recusa para não cumprir a missão. Moisés podia entregar mais essa preocupação também nas mãos do Senhor que pode todas as coisas.
O Senhor que chama, é o que capacita. Ele não se preocupa com as nossas deficiências de habilidade, porque pode bem transformá-las para cumprir Seu propósito em nós. Mas, as nossas inadequações também servem aos planos divinos, enquanto nos fazem depender mais dEle.
5- A Crise de Disponibilidade – “Ele, porém, respondeu: Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim.” – Êxodo 4:13
Por fim, depois de todas as desculpas apresentadas, Moisés pede ao Senhor que envie uma outra pessoa que não fosse ele. Ele revela sua indisponibilidade. Moisés não estava motivado a ir, apesar de todas as palavras estimuladoras ouvidas até então. Talvez tivesse programado sua vida de maneira diferente do que Deus lhe propunha naquela hora. Toda mudança gera conflito. Certamente Moisés temia os desdobramentos daquele novo caminho, e, por isso, desejou ardentemente que o Senhor escolhesse uma outra pessoa. Mas o Altíssimo estava totalmente decidido a enviar Moisés. Este teve, então, que resolver internamente sua crise de disponibilidade e aceitar a missão. Quando todas as crises foram superadas, ele partiu para o Egito e se tornou um dos maiores homens de toda a Bíblia.
Precisamos nos perguntar: Para o que estamos disponíveis? Talvez tenhamos programado os próximos anos para fazermos determinadas coisas que não estejam dentro do que Deus planejou para nós. Precisamos estar disponíveis para o Senhor, prontos para realizar o que está em Seu coração.
Moisés venceu suas crises internas e se transformou no instrumento divino para libertação de toda uma nação.
“Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra.” – Números 12:3
Moisés foi o homem usado por Deus para libertar o povo de Israel do cativeiro no Egito. Ele o conduziu pelo deserto por 40 anos, rumo à terra que o Senhor havia prometido lhes dar. Foi um excelente líder que teve de superar várias crises durante a longa peregrinação pelo deserto. Porém, primeiro teve de lidar com suas próprias crises e vencê-las, para depois se tornar o grande líder que foi.
1- A Crise de Identidade – “Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?” – Êxodo 3:11
Moisés, por 40 anos viveu no palácio como filho da filha de Faraó; depois, passou mais 40 anos pastoreando o rebanho do sogro Jetro. Aos 80, Deus lhe apareceu confiando-lhe uma grande missão. Ele não podia imaginar que a essa altura da vida poderia realizar algo de tamanha envergadura. Talvez, os anos no palácio tenham feito dele um homem auto-suficiente (Atos 7:23-25). No deserto, porém, sua auto-suficiência se converteu em humildade. Pelo que não se achava em condições de corresponder àquela tremenda missão recebida. Ele não sabia, no entanto, que o propósito divino para aquele tempo era outro. Moisés se tornaria mais humilde sim, porém, não para que se achasse incapaz de cumprir a tarefa, mas, para que, na sua humildade, pudesse depender totalmente de Deus para todas as coisas. Somente assim ele poderia vencer sua crise de identidade: olhando para Deus e não para si próprio.
II Coríntios 5:17 diz: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” No passado, vivíamos sem esperança e sem direcionamento. Não sabíamos quem éramos, de onde viemos e para onde íamos. Mas, em Cristo, descobrimos que viemos de Deus, vivemos para a glória dEle, e caminhamos para uma eternidade na presença dEle.
2- A Crise de Revelação – “Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?
Moisés ainda não conhecia ao Senhor intimamente como veio a conhecê-lO mais tarde. Como dissemos acima, ele só poderia vencer sua crise de identidade se deixasse de olhar para suas limitações pessoais e passasse a olhar para Deus. Mas, como olhar para quem ele não conhecia suficientemente? Diante do maior desafio de sua vida, Moisés teria de aprender a olhar para Deus e ouvir a Sua voz constantemente, como único meio de obter êxito no que intentasse fazer. De imediato o Senhor se apresentou como o “Eu Sou”, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. No entanto, somente na jornada pelo deserto, no meio das provas e conflitos do dia-a-dia, é que Moisés O conheceria intimamente. Ele deixaria de vê-lO como os homens O viam, para ter experiências pessoais com o Deus que transformaria radicalmente sua vida.
Não basta ouvir falar de Deus; precisamos ter uma experiência pessoal com Ele. O Senhor quer Se nos revelar em nossos dias. Devemos desejar conhecê-lO verdadeiramente. Vamos encontrá-lO na Bíblia, na oração e na comunhão com os irmãos. Sentiremos Seu conforto na tribulação, e Sua presença, na adoração. De qualquer forma Ele virá a nós quando O buscarmos de todo o coração.
3- A Crise de Credibilidade – “Respondeu Moisés: Mas eis que não crerão, nem acudirão à minha voz, pois dirão: O Senhor não te apareceu.” – Êxodo 4:1
Moisés pensou na possibilidade dos filhos de Israel não crerem em seu testemunho. Não bastava apenas apresentar o Senhor como o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Era necessário mostrá-lO como o Deus de Moisés; ou seja, como Aquele que estava vivo e presente falando por intermédio dele, e operando o Seu poder através dele. Não um Deus do passado, mas Alguém vivo e interessado na libertação de seu povo. O Senhor manifestou alguns sinais diante de Moisés para que este apresentasse aos filhos de Israel. Assim, eles não tinham como duvidar de que o Senhor realmente lhe aparecera.
É possível revelar Deus em nós através de um caráter transformado. Aquele que mentia não mente mais. O que roubava, não rouba mais. Mais do que sinais e maravilhas (algo que o Senhor também quer manifestar através de nós), podemos apresentar uma nova natureza, que vive para glorificar a Deus.
4- A Crise de Habilidade – “Então disse Moisés ao Senhor: Ah! Senhor! Eu nunca fui eloqüente, nem outrora, nem depois que falaste a teu servo; pois sou pesado de boca e pesado de língua.” – Êxodo 4:10
A missão delegada a Moisés era a de falar a Faraó, transmitindo-lhe uma mensagem dos céus. Moisés achava impossível cumprir tal tarefa por se considerar gago, ou, alguém com dificuldades de dicção. O Senhor procurou confortar seu coração dizendo que foi Ele quem fez a boca do homem, bem como fez também o mudo, o surdo, o que vê e o cego. Tudo está debaixo do Seu absoluto controle, e, portanto, aquele problema citado não justificaria uma recusa para não cumprir a missão. Moisés podia entregar mais essa preocupação também nas mãos do Senhor que pode todas as coisas.
O Senhor que chama, é o que capacita. Ele não se preocupa com as nossas deficiências de habilidade, porque pode bem transformá-las para cumprir Seu propósito em nós. Mas, as nossas inadequações também servem aos planos divinos, enquanto nos fazem depender mais dEle.
5- A Crise de Disponibilidade – “Ele, porém, respondeu: Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim.” – Êxodo 4:13
Por fim, depois de todas as desculpas apresentadas, Moisés pede ao Senhor que envie uma outra pessoa que não fosse ele. Ele revela sua indisponibilidade. Moisés não estava motivado a ir, apesar de todas as palavras estimuladoras ouvidas até então. Talvez tivesse programado sua vida de maneira diferente do que Deus lhe propunha naquela hora. Toda mudança gera conflito. Certamente Moisés temia os desdobramentos daquele novo caminho, e, por isso, desejou ardentemente que o Senhor escolhesse uma outra pessoa. Mas o Altíssimo estava totalmente decidido a enviar Moisés. Este teve, então, que resolver internamente sua crise de disponibilidade e aceitar a missão. Quando todas as crises foram superadas, ele partiu para o Egito e se tornou um dos maiores homens de toda a Bíblia.
Precisamos nos perguntar: Para o que estamos disponíveis? Talvez tenhamos programado os próximos anos para fazermos determinadas coisas que não estejam dentro do que Deus planejou para nós. Precisamos estar disponíveis para o Senhor, prontos para realizar o que está em Seu coração.
Moisés venceu suas crises internas e se transformou no instrumento divino para libertação de toda uma nação.
“Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra.” – Números 12:3
quarta-feira, 4 de março de 2009
Débora e as Habilidades de Liderança
Introdução
Débora foi uma grande líder espiritual. Através de sua liderança, a nação de Israel experimentou livramento numa época de grande opressão. Queremos estudar sobre os elementos que fizeram parte da liderança de Débora, e como a mulher de hoje pode aplicá-los em seus dias.
1- Visão Espiritual – “Mandou ela chamar a Baraque, filho de Abinoão, de Quedes de Naftali, e disse-lhe: Porventura, o Senhor, Deus de Israel, não deu ordem, dizendo: Vai, e leva gente ao monte Tabor, e toma contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom?” – Jz. 4:6
Débora, além de ser líder da nação, era também profetisa. Deus falava com ela dando-lhe estratégias para liderar o povo. Nesse caso em particular, vemos o Senhor passando-lhe direções específicas: a quem chamar, quantos deveriam ir, onde se reunir, e o que ia acontecer no final. Quando Baraque atendeu ao seu comando, apresentando-se para liderar o exército de Israel, Débora também o informou que a honra pela vitória seria dada a uma mulher, e não a ele (Jz. 4:9); o que veio a se cumprir através de Jael (Jz. 4:21). Débora ouvia a voz de Deus, e, por isso, tinha uma visão espiritual que muito a ajudou no exercício da sua liderança.
Deus quer nos ajudar a resolver os problemas do cotidiano. Para algumas situações precisaremos de direcionamentos específicos, como os que Débora recebeu. O Senhor sabe com quem podemos contar, onde devemos ir, ou, de que forma tratar as ocorrências diárias. Confiemos nEle para todas as coisas.
Sugestão: Contar uma experiência pessoal em que Deus lhe tenha dado instruções específicas.
2- Compromisso – “Ela respondeu: Certamente, irei contigo... Então, Baraque convocou a Zebulom e a Naftali em Quedes, e com ele subiram dez mil homens; e Débora também subiu com ele.” – Jz. 4:9-10
Débora não ficava apenas atendendo as pessoas debaixo da palmeira (Jz. 4:5). Quando necessário, ela saía juntamente com as tropas de guerra para enfrentar o inimigo (certamente, não para ficar no campo de batalha, mas, apoiando). A essa atitude chamamos de “compromisso”. Ela estava comprometida com a libertação de Israel, e por isso, entendia que precisava se envolver, estando sempre presente. Baraque fazia questão da presença dela porque todos sabiam o quanto Deus falava por seu intermédio. O compromisso de Débora abençoou a sua nação, que não se privou dos direcionamentos divinos dados em tempos de crise.
Temos vários papéis a desenvolver: esposa, mãe, líder, empresária, dona de casa, etc. Para que haja sucesso em cada área, precisa haver compromisso. Os filhos, por exemplo, necessitam da presença e do envolvimento da mãe em seus assuntos. O marido precisa decidir em acordo com sua esposa. Os projetos para a família, trabalho ou ministério, vão prosperar na medida em que estivermos suficientemente comprometidas. A nossa presença e a dedicação empenhada vão determinar o êxito no que intentarmos fazer.
3- Encorajamento – “Então, disse Débora a Baraque: Dispõe-te, porque este é o dia em que o Senhor entregou a Sísera nas tuas mãos; porventura, o Senhor não saiu adiante de ti? Baraque, pois, desceu do monte Tabor, e dez mil homens, após ele.” – Jz. 4:14
Como uma boa líder, Débora conhecia o poder do encorajamento. Já havia uma palavra de Deus garantindo a vitória de Israel sobre os cananeus. Porém, é possível que Baraque tenha se intimidado com a notícia de que Sísera havia reunido “novecentos carros de ferro, e todo o povo que estava com ele” (Jz. 4:13). Numa ocasião assim, não há nada melhor do que uma boa palavra de encorajamento, lembrando-nos do que o Senhor já prometera fazer. Assim Débora falou e logo viu os resultados: “Baraque, pois, desceu do monte Tabor, e dez mil homens, após ele.” (Jz. 4:14b)
Não estamos sozinhas no mundo. Vivemos em família, em comunidade, em equipe. Trabalhamos com pessoas que podem se desmotivar e desistir dos bons planos que já decidimos desenvolver. Os filhos se desanimam com a escola; o marido enfrenta lutas no trabalho; os liderados se frustram com a falta de resultados. É aí que precisamos da característica “encorajamento”. A mulher que encoraja não está imune ao desânimo, mas está consciente da promessa divina, e, por isso, pode enxergar a solução dos problemas de forma diferente.
4- Adoração – “Ouvi, reis, dai ouvidos, príncipes: eu, eu mesma cantarei ao Senhor; salmodiarei ao Senhor, Deus de Israel.” – Jz. 5:3
A adoração fazia parte da vida de Débora. O cântico que ela compôs, descrito no capítulo cinco, demonstra sua atitude de adoração e gratidão por tudo o que Deus é e faz. Além disso, algo nos chama a atenção no versículo 12: “Desperta, Débora, desperta, desperta, acorda, entoa um cântico; levanta-te, Baraque, e leva presos os que te prenderam, tu, filho de Abinoão.” Parece-nos que ela teve uma experiência especial com Deus que a despertava para a adoração, da mesma forma que despertava a Baraque para a guerra. Cada um cumprindo o seu papel: Débora, diante de Deus em adoração, e Baraque, diante do inimigo na guerra. Débora, portanto, sabia que o seu primeiro lugar era diante de Deus, em adoração.
O papel mais elevado que uma mulher pode desenvolver é o de adoradora. Tudo de que necessitamos vem do trono de Deus. Aquela que aprende o caminho da adoração, descobre um tesouro inigualável: o coração do Pai. Ele é a fonte de vida, de alegria, de sabedoria, de força e poder. Quando O conhecemos e O adoramos de todo o coração, Ele corresponde a esse amor, inclinando-se a nosso favor.
Débora foi uma mulher especial, em quem fluíram habilidades de liderança que trouxeram paz ao seu povo.
“Desperta, Débora, desperta, desperta, acorda, entoa um cântico...” Jz. 5:12
Débora foi uma grande líder espiritual. Através de sua liderança, a nação de Israel experimentou livramento numa época de grande opressão. Queremos estudar sobre os elementos que fizeram parte da liderança de Débora, e como a mulher de hoje pode aplicá-los em seus dias.
1- Visão Espiritual – “Mandou ela chamar a Baraque, filho de Abinoão, de Quedes de Naftali, e disse-lhe: Porventura, o Senhor, Deus de Israel, não deu ordem, dizendo: Vai, e leva gente ao monte Tabor, e toma contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom?” – Jz. 4:6
Débora, além de ser líder da nação, era também profetisa. Deus falava com ela dando-lhe estratégias para liderar o povo. Nesse caso em particular, vemos o Senhor passando-lhe direções específicas: a quem chamar, quantos deveriam ir, onde se reunir, e o que ia acontecer no final. Quando Baraque atendeu ao seu comando, apresentando-se para liderar o exército de Israel, Débora também o informou que a honra pela vitória seria dada a uma mulher, e não a ele (Jz. 4:9); o que veio a se cumprir através de Jael (Jz. 4:21). Débora ouvia a voz de Deus, e, por isso, tinha uma visão espiritual que muito a ajudou no exercício da sua liderança.
Deus quer nos ajudar a resolver os problemas do cotidiano. Para algumas situações precisaremos de direcionamentos específicos, como os que Débora recebeu. O Senhor sabe com quem podemos contar, onde devemos ir, ou, de que forma tratar as ocorrências diárias. Confiemos nEle para todas as coisas.
Sugestão: Contar uma experiência pessoal em que Deus lhe tenha dado instruções específicas.
2- Compromisso – “Ela respondeu: Certamente, irei contigo... Então, Baraque convocou a Zebulom e a Naftali em Quedes, e com ele subiram dez mil homens; e Débora também subiu com ele.” – Jz. 4:9-10
Débora não ficava apenas atendendo as pessoas debaixo da palmeira (Jz. 4:5). Quando necessário, ela saía juntamente com as tropas de guerra para enfrentar o inimigo (certamente, não para ficar no campo de batalha, mas, apoiando). A essa atitude chamamos de “compromisso”. Ela estava comprometida com a libertação de Israel, e por isso, entendia que precisava se envolver, estando sempre presente. Baraque fazia questão da presença dela porque todos sabiam o quanto Deus falava por seu intermédio. O compromisso de Débora abençoou a sua nação, que não se privou dos direcionamentos divinos dados em tempos de crise.
Temos vários papéis a desenvolver: esposa, mãe, líder, empresária, dona de casa, etc. Para que haja sucesso em cada área, precisa haver compromisso. Os filhos, por exemplo, necessitam da presença e do envolvimento da mãe em seus assuntos. O marido precisa decidir em acordo com sua esposa. Os projetos para a família, trabalho ou ministério, vão prosperar na medida em que estivermos suficientemente comprometidas. A nossa presença e a dedicação empenhada vão determinar o êxito no que intentarmos fazer.
3- Encorajamento – “Então, disse Débora a Baraque: Dispõe-te, porque este é o dia em que o Senhor entregou a Sísera nas tuas mãos; porventura, o Senhor não saiu adiante de ti? Baraque, pois, desceu do monte Tabor, e dez mil homens, após ele.” – Jz. 4:14
Como uma boa líder, Débora conhecia o poder do encorajamento. Já havia uma palavra de Deus garantindo a vitória de Israel sobre os cananeus. Porém, é possível que Baraque tenha se intimidado com a notícia de que Sísera havia reunido “novecentos carros de ferro, e todo o povo que estava com ele” (Jz. 4:13). Numa ocasião assim, não há nada melhor do que uma boa palavra de encorajamento, lembrando-nos do que o Senhor já prometera fazer. Assim Débora falou e logo viu os resultados: “Baraque, pois, desceu do monte Tabor, e dez mil homens, após ele.” (Jz. 4:14b)
Não estamos sozinhas no mundo. Vivemos em família, em comunidade, em equipe. Trabalhamos com pessoas que podem se desmotivar e desistir dos bons planos que já decidimos desenvolver. Os filhos se desanimam com a escola; o marido enfrenta lutas no trabalho; os liderados se frustram com a falta de resultados. É aí que precisamos da característica “encorajamento”. A mulher que encoraja não está imune ao desânimo, mas está consciente da promessa divina, e, por isso, pode enxergar a solução dos problemas de forma diferente.
4- Adoração – “Ouvi, reis, dai ouvidos, príncipes: eu, eu mesma cantarei ao Senhor; salmodiarei ao Senhor, Deus de Israel.” – Jz. 5:3
A adoração fazia parte da vida de Débora. O cântico que ela compôs, descrito no capítulo cinco, demonstra sua atitude de adoração e gratidão por tudo o que Deus é e faz. Além disso, algo nos chama a atenção no versículo 12: “Desperta, Débora, desperta, desperta, acorda, entoa um cântico; levanta-te, Baraque, e leva presos os que te prenderam, tu, filho de Abinoão.” Parece-nos que ela teve uma experiência especial com Deus que a despertava para a adoração, da mesma forma que despertava a Baraque para a guerra. Cada um cumprindo o seu papel: Débora, diante de Deus em adoração, e Baraque, diante do inimigo na guerra. Débora, portanto, sabia que o seu primeiro lugar era diante de Deus, em adoração.
O papel mais elevado que uma mulher pode desenvolver é o de adoradora. Tudo de que necessitamos vem do trono de Deus. Aquela que aprende o caminho da adoração, descobre um tesouro inigualável: o coração do Pai. Ele é a fonte de vida, de alegria, de sabedoria, de força e poder. Quando O conhecemos e O adoramos de todo o coração, Ele corresponde a esse amor, inclinando-se a nosso favor.
Débora foi uma mulher especial, em quem fluíram habilidades de liderança que trouxeram paz ao seu povo.
“Desperta, Débora, desperta, desperta, acorda, entoa um cântico...” Jz. 5:12
terça-feira, 3 de março de 2009
José e o Poder de Superação
Introdução
Hoje estudaremos sobre como podemos superar situações adversas. Por meio do exemplo obtido na vida de José, tentaremos olhar a vida sob uma nova perspectiva. Que o Senhor nos abençoe.
1- Superando a Rejeição Familiar – “Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente.” – Gn. 37:4
José era odiado por seus irmãos. Tal sentimento, levou-os a esconderem-no numa cova, vendendo-o depois aos ismaelitas como escravo. Tudo isso com rispidez, violência e forte demonstração de ódio. O que seus irmãos fizeram mudou radicalmente a vida de José, repentinamente. A partir daquele dia, ele seria privado da presença de seu pai, voltando a vê-lo somente depois de 20 anos. José, porém, superou a rejeição familiar, perdoando seus irmãos e reconhecendo como Deus se utilizara daquela situação para levá-lo a um posto de autoridade, a fim de salvar muitas vidas (Gn. 50:20-21)
Algumas pessoas procuram justificar seus fracassos atuais pelo que sofreram no contexto de família. Outros, fazem como José: superam os traumas familiares e os utilizam como motivação para vencer na vida. Se deixarmos os conflitos familiares impedirem o nosso progresso, veremos a vida passar sem que haja frutificação. Não podemos mudar o passado, mas podemos adotar uma nova postura hoje. Devemos perdoar os que nos “aprisionaram”, e entender que Deus se utilizou daquelas situações para nos amadurecer e cumprir seu plano em nós.
2 - Superando a Injustiça – “Então, ela o pegou pelas vestes e lhe disse: Deita-te comigo; ele, porém, deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora.” – Gn. 39:12
José foi parar como escravo na casa de um homem egípcio chamado Potifar. Lá, conheceu a esposa daquele homem que passou a cobiçá-lo. Após vários convites para que José se deitasse com ela, num certo dia, ela foi mais agressiva e o agarrou pelas vestes insistindo naquele propósito. Ele fugiu, mas foi vítima da mentira daquela mulher que o acusara de tentar força-la. Potifar o mandou para a prisão. Injustamente, José teve de pagar por um crime que não cometeu. Na prisão, porém, ele pode ser útil ao carcereiro que confiou tudo em suas mãos, também a todos os presos que se encontravam debaixo de sua supervisão (Gn. 39:21-22) e, por último, a dois outros prisioneiros cujos sonhos foram interpretados por ele (Gn. 40). Toda confiança nele depositada fazia parte do propósito divino. José aprendeu a descansar nesse propósito, e, assim, superou a indignação pela injustiça sofrida, deixando seus cuidados nas mãos do Senhor.
Talvez você já tenha sofrido muitas injustiças. Elas nos fazem realmente sofrer, podendo até mesmo revelar desejos de vingança, acompanhados de amargura e ódio. Mas os que são do Senhor superarão a injustiça de forma diferente. Eles se deixarão dominar pela tranqüilidade que só o Senhor pode oferecer, e pela convicção de que nada acontece por acaso. Mesmo a injustiça, promovida pelo Inimigo, poderá ser um instrumento divino para nos conduzir ao triunfo. Se não abrirmos brechas relacionadas a ódio, rancor ou amargura, veremos o livramento do Senhor. Seu propósito se cumprirá e seremos abençoados.
3- Superando o Esquecimento – “O copeiro-chefe, todavia, não se lembrou de José, porém, dele se esqueceu.” – Gn. 40:23
Depois de interpretar o sonho do copeiro-chefe, José tinha a expectativa de que o mesmo se lembrasse dele quando saísse da prisão. Tal não aconteceu. Foram necessários mais dois anos naquele lugar para que o copeiro se lembrasse dele. Durante esse tempo a Bíblia não declara como José viveu, o que pensou, o que sentiu ou o que fez. Ela tão somente se silencia, demonstrando ser, para José, um tempo de espera, somente. O Salmo 40:1 diz: “Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.” Há ocasiões em que a única coisa a fazer é esperar; tão somente esperar. José superou o esquecimento sofrido, esperando, confiantemente, Deus mover as águas em seu favor, no tempo certo.
Às vezes nos sentimos esquecidos pelas pessoas que poderiam nos ajudar. É a promoção no trabalho que nunca vem; é a resposta às orações que não chega, etc. Parece até que Deus nos esqueceu. No entanto, o Senhor nunca desviou Seus olhos de nós. Há, porém, um tempo para todas as coisas. Enquanto isso, somos provados. Precisamos aprender a esperar até que nossas atitudes e palavras demonstrem a qualidade da nossa fé e da nossa relação com Deus. Depois disso, receberemos nosso galardão.
4- Superando Momentos de Crise – “O Senhor era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.” – Gn. 39:2
José teve de enfrentar muitas ocasiões de crise, como, por exemplo: a saída brusca de sua casa, o trabalho como escravo na casa de Potifar e os anos na prisão. Em tudo isso, porém, O Senhor estava com ele fazendo-o prosperar em todos os seus caminhos. José veio a ser governador sobre todo o Egito, estando abaixo somente de Faraó. No entanto, bem antes disso acontecer, Deus estava presente na vida dele, ajudando-o a enfrentar cada nova situação. Na casa de Potifar, na prisão ou no governo de uma nação, José foi próspero. Em tudo o que punha sua mão, ele prosperava. Essa era a conseqüência de uma vida devotada a Deus, bem como a forma sobrenatural do Senhor lhe dizer que estava com ele e que não o desampararia, até que seu propósito maior fosse estabelecido em sua vida. José superou os momentos de crise através da presença divina que o fazia prosperar em tudo.
Só conseguimos superar as crises quando temos a certeza de que não estamos sozinhos. Deus prometeu estar comigo todos os dias até a consumação dos séculos (Mt. 28:20). Sua presença em nós nos garantirá a prosperidade, mesmo em lugares áridos.
José foi um exemplo de superação, porque a boa mão de Deus sempre esteve agindo em seu favor.
“Os flecheiros lhe dão amargura, atiram contra ele e o aborrecem. O seu arco, porém, permanece firme, e os seus braços são feitos ativos pelas mãos do Poderoso de Jacó, sim, pelo Pastor e pela Pedra de Israel...” – Gn. 49:23-24
Hoje estudaremos sobre como podemos superar situações adversas. Por meio do exemplo obtido na vida de José, tentaremos olhar a vida sob uma nova perspectiva. Que o Senhor nos abençoe.
1- Superando a Rejeição Familiar – “Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente.” – Gn. 37:4
José era odiado por seus irmãos. Tal sentimento, levou-os a esconderem-no numa cova, vendendo-o depois aos ismaelitas como escravo. Tudo isso com rispidez, violência e forte demonstração de ódio. O que seus irmãos fizeram mudou radicalmente a vida de José, repentinamente. A partir daquele dia, ele seria privado da presença de seu pai, voltando a vê-lo somente depois de 20 anos. José, porém, superou a rejeição familiar, perdoando seus irmãos e reconhecendo como Deus se utilizara daquela situação para levá-lo a um posto de autoridade, a fim de salvar muitas vidas (Gn. 50:20-21)
Algumas pessoas procuram justificar seus fracassos atuais pelo que sofreram no contexto de família. Outros, fazem como José: superam os traumas familiares e os utilizam como motivação para vencer na vida. Se deixarmos os conflitos familiares impedirem o nosso progresso, veremos a vida passar sem que haja frutificação. Não podemos mudar o passado, mas podemos adotar uma nova postura hoje. Devemos perdoar os que nos “aprisionaram”, e entender que Deus se utilizou daquelas situações para nos amadurecer e cumprir seu plano em nós.
2 - Superando a Injustiça – “Então, ela o pegou pelas vestes e lhe disse: Deita-te comigo; ele, porém, deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora.” – Gn. 39:12
José foi parar como escravo na casa de um homem egípcio chamado Potifar. Lá, conheceu a esposa daquele homem que passou a cobiçá-lo. Após vários convites para que José se deitasse com ela, num certo dia, ela foi mais agressiva e o agarrou pelas vestes insistindo naquele propósito. Ele fugiu, mas foi vítima da mentira daquela mulher que o acusara de tentar força-la. Potifar o mandou para a prisão. Injustamente, José teve de pagar por um crime que não cometeu. Na prisão, porém, ele pode ser útil ao carcereiro que confiou tudo em suas mãos, também a todos os presos que se encontravam debaixo de sua supervisão (Gn. 39:21-22) e, por último, a dois outros prisioneiros cujos sonhos foram interpretados por ele (Gn. 40). Toda confiança nele depositada fazia parte do propósito divino. José aprendeu a descansar nesse propósito, e, assim, superou a indignação pela injustiça sofrida, deixando seus cuidados nas mãos do Senhor.
Talvez você já tenha sofrido muitas injustiças. Elas nos fazem realmente sofrer, podendo até mesmo revelar desejos de vingança, acompanhados de amargura e ódio. Mas os que são do Senhor superarão a injustiça de forma diferente. Eles se deixarão dominar pela tranqüilidade que só o Senhor pode oferecer, e pela convicção de que nada acontece por acaso. Mesmo a injustiça, promovida pelo Inimigo, poderá ser um instrumento divino para nos conduzir ao triunfo. Se não abrirmos brechas relacionadas a ódio, rancor ou amargura, veremos o livramento do Senhor. Seu propósito se cumprirá e seremos abençoados.
3- Superando o Esquecimento – “O copeiro-chefe, todavia, não se lembrou de José, porém, dele se esqueceu.” – Gn. 40:23
Depois de interpretar o sonho do copeiro-chefe, José tinha a expectativa de que o mesmo se lembrasse dele quando saísse da prisão. Tal não aconteceu. Foram necessários mais dois anos naquele lugar para que o copeiro se lembrasse dele. Durante esse tempo a Bíblia não declara como José viveu, o que pensou, o que sentiu ou o que fez. Ela tão somente se silencia, demonstrando ser, para José, um tempo de espera, somente. O Salmo 40:1 diz: “Esperei confiantemente pelo Senhor; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.” Há ocasiões em que a única coisa a fazer é esperar; tão somente esperar. José superou o esquecimento sofrido, esperando, confiantemente, Deus mover as águas em seu favor, no tempo certo.
Às vezes nos sentimos esquecidos pelas pessoas que poderiam nos ajudar. É a promoção no trabalho que nunca vem; é a resposta às orações que não chega, etc. Parece até que Deus nos esqueceu. No entanto, o Senhor nunca desviou Seus olhos de nós. Há, porém, um tempo para todas as coisas. Enquanto isso, somos provados. Precisamos aprender a esperar até que nossas atitudes e palavras demonstrem a qualidade da nossa fé e da nossa relação com Deus. Depois disso, receberemos nosso galardão.
4- Superando Momentos de Crise – “O Senhor era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio.” – Gn. 39:2
José teve de enfrentar muitas ocasiões de crise, como, por exemplo: a saída brusca de sua casa, o trabalho como escravo na casa de Potifar e os anos na prisão. Em tudo isso, porém, O Senhor estava com ele fazendo-o prosperar em todos os seus caminhos. José veio a ser governador sobre todo o Egito, estando abaixo somente de Faraó. No entanto, bem antes disso acontecer, Deus estava presente na vida dele, ajudando-o a enfrentar cada nova situação. Na casa de Potifar, na prisão ou no governo de uma nação, José foi próspero. Em tudo o que punha sua mão, ele prosperava. Essa era a conseqüência de uma vida devotada a Deus, bem como a forma sobrenatural do Senhor lhe dizer que estava com ele e que não o desampararia, até que seu propósito maior fosse estabelecido em sua vida. José superou os momentos de crise através da presença divina que o fazia prosperar em tudo.
Só conseguimos superar as crises quando temos a certeza de que não estamos sozinhos. Deus prometeu estar comigo todos os dias até a consumação dos séculos (Mt. 28:20). Sua presença em nós nos garantirá a prosperidade, mesmo em lugares áridos.
José foi um exemplo de superação, porque a boa mão de Deus sempre esteve agindo em seu favor.
“Os flecheiros lhe dão amargura, atiram contra ele e o aborrecem. O seu arco, porém, permanece firme, e os seus braços são feitos ativos pelas mãos do Poderoso de Jacó, sim, pelo Pastor e pela Pedra de Israel...” – Gn. 49:23-24
segunda-feira, 2 de março de 2009
Lia e a Vitória Sobre a Rejeição
Introdução
Lia era esposa de Jacó, mas não a sua preferida. Num contexto onde se admitia um homem ter mais de uma esposa (embora nunca tenha sido esse o plano divino), Lia, teve de superar a triste realidade de não ter sido a amada do seu marido. Queremos aprender através da experiência dela, como superar situações de rejeição e desprezo.
1- Saber Que Deus Conhece o Nosso Desprezo – “Vendo o Senhor que Lia era desprezada, fê-la fecunda; ao passo que Raquel era estéril.” – Gn. 29:31
Deus via as atitudes de Jacó que demonstravam desprezo por Lia. O Senhor conhecia profundamente a tristeza que ela sentia ao ser rejeitada de forma tão evidente. O nosso maior conforto é saber que as pessoas podem não nos perceber, mas Deus nos vê e conhece nossa dor. A visão que o Senhor teve do problema fez com que Seu favor viesse em socorro dela, tornando-a fecunda. A capacidade de gerar filhos, para ela, seria um consolo divino que a ajudaria a superar o trauma da rejeição.
Saber que Deus está interessado em participar dos nossos conflitos internos, é extremamente gratificante. Ter alguém com quem partilhar nossas dores e frustrações, por si só, já é um maravilhoso bálsamo. Você pode, agora mesmo, abrir o coração para desabafar seus medos, traumas, complexos, sentimentos de rejeição, e tudo o que a faz sentir-se pequena, sem valor. Deus não somente conhece, como também quer vir ao seu encontro para trazer provisão de consolo.
2- Rejeitada Pelo Marido, Lia se Aproximou de Deus – “Concebeu, pois, Lia e deu à luz um filho, a quem chamou Rúben, pois disse: O Senhor atendeu à minha aflição...” – Gn. 29:32
O desprezo sofrido por Lia fê-la aproximar-se de Deus. Para alguns filhos que dera à luz, ela fez menção do nome do Senhor, ou, pelo menos, atribuiu a Ele a dádiva recebida. Por exemplo, quando Rúben nasceu, ela disse: “O Senhor atendeu à minha aflição”. Em Simeão, disse: “Soube o Senhor que era preterida e me deu mais este...”. Nessas ocasiões, diante da rejeição sofrida, percebemos claramente que os olhos dela se voltaram para Deus, Fonte de toda compreensão, consolação e aceitação.
Há determinadas situações complicadas na vida que resultarão em bênção. As crises podem nos levar a buscar a Deus de forma especial. Precisamos aprender a tirar vantagens dos momentos difíceis e indagar ao Senhor acerca do que Ele quer que aprendamos nessa hora. Procure compartilhar na célula, sobre uma experiência com Deus que você mesma vivenciou diante de uma adversidade.
3- Corrigindo a Motivação – “De novo concebeu e deu à luz um filho; então, disse: Esta vez louvarei o Senhor. E por isso lhe chamou Judá; e cessou de dar à luz.” – Gn. 29:35
Apesar de mais próxima do Senhor, atribuindo a Ele a dádiva de gerar filhos, Lia, no entanto, ainda demonstrava que a sua vida buscava incessantemente o amor do marido. No nascimento de alguns filhos, lemos frases como: “Agora me amará meu marido”, “Agora, desta vez, se unirá mais a mim meu marido”, ou, “Desta vez permanecerá comigo meu marido...”. Sua motivação era a de ser aceita e amada por ele. Mas, quando deu à luz a Judá, sua motivação foi unicamente a de louvar ao Senhor (29:35). Ela, pelo menos dessa vez, conseguiu tirar o foco do homem para se voltar, exclusivamente, para o louvor ao Senhor, sem querer nada em troca.
Nós agravamos o problema da rejeição quando vivemos em função da busca pelo amor das pessoas. Quanto mais procuramos isso, mais nos sentimos desprezados. Pois, para aquele que sofre o desprezo, a atenção dos outros nunca será suficiente. Precisamos tirar o foco da busca pelo que o homem pode oferecer, e, encontrar em Deus, a verdadeira fonte para a nossa realização.
4- Da Rejeição à Felicidade – “Então disse Lia: É a minha felicidade! Porque as filhas me terão por venturosa; e lhe chamou Aser.” – Gn. 30:13
Outros filhos vieram. Agora, Lia demonstra ter sido transformada em sua auto-estima. Através dos filhos que teve, pessoalmente, ou por meio de sua serva Zilpa, Deus concedeu à Lia a alegria de ser frutífera. O coração solitário daquela mulher havia se convertido em um lugar pleno de gozo, pelo reconhecimento da generosidade divina para com ela. Quando nasceu Gade, ela disse: “Afortunada”. Em Aser, disse: “É a minha felicidade!”. Em Issacar, disse: “Deus me recompensou”. Em Zebulom: “Deus me concedeu excelente dote”. E, enfim, Diná, que significa “Julgamento”. Ela sentia que Deus havia lhe feito justiça, e, por isso, estava realizada.
Deus nos fez para sermos plenamente felizes. Nada pode anular o fato de Jesus Cristo ter morrido na cruz, provando o seu real amor por mim. Essa é uma das verdades bíblicas que tem o poder de anular todo o sentimento de desprezo que possamos sentir. Deixe o seu coração disponível para ser curado da rejeição. O amor de Deus é o único remédio para a alma ferida.
Lia foi uma vencedora por não se deixar aprisionar pela Rejeição. Em Deus, ela encontrou sua plena realização.
“Esta vez louvarei o Senhor. E por isso lhe chamou Judá...” – Gn. 29:35
Lia era esposa de Jacó, mas não a sua preferida. Num contexto onde se admitia um homem ter mais de uma esposa (embora nunca tenha sido esse o plano divino), Lia, teve de superar a triste realidade de não ter sido a amada do seu marido. Queremos aprender através da experiência dela, como superar situações de rejeição e desprezo.
1- Saber Que Deus Conhece o Nosso Desprezo – “Vendo o Senhor que Lia era desprezada, fê-la fecunda; ao passo que Raquel era estéril.” – Gn. 29:31
Deus via as atitudes de Jacó que demonstravam desprezo por Lia. O Senhor conhecia profundamente a tristeza que ela sentia ao ser rejeitada de forma tão evidente. O nosso maior conforto é saber que as pessoas podem não nos perceber, mas Deus nos vê e conhece nossa dor. A visão que o Senhor teve do problema fez com que Seu favor viesse em socorro dela, tornando-a fecunda. A capacidade de gerar filhos, para ela, seria um consolo divino que a ajudaria a superar o trauma da rejeição.
Saber que Deus está interessado em participar dos nossos conflitos internos, é extremamente gratificante. Ter alguém com quem partilhar nossas dores e frustrações, por si só, já é um maravilhoso bálsamo. Você pode, agora mesmo, abrir o coração para desabafar seus medos, traumas, complexos, sentimentos de rejeição, e tudo o que a faz sentir-se pequena, sem valor. Deus não somente conhece, como também quer vir ao seu encontro para trazer provisão de consolo.
2- Rejeitada Pelo Marido, Lia se Aproximou de Deus – “Concebeu, pois, Lia e deu à luz um filho, a quem chamou Rúben, pois disse: O Senhor atendeu à minha aflição...” – Gn. 29:32
O desprezo sofrido por Lia fê-la aproximar-se de Deus. Para alguns filhos que dera à luz, ela fez menção do nome do Senhor, ou, pelo menos, atribuiu a Ele a dádiva recebida. Por exemplo, quando Rúben nasceu, ela disse: “O Senhor atendeu à minha aflição”. Em Simeão, disse: “Soube o Senhor que era preterida e me deu mais este...”. Nessas ocasiões, diante da rejeição sofrida, percebemos claramente que os olhos dela se voltaram para Deus, Fonte de toda compreensão, consolação e aceitação.
Há determinadas situações complicadas na vida que resultarão em bênção. As crises podem nos levar a buscar a Deus de forma especial. Precisamos aprender a tirar vantagens dos momentos difíceis e indagar ao Senhor acerca do que Ele quer que aprendamos nessa hora. Procure compartilhar na célula, sobre uma experiência com Deus que você mesma vivenciou diante de uma adversidade.
3- Corrigindo a Motivação – “De novo concebeu e deu à luz um filho; então, disse: Esta vez louvarei o Senhor. E por isso lhe chamou Judá; e cessou de dar à luz.” – Gn. 29:35
Apesar de mais próxima do Senhor, atribuindo a Ele a dádiva de gerar filhos, Lia, no entanto, ainda demonstrava que a sua vida buscava incessantemente o amor do marido. No nascimento de alguns filhos, lemos frases como: “Agora me amará meu marido”, “Agora, desta vez, se unirá mais a mim meu marido”, ou, “Desta vez permanecerá comigo meu marido...”. Sua motivação era a de ser aceita e amada por ele. Mas, quando deu à luz a Judá, sua motivação foi unicamente a de louvar ao Senhor (29:35). Ela, pelo menos dessa vez, conseguiu tirar o foco do homem para se voltar, exclusivamente, para o louvor ao Senhor, sem querer nada em troca.
Nós agravamos o problema da rejeição quando vivemos em função da busca pelo amor das pessoas. Quanto mais procuramos isso, mais nos sentimos desprezados. Pois, para aquele que sofre o desprezo, a atenção dos outros nunca será suficiente. Precisamos tirar o foco da busca pelo que o homem pode oferecer, e, encontrar em Deus, a verdadeira fonte para a nossa realização.
4- Da Rejeição à Felicidade – “Então disse Lia: É a minha felicidade! Porque as filhas me terão por venturosa; e lhe chamou Aser.” – Gn. 30:13
Outros filhos vieram. Agora, Lia demonstra ter sido transformada em sua auto-estima. Através dos filhos que teve, pessoalmente, ou por meio de sua serva Zilpa, Deus concedeu à Lia a alegria de ser frutífera. O coração solitário daquela mulher havia se convertido em um lugar pleno de gozo, pelo reconhecimento da generosidade divina para com ela. Quando nasceu Gade, ela disse: “Afortunada”. Em Aser, disse: “É a minha felicidade!”. Em Issacar, disse: “Deus me recompensou”. Em Zebulom: “Deus me concedeu excelente dote”. E, enfim, Diná, que significa “Julgamento”. Ela sentia que Deus havia lhe feito justiça, e, por isso, estava realizada.
Deus nos fez para sermos plenamente felizes. Nada pode anular o fato de Jesus Cristo ter morrido na cruz, provando o seu real amor por mim. Essa é uma das verdades bíblicas que tem o poder de anular todo o sentimento de desprezo que possamos sentir. Deixe o seu coração disponível para ser curado da rejeição. O amor de Deus é o único remédio para a alma ferida.
Lia foi uma vencedora por não se deixar aprisionar pela Rejeição. Em Deus, ela encontrou sua plena realização.
“Esta vez louvarei o Senhor. E por isso lhe chamou Judá...” – Gn. 29:35
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Jacó e a Transformação de Identidade
Introdução
Jacó foi um exemplo de como Deus pode mudar a identidade de alguém. O velho homem, com seus pecados e valores distorcidos, precisa dar lugar ao novo. Hoje veremos o quanto precisamos da transformação divina para que a bênção seja uma realidade diária.
1 - Sentindo a Necessidade de Transformação – “Voltaram os mensageiros a Jacó, dizendo: Fomos a teu irmão Esaú; também ele vem de caminho para se encontrar contigo, e quatrocentos homens com ele.” – Gn. 32:6
Quando Jacó ouviu que seu irmão Esaú estava vindo ao seu encontro com mais quatrocentos homens, ficou aterrorizado. Qual o motivo? No passado, Jacó havia roubado a bênção destinada ao seu irmão, e por conta disso, fugiu para salvar sua vida (Gn. 27:41). Ouvindo, pois, que Esaú vinha ao seu encontro, logo pensou que podia ser por vingança. Então, imediatamente, tratou de buscar a Deus com todas as suas forças. Ele cria que o Senhor podia desembaraçar seu caminho e livrá-lo das conseqüências dos seus erros passados.
Para que alguém seja transformado por Deus, precisa, primeiro, sentir a necessidade de mudança. Quem não sente que precisa mudar, não buscará ajuda nem clamará a Deus. Se o doente não for convencido de que está enfermo, dificilmente se exporá a algum tratamento. Às vezes, Deus se utiliza de situações críticas para nos dar a entender que precisamos dEle. E quando recorremos ao Seu auxílio, Ele sempre está pronto para nos ajudar.
2 - A Importância de Estar a Sós Com Deus – “...ficando ele só; lutava com ele um homem, até ao romper do dia.” – Gn. 32:24
Jacó procurou um lugar tranqüilo onde pudesse ter uma experiência pessoal com o Senhor. Antes, porém, fez passar a tudo o que tinha: suas esposas, seus filhos, animais, bens, etc. Tudo ele fez passar para estar sozinho com Deus. Às vezes, nos escondemos atrás de alguém para justificar um erro. Dizemos: Fiz isso por causa dele ou dela... Achamos que determinado erro aconteceu por causa de alguém e não por nossa própria responsabilidade. Jacó não fez isso. Ele buscou estar somente diante de Deus, sem se esconder atrás de ninguém. Ele fez isso e Deus o abençoou.
O homem precisa reconhecer que o responsável pelos seus problemas é ele mesmo. Ainda que outras pessoas tenham participado do processo de ruína, primeiro, precisamos olhar para nós mesmos. Não ficar procurando culpados fora de nós, é de suma importância para que haja uma solução eficaz, vinda de Deus. Quando não procuramos jogar a responsabilidade sobre os outros e assumimos nossos erros, então, o Senhor se volta para nós e endireita nossas veredas.
3 - O Confronto Divino Para a Transformação de Identidade – “Perguntou-lhe, pois: Como te chamas? Ele respondeu: Jacó.”
O nome Jacó significa “aquele que passa por cima” ou “enganador”. Antes de ser transformado, Jacó precisava saber que todos os conflitos em sua vida, se deram, justamente, por causa do seu caráter defeituoso. Ele precisava reconhecer que era pecador e que seus erros o levaram a sofrer todo aquele pesar. Deus sabia que ele se chamava Jacó; mas queria apenas trazer à tona a identidade que necessitava morrer por meio de um arrependimento genuíno.
O Senhor continua perguntando sobre quem eu sou e quem é você. Como nos vemos? Se a resposta for somente: sou um bom marido, um bom filho, um bom pai, um bom cidadão, um bom patrão, um bom funcionário, etc., então estamos dizendo a nós mesmos que não precisamos mudar. Se, porém, apesar das virtudes, reconhecer humildemente que tenho falhas e que ainda estou distante daquele a quem Deus quer que eu seja, então, terei passado pela prova do confronto e estarei pronto para experimentar uma nova etapa do processo de restauração divina.
4 - A Transformação de Identidade – “Então, disse: Já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste.” – Gn. 32:28
Bastou Jacó reconhecer a sua velha identidade de engano e pecado, para Deus suscitar uma nova identidade. Israel significa “Príncipe com Deus” ou “Aquele que luta com Deus”. Esse novo nome é próprio de quem reconhece os pecados e suas conseqüências, e luta com Deus por uma transformação. Jacó não queria mais ser quem ele era no passado. O Senhor viu o seu coração e a sua atitude decidida a mudar; e por isso, fez prevalecer o desejo do seu coração. Ali mesmo, Deus o abençoou. O encontro com Esaú, seu irmão, foi pacífico, porque Jacó levava sobre si a bênção da proteção, do livramento e da vida.
Somente Deus é quem pode nos transformar. Ele nos criou e só Ele pode nos restaurar. Quando nos arrependemos dos nossos pecados e convidamos o Senhor a morar em nós, como conseqüência, Ele nos perdoa e nos concede do Seu próprio Espírito para permanecer em nós. É assim que somos transformados pelo seu poder.
Jacó se destacou dentre os homens pela sua luta incessante por transformação interior, e foi ouvido por Deus.
“Lutou com o anjo e prevaleceu; chorou e lhe pediu mercê; em Betel, achou a Deus, e ali falou Deus conosco.” – Oséias 12:4
Jacó foi um exemplo de como Deus pode mudar a identidade de alguém. O velho homem, com seus pecados e valores distorcidos, precisa dar lugar ao novo. Hoje veremos o quanto precisamos da transformação divina para que a bênção seja uma realidade diária.
1 - Sentindo a Necessidade de Transformação – “Voltaram os mensageiros a Jacó, dizendo: Fomos a teu irmão Esaú; também ele vem de caminho para se encontrar contigo, e quatrocentos homens com ele.” – Gn. 32:6
Quando Jacó ouviu que seu irmão Esaú estava vindo ao seu encontro com mais quatrocentos homens, ficou aterrorizado. Qual o motivo? No passado, Jacó havia roubado a bênção destinada ao seu irmão, e por conta disso, fugiu para salvar sua vida (Gn. 27:41). Ouvindo, pois, que Esaú vinha ao seu encontro, logo pensou que podia ser por vingança. Então, imediatamente, tratou de buscar a Deus com todas as suas forças. Ele cria que o Senhor podia desembaraçar seu caminho e livrá-lo das conseqüências dos seus erros passados.
Para que alguém seja transformado por Deus, precisa, primeiro, sentir a necessidade de mudança. Quem não sente que precisa mudar, não buscará ajuda nem clamará a Deus. Se o doente não for convencido de que está enfermo, dificilmente se exporá a algum tratamento. Às vezes, Deus se utiliza de situações críticas para nos dar a entender que precisamos dEle. E quando recorremos ao Seu auxílio, Ele sempre está pronto para nos ajudar.
2 - A Importância de Estar a Sós Com Deus – “...ficando ele só; lutava com ele um homem, até ao romper do dia.” – Gn. 32:24
Jacó procurou um lugar tranqüilo onde pudesse ter uma experiência pessoal com o Senhor. Antes, porém, fez passar a tudo o que tinha: suas esposas, seus filhos, animais, bens, etc. Tudo ele fez passar para estar sozinho com Deus. Às vezes, nos escondemos atrás de alguém para justificar um erro. Dizemos: Fiz isso por causa dele ou dela... Achamos que determinado erro aconteceu por causa de alguém e não por nossa própria responsabilidade. Jacó não fez isso. Ele buscou estar somente diante de Deus, sem se esconder atrás de ninguém. Ele fez isso e Deus o abençoou.
O homem precisa reconhecer que o responsável pelos seus problemas é ele mesmo. Ainda que outras pessoas tenham participado do processo de ruína, primeiro, precisamos olhar para nós mesmos. Não ficar procurando culpados fora de nós, é de suma importância para que haja uma solução eficaz, vinda de Deus. Quando não procuramos jogar a responsabilidade sobre os outros e assumimos nossos erros, então, o Senhor se volta para nós e endireita nossas veredas.
3 - O Confronto Divino Para a Transformação de Identidade – “Perguntou-lhe, pois: Como te chamas? Ele respondeu: Jacó.”
O nome Jacó significa “aquele que passa por cima” ou “enganador”. Antes de ser transformado, Jacó precisava saber que todos os conflitos em sua vida, se deram, justamente, por causa do seu caráter defeituoso. Ele precisava reconhecer que era pecador e que seus erros o levaram a sofrer todo aquele pesar. Deus sabia que ele se chamava Jacó; mas queria apenas trazer à tona a identidade que necessitava morrer por meio de um arrependimento genuíno.
O Senhor continua perguntando sobre quem eu sou e quem é você. Como nos vemos? Se a resposta for somente: sou um bom marido, um bom filho, um bom pai, um bom cidadão, um bom patrão, um bom funcionário, etc., então estamos dizendo a nós mesmos que não precisamos mudar. Se, porém, apesar das virtudes, reconhecer humildemente que tenho falhas e que ainda estou distante daquele a quem Deus quer que eu seja, então, terei passado pela prova do confronto e estarei pronto para experimentar uma nova etapa do processo de restauração divina.
4 - A Transformação de Identidade – “Então, disse: Já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste.” – Gn. 32:28
Bastou Jacó reconhecer a sua velha identidade de engano e pecado, para Deus suscitar uma nova identidade. Israel significa “Príncipe com Deus” ou “Aquele que luta com Deus”. Esse novo nome é próprio de quem reconhece os pecados e suas conseqüências, e luta com Deus por uma transformação. Jacó não queria mais ser quem ele era no passado. O Senhor viu o seu coração e a sua atitude decidida a mudar; e por isso, fez prevalecer o desejo do seu coração. Ali mesmo, Deus o abençoou. O encontro com Esaú, seu irmão, foi pacífico, porque Jacó levava sobre si a bênção da proteção, do livramento e da vida.
Somente Deus é quem pode nos transformar. Ele nos criou e só Ele pode nos restaurar. Quando nos arrependemos dos nossos pecados e convidamos o Senhor a morar em nós, como conseqüência, Ele nos perdoa e nos concede do Seu próprio Espírito para permanecer em nós. É assim que somos transformados pelo seu poder.
Jacó se destacou dentre os homens pela sua luta incessante por transformação interior, e foi ouvido por Deus.
“Lutou com o anjo e prevaleceu; chorou e lhe pediu mercê; em Betel, achou a Deus, e ali falou Deus conosco.” – Oséias 12:4
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Rebeca e a Busca de Propósitos
Introdução
A personagem de hoje, Rebeca, esposa de Isaque, foi uma figura muito importante dentro do projeto divino. Sua característica especial era a de buscar a revelação dos propósitos de Deus para a sua vida e a de sua família.
1- Descobrindo a Vida Com Propósito – “Dá-me, pois, que a moça a quem eu disser: Inclina o cântaro para que eu beba; e ela me responder: Bebe, e darei ainda de beber aos teus camelos, seja a que designaste para o teu servo Isaque; e nisso verei que usaste de bondade para com o meu senhor.” – Gn. 24:14
O servo de Abraão que fora em busca de uma esposa para Isaque pediu à Deus um sinal: que a moça indicada pelo Senhor atendesse ao seu pedido de lhe dar água para beber. Além disso, ela teria de se oferecer para dar água também aos dez camelos que estavam com ele. Rebeca, naturalmente fez tudo o que estava no coração daquele homem, sem saber que seus atos estavam sendo observados (vs.18 e 19). Depois que o servo de Abraão revelou que tudo aquilo fazia parte de um sinal pedido à Deus, ela, certamente, descobriu que sua vida não existia por acaso. Então, decidiu viver dentro do propósito, casando-se com Isaque.
É muito importante descobrir o propósito para a vida. Quando isso acontece, mesmo os simples acontecimentos serão cheios de significado especial. Seja dando água aos camelos, alimentando a família, instruindo os filhos, cuidando do marido, pregando a Palavra, ou fazendo outra coisa qualquer, tudo faz parte de um propósito. Precisamos apenas descobrir o verdadeiro plano de Deus para nós, a fim de que não nos vejamos fazendo coisas que não estejam em linha com o que o Senhor determinou. Rebeca descobriu o propósito e se apegou a ele com todas as suas forças.
2- Buscando o Propósito Para a Família – “Os filhos lutavam no ventre dela; então, disse: Se é assim, por que vivo eu? E consultou ao Senhor.” – Gn. 25:22
Isaque orou 20 anos para que Rebeca engravidasse; mas quando a gravidez chegou, foi ela quem buscou saber qual seria o propósito divino para os filhos do seu ventre. Em resposta ao clamor, Deus lhe respondeu que duas nações estavam sendo geradas dentro dela, e que o maior serviria o menor. Ela buscou conhecer o plano do Senhor acerca da sua família e foi atendida na sua petição.
Nossos filhos pertencem ao Senhor. Não podemos determinar o que eles serão porque há um plano maior e perfeito acerca deles. O nosso papel é o de interceder e ajudá-los a se encaixarem no projeto divino. Devemos também ensinar os princípios de retidão e justiça para que sempre andem na presença de Deus e sejam abençoados.
3- Alimentando o Propósito – “Isaque amava a Esaú, porque se saboreava de sua caça; Rebeca, porém, amava a Jacó.” – Gn. 25:28
A preferência que Isaque tinha por Esaú, e que Rebeca tinha por Jacó, não foi saudável no convívio familiar. Os pais deveriam amar os dois filhos igualmente, independentemente de suas habilidades ou características pessoais. Porém, ao que nos parece, a palavra divina que Rebeca tinha à respeito de Jacó, de alguma forma, havia influenciado no cuidado especial para com ele. Além disso, Rebeca pode ter pensado assim: a) Esaú já conta com o privilégio de ser o primogênito, futuro herdeiro da família; b) Esaú foi dotado de talentos naturais que fizeram dele um homem ousado e independente; c) Esaú, além de tudo, gozava da preferência de seu pai. Cremos que, diante de todos os benefícios com os quais Esaú contava, o coração daquela mãe se inclinou para o lado mais fraco e o alimentou com o seu amor. O cuidado especial de Rebeca dispensado a Jacó, sem dúvida, serviu para aquecer e proteger o coração daquele à quem as promessas de Deus haviam sido destinadas.
Quando descobrimos o propósito precisamos alimentá-lo. Assim como Rebeca amou a Jacó, envolvendo-o com o seu zelo, proteção e amparo, assim também devemos fazer. Nutrimos o propósito divino quando não nos apartamos dele. Sonhamos e oramos para que ele se cumpra. O propósito deve ser como um filho das nossas entranhas que é gerado e que cresce em nosso interior até vir à luz. Como a galinha choca seus ovos e os protege, assim devemos cuidar para que nada se perca.
4- Colocando o Propósito Acima de Deus – “Rebeca esteve escutando enquanto Isaque falava com Esaú, seu filho...” – Gn. 27:5
Quando chegou a hora de Isaque abençoar o primogênito Esaú, Rebeca se adiantou para armar um plano à favor de Jacó. Ela não precisava fazer isso porque Deus disse que abençoaria o mais moço; e se Ele disse que o faria, ela tinha, então, somente que esperar. Ter propósito na vida é muito bom, mas não podemos colocar o propósito acima de Deus. Abraão fez diferente quando o Senhor lhe pediu seu filho em sacrifício. Ele não tratou de defender a Isaque por conta de um propósito estabelecido. Tão somente obedeceu e deixou o resto nas mãos de Deus. Rebeca, mentindo para o marido, demonstrou nessa hora não confiar no Senhor o suficiente para o cumprimento do propósito prometido. Podemos aprender com o erro de Rebeca, a deixar nossos caminhos aos cuidados do Senhor, e descansar na Sua soberana condução de todas as coisas.
Devemos zelar para que o propósito nunca esteja acima dAquele que o idealizou. Precisamos seguir o curso natural da vida, dentro das orientações divinas. Deus não precisa da nossa “mãozinha”. Não podemos burlar a lei ou subornar alguém para que nossos filhos levem vantagem em alguma coisa. Não necessitamos mentir ou enganar a uma autoridade para que eles tenham acesso a privilégios especiais. Nunca devemos prejudicar alguém para que um ente querido seja priorizado. Não podemos apagar a luz do vizinho para que brilhe a nossa. Se Deus nos fez uma promessa, Ele é poderoso para a cumprir.
Rebeca se empenhou a descobrir e a viver dentro dos propósitos divinos, e, por isso, foi abençoada.
“Abençoaram a Rebeca e lhe disseram: És nossa irmã; sê tu a mãe de milhares de milhares, e que a tua descendência possua a porta dos seus inimigos.” – Gn. 24:60
A personagem de hoje, Rebeca, esposa de Isaque, foi uma figura muito importante dentro do projeto divino. Sua característica especial era a de buscar a revelação dos propósitos de Deus para a sua vida e a de sua família.
1- Descobrindo a Vida Com Propósito – “Dá-me, pois, que a moça a quem eu disser: Inclina o cântaro para que eu beba; e ela me responder: Bebe, e darei ainda de beber aos teus camelos, seja a que designaste para o teu servo Isaque; e nisso verei que usaste de bondade para com o meu senhor.” – Gn. 24:14
O servo de Abraão que fora em busca de uma esposa para Isaque pediu à Deus um sinal: que a moça indicada pelo Senhor atendesse ao seu pedido de lhe dar água para beber. Além disso, ela teria de se oferecer para dar água também aos dez camelos que estavam com ele. Rebeca, naturalmente fez tudo o que estava no coração daquele homem, sem saber que seus atos estavam sendo observados (vs.18 e 19). Depois que o servo de Abraão revelou que tudo aquilo fazia parte de um sinal pedido à Deus, ela, certamente, descobriu que sua vida não existia por acaso. Então, decidiu viver dentro do propósito, casando-se com Isaque.
É muito importante descobrir o propósito para a vida. Quando isso acontece, mesmo os simples acontecimentos serão cheios de significado especial. Seja dando água aos camelos, alimentando a família, instruindo os filhos, cuidando do marido, pregando a Palavra, ou fazendo outra coisa qualquer, tudo faz parte de um propósito. Precisamos apenas descobrir o verdadeiro plano de Deus para nós, a fim de que não nos vejamos fazendo coisas que não estejam em linha com o que o Senhor determinou. Rebeca descobriu o propósito e se apegou a ele com todas as suas forças.
2- Buscando o Propósito Para a Família – “Os filhos lutavam no ventre dela; então, disse: Se é assim, por que vivo eu? E consultou ao Senhor.” – Gn. 25:22
Isaque orou 20 anos para que Rebeca engravidasse; mas quando a gravidez chegou, foi ela quem buscou saber qual seria o propósito divino para os filhos do seu ventre. Em resposta ao clamor, Deus lhe respondeu que duas nações estavam sendo geradas dentro dela, e que o maior serviria o menor. Ela buscou conhecer o plano do Senhor acerca da sua família e foi atendida na sua petição.
Nossos filhos pertencem ao Senhor. Não podemos determinar o que eles serão porque há um plano maior e perfeito acerca deles. O nosso papel é o de interceder e ajudá-los a se encaixarem no projeto divino. Devemos também ensinar os princípios de retidão e justiça para que sempre andem na presença de Deus e sejam abençoados.
3- Alimentando o Propósito – “Isaque amava a Esaú, porque se saboreava de sua caça; Rebeca, porém, amava a Jacó.” – Gn. 25:28
A preferência que Isaque tinha por Esaú, e que Rebeca tinha por Jacó, não foi saudável no convívio familiar. Os pais deveriam amar os dois filhos igualmente, independentemente de suas habilidades ou características pessoais. Porém, ao que nos parece, a palavra divina que Rebeca tinha à respeito de Jacó, de alguma forma, havia influenciado no cuidado especial para com ele. Além disso, Rebeca pode ter pensado assim: a) Esaú já conta com o privilégio de ser o primogênito, futuro herdeiro da família; b) Esaú foi dotado de talentos naturais que fizeram dele um homem ousado e independente; c) Esaú, além de tudo, gozava da preferência de seu pai. Cremos que, diante de todos os benefícios com os quais Esaú contava, o coração daquela mãe se inclinou para o lado mais fraco e o alimentou com o seu amor. O cuidado especial de Rebeca dispensado a Jacó, sem dúvida, serviu para aquecer e proteger o coração daquele à quem as promessas de Deus haviam sido destinadas.
Quando descobrimos o propósito precisamos alimentá-lo. Assim como Rebeca amou a Jacó, envolvendo-o com o seu zelo, proteção e amparo, assim também devemos fazer. Nutrimos o propósito divino quando não nos apartamos dele. Sonhamos e oramos para que ele se cumpra. O propósito deve ser como um filho das nossas entranhas que é gerado e que cresce em nosso interior até vir à luz. Como a galinha choca seus ovos e os protege, assim devemos cuidar para que nada se perca.
4- Colocando o Propósito Acima de Deus – “Rebeca esteve escutando enquanto Isaque falava com Esaú, seu filho...” – Gn. 27:5
Quando chegou a hora de Isaque abençoar o primogênito Esaú, Rebeca se adiantou para armar um plano à favor de Jacó. Ela não precisava fazer isso porque Deus disse que abençoaria o mais moço; e se Ele disse que o faria, ela tinha, então, somente que esperar. Ter propósito na vida é muito bom, mas não podemos colocar o propósito acima de Deus. Abraão fez diferente quando o Senhor lhe pediu seu filho em sacrifício. Ele não tratou de defender a Isaque por conta de um propósito estabelecido. Tão somente obedeceu e deixou o resto nas mãos de Deus. Rebeca, mentindo para o marido, demonstrou nessa hora não confiar no Senhor o suficiente para o cumprimento do propósito prometido. Podemos aprender com o erro de Rebeca, a deixar nossos caminhos aos cuidados do Senhor, e descansar na Sua soberana condução de todas as coisas.
Devemos zelar para que o propósito nunca esteja acima dAquele que o idealizou. Precisamos seguir o curso natural da vida, dentro das orientações divinas. Deus não precisa da nossa “mãozinha”. Não podemos burlar a lei ou subornar alguém para que nossos filhos levem vantagem em alguma coisa. Não necessitamos mentir ou enganar a uma autoridade para que eles tenham acesso a privilégios especiais. Nunca devemos prejudicar alguém para que um ente querido seja priorizado. Não podemos apagar a luz do vizinho para que brilhe a nossa. Se Deus nos fez uma promessa, Ele é poderoso para a cumprir.
Rebeca se empenhou a descobrir e a viver dentro dos propósitos divinos, e, por isso, foi abençoada.
“Abençoaram a Rebeca e lhe disseram: És nossa irmã; sê tu a mãe de milhares de milhares, e que a tua descendência possua a porta dos seus inimigos.” – Gn. 24:60
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Isaque e as Conquistas Espirituais
Introdução
Isaque, filho de Abraão, e também filho da promessa de Deus, era um homem tranqüilo e confiante. Seu nome não está associado a grandes lutas ou a eventos majestosos. Porém, foi alguém que conquistou grandes coisas por meio de sua espiritualidade. Aprendamos com ele.
1- Conquistando Uma Família – “Saíra Isaque a meditar no campo... também Rebeca levantou os olhos, e, vendo a Isaque, apeou do camelo.” Gn. 24:63-64; “Isaque orou ao Senhor por sua mulher, porque ela era estéril; e o Senhor lhe ouviu as orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu.” – Gn. 25:21
Quando Isaque conheceu aquela que viria a ser sua esposa, ele estava orando no campo, ao cair da tarde. Casando-se com Rebeca aos 40 anos de idade, orou por ela durante 20 anos para que ela pudesse gerar filhos, porque era estéril; e Deus ouviu suas orações persistentes. Tanto a esposa quanto os filhos foram conquistas espirituais.
Devemos adotar o hábito de orar por nossa família todos os dias. Há conquistas a serem realizadas no âmbito familiar, como, por exemplo, a estabilidade emocional da esposa ou a cura para possíveis traumas dos filhos. Podemos também colocar em oração os projetos de aquisição de casa própria ou o suprimento de alguma necessidade especial.
2- Conquistando a Prosperidade – “Semeou Isaque naquela terra e, no mesmo ano, recolheu cento por um, porque o Senhor o abençoava.” – Gn. 26:12
Mesmo em tempo de fome e escassez, Isaque prosperou grandemente. Tal bênção foi conseqüência de ter obedecido a Deus, não descendo ao Egito para se refugiar ali (Gn. 26:2). Para nós, não descer ao Egito significa não abrir mão dos princípios bíblicos que devem reger nossas ações. Isaque também foi abençoado porque teve a atitude de semear mesmo em tempo de crise. Ele não olhou as circunstâncias desfavoráveis para o plantio, antes, olhou para Deus que prometera abençoá-lo. Naquele ano ele colheu cem vezes mais, “enriqueceu-se o homem, prosperou, ficou riquíssimo.” – Gn. 26:13
Se andarmos nos princípios bíblicos estabelecidos por Deus, certamente prosperaremos. Devemos nos apartar da mentira, dos negócios ilícitos, da sonegação de impostos, etc. Importa também aplicar a lei da semeadura. Quando ajudamos os pobres, ofertamos e entregamos nossos dízimos na igreja, investimos na propagação do evangelho pelo mundo, além de suprir as necessidades familiares, então, estamos lançando boas sementes que frutificarão e nos devolverão uma prosperidade maior ainda.
3 - Conquistando a Amplitude – “Partindo dali, cavou ainda outro poço; e, como por esse não contenderam, chamou-lhe Reobote e disse: Porque agora nos deu lugar o Senhor, e prosperaremos na terra.” – Gn. 26:22
Isaque já era muito próspero, mas faltava-lhe um lugar onde pudesse morar e estabelecer sua família e bens. Esse lugar teria de ser farto em água para suprir a necessidade do rebanho. Movidos de inveja por causa da prosperidade de Isaque, os filisteus entulharam todos os poços que os servos de Abraão haviam cavado. Eles queriam acabar com as fontes de suprimento de Isaque. Foi então que ele tornou a cavá-los. O primeiro poço, depois de pronto, gerou “Contenda” porque os pastores de Gerar o cobiçaram. Isaque abriu mão desse poço e partiu para outro. O segundo, gerou “Inimizade” porque também foi alvo de cobiça. Isaque, então, cavou um terceiro poço ao qual chamou de “Amplitude”, porque acerca desse, não houve contenda; enfim, poderia se estabelecer naquela terra e crescer ainda mais.
A amplitude se alcança quando vencemos os obstáculos colocados por aqueles que querem entulhar nossos poços e sujar nossas fontes. Quando fugimos da contenda e nos apartamos das inimizades, conservando sempre um coração puro, então Deus nos leva a uma prosperidade maior ainda. Muitas pessoas alcançam riquezas materiais à custa de brigas e dissensão. Não há paz interior. Essa prosperidade é falsa e inútil. Precisamos buscar, acima de tudo, a amplitude interior de um coração puro e voltado para as coisas de Deus.
4- Conquistando e Conservando a Visão Espiritual – “Pela fé, igualmente Isaque abençoou a Jacó e a Esaú, acerca de coisas que ainda estavam para vir.” – Hebreus 11:20
Isaque morreu aos 180 anos, aparentemente com saúde frágil e totalmente cego na última fase da vida. Apesar dessa debilidade, ele foi destacado na chamada “galeria dos heróis da fé”, descrita em Hebreus 11, justamente pelo que fez nesse tempo de cegueira e fraqueza física. Ele abençoou seus filhos com uma visão espiritual excelente. Falou de coisas que ainda estavam para acontecer com muita propriedade, demonstrando assim que seu problema era apenas de ordem física e não espiritual (Gn. 27:28, 29, 39 e 40). Isaque, apesar de também ter falhado em alguns momentos, terminou seus dias na terra conservando sua integridade e sua visão espiritual. Já ouvimos a frase: “O mais importante não é como você começa, mas como você termina.” Isaque terminou seus dias conservando sua visão espiritual e conquistando, pela fé, acesso ao reino celestial.
Lutar para conservar a integridade deve ser um desafio permanente. Chegar ao fim da vida mantendo ainda uma visão espiritual, é, sem dúvida, um grande troféu. Muitos se desviaram, enveredando-se pelo caminho mau da desonestidade ou cobiça. Por causa disso tornaram-se cegos quanto às coisas de Deus. Devemos continuar caminhando em direção ao final da vida com os olhos bem abertos; não nos deixando cegar pela cobiça do presente século.
A fidelidade de Deus e a mansidão de Isaque, fizeram desse homem um grande conquistador.
“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.” – Mateus 5:5
Isaque, filho de Abraão, e também filho da promessa de Deus, era um homem tranqüilo e confiante. Seu nome não está associado a grandes lutas ou a eventos majestosos. Porém, foi alguém que conquistou grandes coisas por meio de sua espiritualidade. Aprendamos com ele.
1- Conquistando Uma Família – “Saíra Isaque a meditar no campo... também Rebeca levantou os olhos, e, vendo a Isaque, apeou do camelo.” Gn. 24:63-64; “Isaque orou ao Senhor por sua mulher, porque ela era estéril; e o Senhor lhe ouviu as orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu.” – Gn. 25:21
Quando Isaque conheceu aquela que viria a ser sua esposa, ele estava orando no campo, ao cair da tarde. Casando-se com Rebeca aos 40 anos de idade, orou por ela durante 20 anos para que ela pudesse gerar filhos, porque era estéril; e Deus ouviu suas orações persistentes. Tanto a esposa quanto os filhos foram conquistas espirituais.
Devemos adotar o hábito de orar por nossa família todos os dias. Há conquistas a serem realizadas no âmbito familiar, como, por exemplo, a estabilidade emocional da esposa ou a cura para possíveis traumas dos filhos. Podemos também colocar em oração os projetos de aquisição de casa própria ou o suprimento de alguma necessidade especial.
2- Conquistando a Prosperidade – “Semeou Isaque naquela terra e, no mesmo ano, recolheu cento por um, porque o Senhor o abençoava.” – Gn. 26:12
Mesmo em tempo de fome e escassez, Isaque prosperou grandemente. Tal bênção foi conseqüência de ter obedecido a Deus, não descendo ao Egito para se refugiar ali (Gn. 26:2). Para nós, não descer ao Egito significa não abrir mão dos princípios bíblicos que devem reger nossas ações. Isaque também foi abençoado porque teve a atitude de semear mesmo em tempo de crise. Ele não olhou as circunstâncias desfavoráveis para o plantio, antes, olhou para Deus que prometera abençoá-lo. Naquele ano ele colheu cem vezes mais, “enriqueceu-se o homem, prosperou, ficou riquíssimo.” – Gn. 26:13
Se andarmos nos princípios bíblicos estabelecidos por Deus, certamente prosperaremos. Devemos nos apartar da mentira, dos negócios ilícitos, da sonegação de impostos, etc. Importa também aplicar a lei da semeadura. Quando ajudamos os pobres, ofertamos e entregamos nossos dízimos na igreja, investimos na propagação do evangelho pelo mundo, além de suprir as necessidades familiares, então, estamos lançando boas sementes que frutificarão e nos devolverão uma prosperidade maior ainda.
3 - Conquistando a Amplitude – “Partindo dali, cavou ainda outro poço; e, como por esse não contenderam, chamou-lhe Reobote e disse: Porque agora nos deu lugar o Senhor, e prosperaremos na terra.” – Gn. 26:22
Isaque já era muito próspero, mas faltava-lhe um lugar onde pudesse morar e estabelecer sua família e bens. Esse lugar teria de ser farto em água para suprir a necessidade do rebanho. Movidos de inveja por causa da prosperidade de Isaque, os filisteus entulharam todos os poços que os servos de Abraão haviam cavado. Eles queriam acabar com as fontes de suprimento de Isaque. Foi então que ele tornou a cavá-los. O primeiro poço, depois de pronto, gerou “Contenda” porque os pastores de Gerar o cobiçaram. Isaque abriu mão desse poço e partiu para outro. O segundo, gerou “Inimizade” porque também foi alvo de cobiça. Isaque, então, cavou um terceiro poço ao qual chamou de “Amplitude”, porque acerca desse, não houve contenda; enfim, poderia se estabelecer naquela terra e crescer ainda mais.
A amplitude se alcança quando vencemos os obstáculos colocados por aqueles que querem entulhar nossos poços e sujar nossas fontes. Quando fugimos da contenda e nos apartamos das inimizades, conservando sempre um coração puro, então Deus nos leva a uma prosperidade maior ainda. Muitas pessoas alcançam riquezas materiais à custa de brigas e dissensão. Não há paz interior. Essa prosperidade é falsa e inútil. Precisamos buscar, acima de tudo, a amplitude interior de um coração puro e voltado para as coisas de Deus.
4- Conquistando e Conservando a Visão Espiritual – “Pela fé, igualmente Isaque abençoou a Jacó e a Esaú, acerca de coisas que ainda estavam para vir.” – Hebreus 11:20
Isaque morreu aos 180 anos, aparentemente com saúde frágil e totalmente cego na última fase da vida. Apesar dessa debilidade, ele foi destacado na chamada “galeria dos heróis da fé”, descrita em Hebreus 11, justamente pelo que fez nesse tempo de cegueira e fraqueza física. Ele abençoou seus filhos com uma visão espiritual excelente. Falou de coisas que ainda estavam para acontecer com muita propriedade, demonstrando assim que seu problema era apenas de ordem física e não espiritual (Gn. 27:28, 29, 39 e 40). Isaque, apesar de também ter falhado em alguns momentos, terminou seus dias na terra conservando sua integridade e sua visão espiritual. Já ouvimos a frase: “O mais importante não é como você começa, mas como você termina.” Isaque terminou seus dias conservando sua visão espiritual e conquistando, pela fé, acesso ao reino celestial.
Lutar para conservar a integridade deve ser um desafio permanente. Chegar ao fim da vida mantendo ainda uma visão espiritual, é, sem dúvida, um grande troféu. Muitos se desviaram, enveredando-se pelo caminho mau da desonestidade ou cobiça. Por causa disso tornaram-se cegos quanto às coisas de Deus. Devemos continuar caminhando em direção ao final da vida com os olhos bem abertos; não nos deixando cegar pela cobiça do presente século.
A fidelidade de Deus e a mansidão de Isaque, fizeram desse homem um grande conquistador.
“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.” – Mateus 5:5
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Sara e o Poder de Frutificação
Introdução
Há algumas virtudes desenvolvidas no decorrer da vida que ajudam a abrir portas espirituais de bênção sobre o indivíduo e sua família. Na Bíblia, além da passagem citada acima, há outras referências ao caráter de Sara que fazem dela uma mulher especial, digna de nota.
Sara era mulher de Abraão. Ambos receberam a promessa de um filho, sendo ela estéril e já de idade avançada. Mas, aos 90 anos, cumpriu-se a promessa para alegria sua, de Abraão e de toda a sua posteridade. Quais virtudes de Sara podemos destacar?
1- A Fé – Hebreus 11:11a diz: “Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe...”
Sua primeira virtude foi a de crer contra todas as evidências humanas. Além da idade avançada ela era estéril. No entanto, sua fé a levou a uma dimensão espiritual onde todas as coisas são possíveis. Sua fé gerou nela poder para ser mãe e conforme ela conseguia ver assim ela se tornou: mãe de multidões.
A mulher de hoje precisa de fé constante para não andar conforme o que vê neste mundo material. Tal fé fará dela uma pessoa muito especial pela capacidade de transformar situações difíceis em oportunidade para ver o sobrenatural agindo. Ela terá condições de fazer do seu lar um lugar de esperança e de possibilidades, ao invés de se deixar levar pela visão derrotista que para nada serve.
2- O Conhecimento de Deus – Hebreus 11:11b diz: “...pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa.”
Sara conhecia o caráter íntegro de Deus porque também andava com Ele. Ela sabia que o Senhor era fiel porque tinha intimidade com Ele. O poder de frutificação nela operado estava relacionado essencialmente à sua relação de comunhão com o Senhor que lhe fizera a promessa.
O conhecimento de Deus fará dela uma pessoa livre. Muitas se sentem reféns de seus próprios maridos ou das pessoas que querem subjugá-la. Mas quando se deparam com os atributos do Senhor, tranqüilizam seus corações e entregam seus temores nas mãos de Quem é Fiel.
3- O Adorno Interior do Coração – I Pedro 3:3-4 diz: “Não seja o adorno da esposa o que é exterior...seja, porém, o homem interior do coração...”
Essa passagem bíblica refere-se à Sara e a outras mulheres idôneas. Conforme o texto, Sara estava preocupada em crescer no seu interior. Ela buscava uma beleza não passageira nem frívola, mas algo que a enobrecesse como pessoa pelo que possuía em seu interior e não no exterior.
A mulher de Deus busca crescer no seu interior. Através da leitura e da meditação na Palavra ela vai gradualmente se renovando interiormente. Ela também busca se conhecer melhor, corrigindo as falhas que descobriu e aperfeiçoando as virtudes.
4- O Espírito Manso e Tranqüilo – I Pedro 3:4 diz: “...unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus.”
Sara demonstrou mansidão e tranqüilidade em várias ocasiões de sua vida. Quando Deus pediu ao seu esposo que saísse de sua terra e da sua parentela, ela o acompanhou sem questionar. Quando Deus pediu o filho Isaque em sacrifício, ela não interferiu. Quando Abraão a expôs ao perigo no Egito querendo que ela se passasse por sua irmã em vez de esposa, ela também se submeteu com tranqüilidade. Com exceção do que aconteceu entre ela e Agar, em nenhum outro momento a vemos perturbada ou reclamando contra Deus ou contra seu esposo.
A mansidão e a tranqüilidade serão fundamentais para a sobrevivência num mundo violento e turbulento. Violência gera violência, mas a mansidão faz cessar o espírito bélico. A tranqüilidade, por sua vez, será apenas a exteriorização da fé do coração. Uma fé interior inabalável que se manifesta através de um semblante tranqüilo, mesmo em meio à lutas.
5- A Espera em Deus – I Pedro 3:5 diz: “Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus...”
Sara precisou desenvolver a capacidade de esperar em Deus para todas as coisas. Num certo momento ela se impacientou oferecendo sua serva para ter um filho com seu esposo em seu lugar. Isso lhe trouxe problemas mas serviu para trabalhar a habilidade de esperar em Deus. Ela descobriu que tentar fazer as coisas do modo humano não funciona. O tempo e o modo do Senhor são mais seguros e eficientes.
Ela espera em Deus pelas coisas que almeja sem se desanimar. Espera pela conversão de sua casa ou pela realização do sonho pessoal. Ela pode ter de esperar por muitas coisas, mas tem de aprender a esperar em Deus. Enquanto espera por algo ela é alimentada pelo Senhor. Não é uma espera solitária, mas sim, em Deus.
6- A Submissão e Obediência – I Pedro 3:5 diz: “...estando submissas a seu próprio marido, como fazia Sara, que obedeceu a Abraão...”
Sara sabia que não tinha um marido perfeito. Abraão, por medo, colocou a vida dela em risco no Egito (Gn. 12:10-20). Mas também sabia que a sua submissão só lhe trazia proteção e segurança da parte de Deus. O Senhor a protegeu no erro de Abraão, e isso também lhe serviu de experiência de que os que se submetem aos princípios divinos serão por Ele respaldados.
A submissão e a obediência ao marido ou aos pais, se for solteira, fará com que um escudo de proteção seja sobre ela, sempre. Essas atitudes não tem por objetivo levá-la à escravidão, pelo contrário. É certo que muitos homens se aproveitam para subjugá-la, mas eles serão subjugados pelo Senhor deles, Jesus Cristo. Os maridos, porém, que entendem o seu papel, se utilizarão da submissão feminina para protegê-la e manifestar afeto, assim como Cristo fez pela igreja, amando-a e entregando-se a Si mesmo por ela.
7- A Confiança Interior – I Pedro 3:6 diz: “...da qual vós vos tornastes filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma.”
Como dissemos acima, Sara aprendeu a andar sobre os princípios da Palavra. Fazendo assim, ainda que seu marido se equivocasse em alguma coisa, ela, porém, seria preservada. Sara possuía uma confiança interior baseada não nos acertos de seu esposo, mas na fidelidade soberana do Senhor.
Ela não teme nenhuma perturbação. Venham os vendavais da vida ou tribulações tão comuns de tempos em tempos. Ela está firme na confiança em Deus. Ela sabe que sempre haverá uma saída indicada pelo Senhor, e, por isso, não se abala.
Sara desenvolveu essas virtudes durante a sua vida, especialmente enquanto aguardava o cumprimento da promessa de um filho. Seu corpo não foi o único a receber poder de frutificação. Percebemos pela lição de hoje que antes do corpo, seu interior foi o primeiro foco divino.
Há algumas virtudes desenvolvidas no decorrer da vida que ajudam a abrir portas espirituais de bênção sobre o indivíduo e sua família. Na Bíblia, além da passagem citada acima, há outras referências ao caráter de Sara que fazem dela uma mulher especial, digna de nota.
Sara era mulher de Abraão. Ambos receberam a promessa de um filho, sendo ela estéril e já de idade avançada. Mas, aos 90 anos, cumpriu-se a promessa para alegria sua, de Abraão e de toda a sua posteridade. Quais virtudes de Sara podemos destacar?
1- A Fé – Hebreus 11:11a diz: “Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe...”
Sua primeira virtude foi a de crer contra todas as evidências humanas. Além da idade avançada ela era estéril. No entanto, sua fé a levou a uma dimensão espiritual onde todas as coisas são possíveis. Sua fé gerou nela poder para ser mãe e conforme ela conseguia ver assim ela se tornou: mãe de multidões.
A mulher de hoje precisa de fé constante para não andar conforme o que vê neste mundo material. Tal fé fará dela uma pessoa muito especial pela capacidade de transformar situações difíceis em oportunidade para ver o sobrenatural agindo. Ela terá condições de fazer do seu lar um lugar de esperança e de possibilidades, ao invés de se deixar levar pela visão derrotista que para nada serve.
2- O Conhecimento de Deus – Hebreus 11:11b diz: “...pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa.”
Sara conhecia o caráter íntegro de Deus porque também andava com Ele. Ela sabia que o Senhor era fiel porque tinha intimidade com Ele. O poder de frutificação nela operado estava relacionado essencialmente à sua relação de comunhão com o Senhor que lhe fizera a promessa.
O conhecimento de Deus fará dela uma pessoa livre. Muitas se sentem reféns de seus próprios maridos ou das pessoas que querem subjugá-la. Mas quando se deparam com os atributos do Senhor, tranqüilizam seus corações e entregam seus temores nas mãos de Quem é Fiel.
3- O Adorno Interior do Coração – I Pedro 3:3-4 diz: “Não seja o adorno da esposa o que é exterior...seja, porém, o homem interior do coração...”
Essa passagem bíblica refere-se à Sara e a outras mulheres idôneas. Conforme o texto, Sara estava preocupada em crescer no seu interior. Ela buscava uma beleza não passageira nem frívola, mas algo que a enobrecesse como pessoa pelo que possuía em seu interior e não no exterior.
A mulher de Deus busca crescer no seu interior. Através da leitura e da meditação na Palavra ela vai gradualmente se renovando interiormente. Ela também busca se conhecer melhor, corrigindo as falhas que descobriu e aperfeiçoando as virtudes.
4- O Espírito Manso e Tranqüilo – I Pedro 3:4 diz: “...unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus.”
Sara demonstrou mansidão e tranqüilidade em várias ocasiões de sua vida. Quando Deus pediu ao seu esposo que saísse de sua terra e da sua parentela, ela o acompanhou sem questionar. Quando Deus pediu o filho Isaque em sacrifício, ela não interferiu. Quando Abraão a expôs ao perigo no Egito querendo que ela se passasse por sua irmã em vez de esposa, ela também se submeteu com tranqüilidade. Com exceção do que aconteceu entre ela e Agar, em nenhum outro momento a vemos perturbada ou reclamando contra Deus ou contra seu esposo.
A mansidão e a tranqüilidade serão fundamentais para a sobrevivência num mundo violento e turbulento. Violência gera violência, mas a mansidão faz cessar o espírito bélico. A tranqüilidade, por sua vez, será apenas a exteriorização da fé do coração. Uma fé interior inabalável que se manifesta através de um semblante tranqüilo, mesmo em meio à lutas.
5- A Espera em Deus – I Pedro 3:5 diz: “Pois foi assim também que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus...”
Sara precisou desenvolver a capacidade de esperar em Deus para todas as coisas. Num certo momento ela se impacientou oferecendo sua serva para ter um filho com seu esposo em seu lugar. Isso lhe trouxe problemas mas serviu para trabalhar a habilidade de esperar em Deus. Ela descobriu que tentar fazer as coisas do modo humano não funciona. O tempo e o modo do Senhor são mais seguros e eficientes.
Ela espera em Deus pelas coisas que almeja sem se desanimar. Espera pela conversão de sua casa ou pela realização do sonho pessoal. Ela pode ter de esperar por muitas coisas, mas tem de aprender a esperar em Deus. Enquanto espera por algo ela é alimentada pelo Senhor. Não é uma espera solitária, mas sim, em Deus.
6- A Submissão e Obediência – I Pedro 3:5 diz: “...estando submissas a seu próprio marido, como fazia Sara, que obedeceu a Abraão...”
Sara sabia que não tinha um marido perfeito. Abraão, por medo, colocou a vida dela em risco no Egito (Gn. 12:10-20). Mas também sabia que a sua submissão só lhe trazia proteção e segurança da parte de Deus. O Senhor a protegeu no erro de Abraão, e isso também lhe serviu de experiência de que os que se submetem aos princípios divinos serão por Ele respaldados.
A submissão e a obediência ao marido ou aos pais, se for solteira, fará com que um escudo de proteção seja sobre ela, sempre. Essas atitudes não tem por objetivo levá-la à escravidão, pelo contrário. É certo que muitos homens se aproveitam para subjugá-la, mas eles serão subjugados pelo Senhor deles, Jesus Cristo. Os maridos, porém, que entendem o seu papel, se utilizarão da submissão feminina para protegê-la e manifestar afeto, assim como Cristo fez pela igreja, amando-a e entregando-se a Si mesmo por ela.
7- A Confiança Interior – I Pedro 3:6 diz: “...da qual vós vos tornastes filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma.”
Como dissemos acima, Sara aprendeu a andar sobre os princípios da Palavra. Fazendo assim, ainda que seu marido se equivocasse em alguma coisa, ela, porém, seria preservada. Sara possuía uma confiança interior baseada não nos acertos de seu esposo, mas na fidelidade soberana do Senhor.
Ela não teme nenhuma perturbação. Venham os vendavais da vida ou tribulações tão comuns de tempos em tempos. Ela está firme na confiança em Deus. Ela sabe que sempre haverá uma saída indicada pelo Senhor, e, por isso, não se abala.
Sara desenvolveu essas virtudes durante a sua vida, especialmente enquanto aguardava o cumprimento da promessa de um filho. Seu corpo não foi o único a receber poder de frutificação. Percebemos pela lição de hoje que antes do corpo, seu interior foi o primeiro foco divino.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Abraão e o Caminho da Fé
Introdução
Abraão foi conhecido na Bíblia como o Pai da Fé. Sua história de vida foi marcada por atos de fé que viabilizaram a concretização dos projetos de redenção para a humanidade. Como homens de Deus queremos aprender com ele.
1 - Fé Para Ouvir e Obedecer a Deus – Gn. 12:1 diz: “Ora, o Senhor disse a Abrão...Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.” e 12:4a: “Partiu, pois, Abrão, como o Senhor lhe ordenara...”
Deus falou com Abraão e ele ouviu a Sua voz. Ouvir a voz divina é, sem dúvida, a experiência mais importante que um homem pode registrar em sua vida. Todo o encaminhamento que Abraão teve para si e para sua família foi a partir de uma experiência com a Palavra de Deus falada ao seu coração.
O Homem de Deus precisa se habituar a ouvir a voz divina. O Senhor fala de diversas formas. Por meio da Bíblia Ele nos revela Seu plano maravilhoso de redenção. Através da oração Ele fala ao nosso coração, consolando e direcionando. Ele também desperta a nossa consciência quando erramos para que corrijamos nossos atos. Ele fala suavemente ao nosso espírito mostrando o caminho que devemos seguir.
2 - Fé Para se Desprender das Origens – Gn 12:1 diz: “Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.”
De nada adiantaria ouvir a voz de Deus se não houvesse disposição para obedecer. O Senhor lhe pediu que houvesse um rompimento com as origens pagãs. Tera, pai de Abraão, servia a outros deuses (Josué 24:2). Para ser abençoado, Abraão precisava romper espiritualmente com os deuses a quem serviram seus pais.
As maldições precisam ser quebradas para que haja frutificação. Romper com os velhos hábitos pecaminosos se faz necessário para que agrademos ao Senhor. O rompimento não é com a família, mas com os seus deuses. Devemos continuar honrando e valorizando nossos entes queridos, mas servir unicamente a Deus.
3 - Fé Para Edificar Altares – Gn. 12:7 diz: “Apareceu, porém, o Senhor a Abrão, e disse: À tua semente darei esta terra. Abrão, pois, edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera.”
O altar na época de Abraão representava um lugar para adorar a Deus. Hoje não precisamos de altares feitos por mãos humanas porque o Senhor já edificou um altar em nossos corações. Podemos adorar a Deus em nosso espírito (João 4:24). Abraão passou por lugares especiais e os consagrou levantando ali um altar de adoração. Hoje, podemos fazer do nosso lar, do nosso local de trabalho e da nossa igreja, lugares onde o Senhor será honrado e adorado.
Posso ser um adorador onde estiver plantado. O meu lar deve ser o principal lugar para se invocar a Deus, de onde extirparei toda a sorte de mal, contenda, irritação, gritaria e blasfemia. Posso estender essa adoração para o trabalho, para escola, para os relacionamentos, entendendo que o Senhor quer ser glorificado em cada área da minha vida.
4 - Fé Para se Desprender das Coisas Materiais – Gn. 13:9 diz: “Porventura não está toda a terra diante de ti? Rogo-te que te apartes de mim. Se tu escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, irei eu para a esquerda.”
Quando Abraão e Ló precisaram se separar por causa da contenda entre os seus pastores, Abraão não demonstrou ganância sentindo-se no direito de escolher a melhor parte. Pelo contrário, deixou a escolha por conta de Ló. Ele sabia que Deus o abençoaria de uma forma ou outra; e esse princípio ele demonstrou em toda a sua vida.
A minha vida deve ser vivida sem ganância. Meus olhos devem estar voltados para o Senhor que prometeu não desamparar-me. Como Abraão foi um exemplo de dizimista, eu devo seguir seu modelo (Gn. 14:20).
5 - Fé Para o Quebrantamento – Gn. 13:4 diz: “até o lugar do altar, que dantes ali fizera; e ali invocou Abrão o nome do Senhor.”
Abraão tinha acabado de passar por uma situação de vergonha, conseqüência de um erro cometido. Ele havia pedido para que sua mulher dissesse que era sua irmã com medo de morrer nas mãos dos egípcios. Repreendido por Faraó, Abraão voltou ao mesmo lugar onde edificara um altar de adoração a Deus. Ele soube voltar ao lugar de onde não deveria ter saído. O seu coração quebrantado lhe garantiu um caminhar seguro diante de Deus.
Arrependimento e quebrantamento diante de Deus são chaves essenciais para a liberação das bênçãos prometidas. Saber voltar ao lugar de origem e reconhecer que errou na escolha do caminho, demonstram um coração sábio e ensinável. É nessa hora que vamos pedir perdão a quem ofendemos e nos reconciliar com o Senhor, contra quem pecamos.
6 - Fé Para Guerrear por Sua Família – Gn. 14:14 diz: “Ouvindo, pois, Abrão que seu irmão estava preso, levou os seus homens, treinados, nascidos em sua casa, em número de trezentos e dezoito, e perseguiu os reis até Dã.”
Ló, sobrinho de Abraão, havia sido levado cativo juntamente com o povo de Sodoma. Quando Abraão soube disso logo providenciou um meio de resgatá-lo. O senso de aliança que Abraão possuía era tão forte que o sobrinho era como se fosse o próprio irmão. Ele tinha de guerrear por ele como o faria por qualquer um de sua casa.
Lutar pela preservação da nossa casa é um dos papéis mais importantes a desenvolver. Ter uma esposa feliz, filhos sem traumas, e uma família que se sente segura e protegida por nós, por si só, já é um grande galardão. Às vezes teremos de lutar como leões para que ninguém invada sorrateiramente nosso arraial para destruí-lo. Os invasores podem ser as drogas, as más influências, as preocupações excessivas, etc.
7 - Fé Para Honrar a Deus Acima de Tudo – Gn. 22:16 diz: “e disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor, porquanto fizeste isto, e não me negaste teu filho, o teu único filho...”
Isaque era o filho da promessa e o bem mais precioso que Abraão possuía, depois da sua esposa. O Senhor decide provar o coração de Abraão, pedindo seu filho em sacrifício. O homem de Deus obedece e leva seu unigênito ao lugar indicado. Depois de tudo pronto ele levanta o cutelo para o sacrifício mas imediatamente é impedido pelo próprio Senhor. Pronto! Ele já havia dado provas suficientes de que Deus era realmente o primeiro em sua vida, não negando-lhe nem o único filho.
Acima de tudo deve estar o Senhor. Acima de mim mesmo ou da minha própria família, deve estar o Senhor. Quando O substituímos por qualquer outra coisa, certamente veremos o efeito negativo dessa inversão de valores. Mas quando O honramos acima de tudo, Ele é fiel e também nos honrará em nosso caminhar.
Através desses atos Abraão demonstrou sua fé.
Abraão foi conhecido na Bíblia como o Pai da Fé. Sua história de vida foi marcada por atos de fé que viabilizaram a concretização dos projetos de redenção para a humanidade. Como homens de Deus queremos aprender com ele.
1 - Fé Para Ouvir e Obedecer a Deus – Gn. 12:1 diz: “Ora, o Senhor disse a Abrão...Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.” e 12:4a: “Partiu, pois, Abrão, como o Senhor lhe ordenara...”
Deus falou com Abraão e ele ouviu a Sua voz. Ouvir a voz divina é, sem dúvida, a experiência mais importante que um homem pode registrar em sua vida. Todo o encaminhamento que Abraão teve para si e para sua família foi a partir de uma experiência com a Palavra de Deus falada ao seu coração.
O Homem de Deus precisa se habituar a ouvir a voz divina. O Senhor fala de diversas formas. Por meio da Bíblia Ele nos revela Seu plano maravilhoso de redenção. Através da oração Ele fala ao nosso coração, consolando e direcionando. Ele também desperta a nossa consciência quando erramos para que corrijamos nossos atos. Ele fala suavemente ao nosso espírito mostrando o caminho que devemos seguir.
2 - Fé Para se Desprender das Origens – Gn 12:1 diz: “Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.”
De nada adiantaria ouvir a voz de Deus se não houvesse disposição para obedecer. O Senhor lhe pediu que houvesse um rompimento com as origens pagãs. Tera, pai de Abraão, servia a outros deuses (Josué 24:2). Para ser abençoado, Abraão precisava romper espiritualmente com os deuses a quem serviram seus pais.
As maldições precisam ser quebradas para que haja frutificação. Romper com os velhos hábitos pecaminosos se faz necessário para que agrademos ao Senhor. O rompimento não é com a família, mas com os seus deuses. Devemos continuar honrando e valorizando nossos entes queridos, mas servir unicamente a Deus.
3 - Fé Para Edificar Altares – Gn. 12:7 diz: “Apareceu, porém, o Senhor a Abrão, e disse: À tua semente darei esta terra. Abrão, pois, edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera.”
O altar na época de Abraão representava um lugar para adorar a Deus. Hoje não precisamos de altares feitos por mãos humanas porque o Senhor já edificou um altar em nossos corações. Podemos adorar a Deus em nosso espírito (João 4:24). Abraão passou por lugares especiais e os consagrou levantando ali um altar de adoração. Hoje, podemos fazer do nosso lar, do nosso local de trabalho e da nossa igreja, lugares onde o Senhor será honrado e adorado.
Posso ser um adorador onde estiver plantado. O meu lar deve ser o principal lugar para se invocar a Deus, de onde extirparei toda a sorte de mal, contenda, irritação, gritaria e blasfemia. Posso estender essa adoração para o trabalho, para escola, para os relacionamentos, entendendo que o Senhor quer ser glorificado em cada área da minha vida.
4 - Fé Para se Desprender das Coisas Materiais – Gn. 13:9 diz: “Porventura não está toda a terra diante de ti? Rogo-te que te apartes de mim. Se tu escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, irei eu para a esquerda.”
Quando Abraão e Ló precisaram se separar por causa da contenda entre os seus pastores, Abraão não demonstrou ganância sentindo-se no direito de escolher a melhor parte. Pelo contrário, deixou a escolha por conta de Ló. Ele sabia que Deus o abençoaria de uma forma ou outra; e esse princípio ele demonstrou em toda a sua vida.
A minha vida deve ser vivida sem ganância. Meus olhos devem estar voltados para o Senhor que prometeu não desamparar-me. Como Abraão foi um exemplo de dizimista, eu devo seguir seu modelo (Gn. 14:20).
5 - Fé Para o Quebrantamento – Gn. 13:4 diz: “até o lugar do altar, que dantes ali fizera; e ali invocou Abrão o nome do Senhor.”
Abraão tinha acabado de passar por uma situação de vergonha, conseqüência de um erro cometido. Ele havia pedido para que sua mulher dissesse que era sua irmã com medo de morrer nas mãos dos egípcios. Repreendido por Faraó, Abraão voltou ao mesmo lugar onde edificara um altar de adoração a Deus. Ele soube voltar ao lugar de onde não deveria ter saído. O seu coração quebrantado lhe garantiu um caminhar seguro diante de Deus.
Arrependimento e quebrantamento diante de Deus são chaves essenciais para a liberação das bênçãos prometidas. Saber voltar ao lugar de origem e reconhecer que errou na escolha do caminho, demonstram um coração sábio e ensinável. É nessa hora que vamos pedir perdão a quem ofendemos e nos reconciliar com o Senhor, contra quem pecamos.
6 - Fé Para Guerrear por Sua Família – Gn. 14:14 diz: “Ouvindo, pois, Abrão que seu irmão estava preso, levou os seus homens, treinados, nascidos em sua casa, em número de trezentos e dezoito, e perseguiu os reis até Dã.”
Ló, sobrinho de Abraão, havia sido levado cativo juntamente com o povo de Sodoma. Quando Abraão soube disso logo providenciou um meio de resgatá-lo. O senso de aliança que Abraão possuía era tão forte que o sobrinho era como se fosse o próprio irmão. Ele tinha de guerrear por ele como o faria por qualquer um de sua casa.
Lutar pela preservação da nossa casa é um dos papéis mais importantes a desenvolver. Ter uma esposa feliz, filhos sem traumas, e uma família que se sente segura e protegida por nós, por si só, já é um grande galardão. Às vezes teremos de lutar como leões para que ninguém invada sorrateiramente nosso arraial para destruí-lo. Os invasores podem ser as drogas, as más influências, as preocupações excessivas, etc.
7 - Fé Para Honrar a Deus Acima de Tudo – Gn. 22:16 diz: “e disse: Por mim mesmo jurei, diz o Senhor, porquanto fizeste isto, e não me negaste teu filho, o teu único filho...”
Isaque era o filho da promessa e o bem mais precioso que Abraão possuía, depois da sua esposa. O Senhor decide provar o coração de Abraão, pedindo seu filho em sacrifício. O homem de Deus obedece e leva seu unigênito ao lugar indicado. Depois de tudo pronto ele levanta o cutelo para o sacrifício mas imediatamente é impedido pelo próprio Senhor. Pronto! Ele já havia dado provas suficientes de que Deus era realmente o primeiro em sua vida, não negando-lhe nem o único filho.
Acima de tudo deve estar o Senhor. Acima de mim mesmo ou da minha própria família, deve estar o Senhor. Quando O substituímos por qualquer outra coisa, certamente veremos o efeito negativo dessa inversão de valores. Mas quando O honramos acima de tudo, Ele é fiel e também nos honrará em nosso caminhar.
Através desses atos Abraão demonstrou sua fé.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Rute e a Amizade Verdadeira
Introdução
A história de Rute tem um ingrediente especial. Fala de uma amizade verdadeira encontrada na simplicidade de um relacionamento de nora e sogra que serve como exemplo para nossos relacionamentos interpessoais. Quando a tragédia as encontrou Rute dá o exemplo de que amigos não abandonam amigos. Que vão até o fim com eles a fim de dar-lhes o consolo e o abrigo que precisam. Hoje vamos estudar três princípios que mantêm viva uma amizade verdadeira.
1. Lealdade
Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te. (Rute 1.16)
Uma tragédia havia abatido em cheio a vida de Noemi. Seu marido morrera, seus dois filhos também. Estava longe de sua terra e não sabia como seria recebida lá. Já estava em idade avançada, o que certamente não lhe renderia um novo casamento. Dependeria de misericórdia para sobreviver. Só havia lhe sobrado suas duas jovens noras. Uma resolveu tentar a vida novamente com seu povo. Mas Rute dá exemplo de lealdade: “não me importo comigo; vou contigo até onde você precisar”.
Essa certamente é uma das virtudes mais em falta nos nossos dias. Por pouquíssima coisa amizades são rompidas e inimizades começam. Por discordâncias pequenas duas pessoas se afastam feridas e não se motivam a perdoar nem reatar.
A lealdade é uma virtude de quem sabe caminhar com alguém independentemente do que acontece com ela. A lealdade me leva à fidelidade. Manter-me junto a alguém para servir-lhe de suporte, consolo e alento.
“A lealdade de Rute a Noemi e a Deus fez com que ela deixasse sua terra natal, Moabe, para ir a Judá. Embora fosse estrangeira, ela tornou-se ancestral de Davi e de Cristo”. (Comentário da Bíblia Plenitude na pág. 279)
Perguntamos: Você consegue abençoar a vida de alguém, mesmo que isso contrarie seus interesses pessoais, para que ela consiga se erguer de tropeços ou tragédias?
Para meditar: Rute 1.14; Sl 31.23; 1 Co 10.13
2. Serviço
Rute, a moabita, disse a Noemi: Deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas atrás daquele que me favorecer. (Rute 2.2)
Vendo que a sua sogra já não tinha idade para fazer um serviço mais forte, Rute se dispõe a buscar o sustento para elas. Mesmo diante de um estado melancólico apresentado por Noemi, Rute não desanima de mostrar-lhe que a vida deve ser conquistada, e por isso se dispõe a ira à luta.
Precisamos aprender a socorrer aqueles que precisam de nós, quando suas vidas estão entrando pelo caminho do desalento e da frustração. Muitas vezes precisamos ter a disposição para lutar por alguém que está desistindo e que não consegue ver a luz no fim do túnel. Nosso serviço a ela vai trazê-la de volta para a vida, mostrando que os propósitos do Senhor não se encerraram quando algo não anda da maneira planejada.
A amizade verdadeira se preocupa em levantar o amigo caído, servindo-o com disposição e alegria, até a sua recuperação.
Quando Noemi soube do resultado do serviço de Rute, ela recobrou seu ânimo e agradeceu a Deus pelo sinal de ainda era com ela (Rt 2.20).
“Aprenda a servir. Saiba que Deus nos chama a servir aqueles a quem amamos. Creia que Deus honrará aqueles com disposição de servir”. (Comentário da Bíblia Plenitude na pág. 279)
Perguntamos: Você tem disposição para servir desinteressadamente a alguém que precise de socorro e está prestes a desistir da vida? Você daria a alguém um pouco da sua vida sem saber se vai haver alguma recompensa?
Para meditar: Ap 2.19; Sl 126.6; Gl 6.7.
3. Retidão Moral
“Sucedeu que, pela meia-noite, assustando-se o homem, sentou-se; e eis que uma mulher estava deitada a seus pés. Disse ele: Quem és tu? Ela respondeu: Sou Rute, tua serva; estende a tua capa sobre a tua serva, porque és resgatador”. Rt 3.8,9
As ações de Rute diante de Noemi estavam bem clara. Boaz lhe disse que “toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa”. Isto representa que talvez muitos homens estivessem interessados em casar-se com ela. Mas Rute tem seus olhos voltados não somente para seus próprios benefícios. Ela pensa em Noemi. Por esse motivo ela trata de aproximar-se de alguém que possa dar-lhe segurança, mas que aceite sua sogra como sendo parte de sua família.
O texto também fala de que Rute se preserva diante daquele homem, não se deixando levar pelo seu estado de alegria por causa do vinho. A amizade com Noemi exigia também pureza para que sua sogra não passasse por desmoralização. Rute se preserva estendendo a bênção sobre Noemi.
Amados, muitas vezes somos cercados por “amigos” que só se interessam por nós enquanto temos algo a lhes oferecer. É preciso entender que a amizade verdadeira encontra seus próprios limites e não nos obriga a tomarmos atitudes que certamente nos levarão a pecar, trazendo sobre nós e os que nos cercam impureza moral.
Jesus é exemplo de alguém que ofereceu tudo por nós sem comprometer sua retidão moral.
Perguntamos: Você tem a preocupação de proteger os seus amigos de comentários maliciosos e fofocas que podem comprometer também a sua reputação? Qual o limite em sua vida para abençoar aqueles que precisam que você os abençoe?
Para meditar: 1 Reis 3:6; Salmo 84:11; Isaías 33:15.
Myron Junior
Insejec / RP
A história de Rute tem um ingrediente especial. Fala de uma amizade verdadeira encontrada na simplicidade de um relacionamento de nora e sogra que serve como exemplo para nossos relacionamentos interpessoais. Quando a tragédia as encontrou Rute dá o exemplo de que amigos não abandonam amigos. Que vão até o fim com eles a fim de dar-lhes o consolo e o abrigo que precisam. Hoje vamos estudar três princípios que mantêm viva uma amizade verdadeira.
1. Lealdade
Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te. (Rute 1.16)
Uma tragédia havia abatido em cheio a vida de Noemi. Seu marido morrera, seus dois filhos também. Estava longe de sua terra e não sabia como seria recebida lá. Já estava em idade avançada, o que certamente não lhe renderia um novo casamento. Dependeria de misericórdia para sobreviver. Só havia lhe sobrado suas duas jovens noras. Uma resolveu tentar a vida novamente com seu povo. Mas Rute dá exemplo de lealdade: “não me importo comigo; vou contigo até onde você precisar”.
Essa certamente é uma das virtudes mais em falta nos nossos dias. Por pouquíssima coisa amizades são rompidas e inimizades começam. Por discordâncias pequenas duas pessoas se afastam feridas e não se motivam a perdoar nem reatar.
A lealdade é uma virtude de quem sabe caminhar com alguém independentemente do que acontece com ela. A lealdade me leva à fidelidade. Manter-me junto a alguém para servir-lhe de suporte, consolo e alento.
“A lealdade de Rute a Noemi e a Deus fez com que ela deixasse sua terra natal, Moabe, para ir a Judá. Embora fosse estrangeira, ela tornou-se ancestral de Davi e de Cristo”. (Comentário da Bíblia Plenitude na pág. 279)
Perguntamos: Você consegue abençoar a vida de alguém, mesmo que isso contrarie seus interesses pessoais, para que ela consiga se erguer de tropeços ou tragédias?
Para meditar: Rute 1.14; Sl 31.23; 1 Co 10.13
2. Serviço
Rute, a moabita, disse a Noemi: Deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas atrás daquele que me favorecer. (Rute 2.2)
Vendo que a sua sogra já não tinha idade para fazer um serviço mais forte, Rute se dispõe a buscar o sustento para elas. Mesmo diante de um estado melancólico apresentado por Noemi, Rute não desanima de mostrar-lhe que a vida deve ser conquistada, e por isso se dispõe a ira à luta.
Precisamos aprender a socorrer aqueles que precisam de nós, quando suas vidas estão entrando pelo caminho do desalento e da frustração. Muitas vezes precisamos ter a disposição para lutar por alguém que está desistindo e que não consegue ver a luz no fim do túnel. Nosso serviço a ela vai trazê-la de volta para a vida, mostrando que os propósitos do Senhor não se encerraram quando algo não anda da maneira planejada.
A amizade verdadeira se preocupa em levantar o amigo caído, servindo-o com disposição e alegria, até a sua recuperação.
Quando Noemi soube do resultado do serviço de Rute, ela recobrou seu ânimo e agradeceu a Deus pelo sinal de ainda era com ela (Rt 2.20).
“Aprenda a servir. Saiba que Deus nos chama a servir aqueles a quem amamos. Creia que Deus honrará aqueles com disposição de servir”. (Comentário da Bíblia Plenitude na pág. 279)
Perguntamos: Você tem disposição para servir desinteressadamente a alguém que precise de socorro e está prestes a desistir da vida? Você daria a alguém um pouco da sua vida sem saber se vai haver alguma recompensa?
Para meditar: Ap 2.19; Sl 126.6; Gl 6.7.
3. Retidão Moral
“Sucedeu que, pela meia-noite, assustando-se o homem, sentou-se; e eis que uma mulher estava deitada a seus pés. Disse ele: Quem és tu? Ela respondeu: Sou Rute, tua serva; estende a tua capa sobre a tua serva, porque és resgatador”. Rt 3.8,9
As ações de Rute diante de Noemi estavam bem clara. Boaz lhe disse que “toda a cidade do meu povo sabe que és mulher virtuosa”. Isto representa que talvez muitos homens estivessem interessados em casar-se com ela. Mas Rute tem seus olhos voltados não somente para seus próprios benefícios. Ela pensa em Noemi. Por esse motivo ela trata de aproximar-se de alguém que possa dar-lhe segurança, mas que aceite sua sogra como sendo parte de sua família.
O texto também fala de que Rute se preserva diante daquele homem, não se deixando levar pelo seu estado de alegria por causa do vinho. A amizade com Noemi exigia também pureza para que sua sogra não passasse por desmoralização. Rute se preserva estendendo a bênção sobre Noemi.
Amados, muitas vezes somos cercados por “amigos” que só se interessam por nós enquanto temos algo a lhes oferecer. É preciso entender que a amizade verdadeira encontra seus próprios limites e não nos obriga a tomarmos atitudes que certamente nos levarão a pecar, trazendo sobre nós e os que nos cercam impureza moral.
Jesus é exemplo de alguém que ofereceu tudo por nós sem comprometer sua retidão moral.
Perguntamos: Você tem a preocupação de proteger os seus amigos de comentários maliciosos e fofocas que podem comprometer também a sua reputação? Qual o limite em sua vida para abençoar aqueles que precisam que você os abençoe?
Para meditar: 1 Reis 3:6; Salmo 84:11; Isaías 33:15.
Myron Junior
Insejec / RP
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Mical e o Caminho Para a Esterilidade
Introdução
Um dos maiores objetivos da vida do homem é ser abençoado por Deus. Desejamos sempre ter a bênção dEle em nossa vida e a buscamos. Mas muitas vezes somos nós mesmos os responsáveis para que essas bênçãos se percam. Mical poderia ter desfrutado de tesouros maravilhosos de Deus se tivesse percebido que seu esposo buscava mais o Senhor do que uma posição. O fato dela não se permitir participar dos sonhos do seu esposo por ter uma falsa visão de superioridade trouxe conseqüências desastrosas para sua vida como mulher e esposa. Ela desperdiçou sua vida por escolher o orgulho e a separação. Vejamos se não podemos estar correndo o mesmo risco de perder o que Deus tem de melhor pra nós.
Um Relacionamento à Distância
“Ao entrar a arca do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração.” (2 Samuel 6:16 RA)
Enquanto Davi se alegrava com o retorno da arca da aliança para Jerusalém, Mical, sua esposa, observava tudo pela janela. À distância, ela deixa de participar da alegria do marido e do povo que com ele estava.
Precisamos tomar cuidado quando percebemos que estamos nos distanciando das pessoas que são importantes para nós. Isso pode acontecer quando alimentamos diferenças, mágoas, ressentimentos, ira, ou, simplesmente posturas que agridem ao outro.
Perguntamos: Será que você tem deixado de lado as alegrias e vitórias das pessoas mais chegadas por causa de conceitos que o isolarão dos seus amados? Você consegue perceber quando as pessoas que você julga importante começam a se afastar por causa dos seus comentários e posições discordantes?
Para meditar: Sl 19.13; Pv 11.2
O Desprezo do Coração
“Ao entrar a arca do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração.” (2 Samuel 6:16 RA)
Acredito que não exista algo mais prejudicial em um relacionamento do que o desprezo de um pelo outro. Está relacionado a deixar de honrar, de valorizar, de respeitar. Conseqüentemente, quem despreza o outro deixa de envidar seus esforços para lhe fazer bem. Não há motivação para isso, porque o objeto de honra se tornou desprezível aos seus olhos. Quando se chega nesse nível realmente há de se ter uma intervenção divina.
Perguntamos: Você tem desprezado no coração alguém que um dia já amou sinceramente? Você percebe como o desprezo às pessoas lhe deixa alguém mais amargo e ferino, distante do projeto de Deus pra você?
Para meditar: Pv 1.7; Jo 15.12
A Filha de Saul
“Ao entrar a arca do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração.” (2 Samuel 6:16 RA)
Mical, embora sendo esposa de Davi, em várias partes do trecho bíblico é chamada de filha de Saul. Como filha do antigo rei de Israel, Mical parece conservar em sua vida as mesmas raízes de orgulho tão evidentes em seu pai. Além disso, outra herança era a de não ser íntima de Deus, e por isso, não entender a alegria vivida por Davi naqueles dias.
Havia um enorme abismo entre o fervor espiritual de Davi e a apatia de Saul. Mical, infelizmente, reflete a mesma indiferença quanto às coisas de Deus que a leva a desprezar seu marido e também ao próprio Deus diante de Quem Davi dançava.
Perguntamos: Quando há alegria no meio do povo de Deus, será que a sua indiferença ou até mesmo a irritação, não podem demonstrar a que nível você tem se distanciado de Deus, perdendo a singeleza do amor dEle?
Para meditar: Pv 21.4; 1 Tm 6.17-19
Fechando a Porta da Bênção
Quando Davi terminou de abençoar o povo, partiu com alegria para fazer o mesmo pela sua casa. Ao aproximar-se, porém, Mical saiu-lhe ao encontro com palavras duras e amargas. Todo o fervor e a alegria armazenada em prol dos da sua família se depararam repentinamente com o que chamamos de “balde de água fria”. Até de “vadio” Davi foi chamado. Ela estava indignada com o fato do rei haver dançado diante de pessoas comuns sem a sua veste real, embora usasse uma estola sacerdotal.
Por causa da sua indignação e das palavras proferidas sem sabedoria, desprezando e desonrando seu marido, Mical fecha a porta da bênção que estava prestes a ser liberada também em seu favor. Ao contrário disso, a Bíblia diz que ela terminou sua vida sem filhos. Não se sabe ao certo se isso aconteceu porque ela teria se tornado estéril ou porque Davi não quis mais ter intimidade com ela. De uma forma ou outra, ela terminou seus dias infeliz, depois de haver fechado o canal de Deus por meio de sua amargura de coração.
Perguntamos: Você está consciente de que pode fechar a porta da bênção por causa de suas críticas ou atitudes negativas? Caso isso seja uma realidade, você não gostaria de mudar de postura e abrir o coração para uma renovação do Espírito Santo em seu interior?
Para meditar: Sl 9.2; Sl 122.1; Hc 3.18
Um dos maiores objetivos da vida do homem é ser abençoado por Deus. Desejamos sempre ter a bênção dEle em nossa vida e a buscamos. Mas muitas vezes somos nós mesmos os responsáveis para que essas bênçãos se percam. Mical poderia ter desfrutado de tesouros maravilhosos de Deus se tivesse percebido que seu esposo buscava mais o Senhor do que uma posição. O fato dela não se permitir participar dos sonhos do seu esposo por ter uma falsa visão de superioridade trouxe conseqüências desastrosas para sua vida como mulher e esposa. Ela desperdiçou sua vida por escolher o orgulho e a separação. Vejamos se não podemos estar correndo o mesmo risco de perder o que Deus tem de melhor pra nós.
Um Relacionamento à Distância
“Ao entrar a arca do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração.” (2 Samuel 6:16 RA)
Enquanto Davi se alegrava com o retorno da arca da aliança para Jerusalém, Mical, sua esposa, observava tudo pela janela. À distância, ela deixa de participar da alegria do marido e do povo que com ele estava.
Precisamos tomar cuidado quando percebemos que estamos nos distanciando das pessoas que são importantes para nós. Isso pode acontecer quando alimentamos diferenças, mágoas, ressentimentos, ira, ou, simplesmente posturas que agridem ao outro.
Perguntamos: Será que você tem deixado de lado as alegrias e vitórias das pessoas mais chegadas por causa de conceitos que o isolarão dos seus amados? Você consegue perceber quando as pessoas que você julga importante começam a se afastar por causa dos seus comentários e posições discordantes?
Para meditar: Sl 19.13; Pv 11.2
O Desprezo do Coração
“Ao entrar a arca do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração.” (2 Samuel 6:16 RA)
Acredito que não exista algo mais prejudicial em um relacionamento do que o desprezo de um pelo outro. Está relacionado a deixar de honrar, de valorizar, de respeitar. Conseqüentemente, quem despreza o outro deixa de envidar seus esforços para lhe fazer bem. Não há motivação para isso, porque o objeto de honra se tornou desprezível aos seus olhos. Quando se chega nesse nível realmente há de se ter uma intervenção divina.
Perguntamos: Você tem desprezado no coração alguém que um dia já amou sinceramente? Você percebe como o desprezo às pessoas lhe deixa alguém mais amargo e ferino, distante do projeto de Deus pra você?
Para meditar: Pv 1.7; Jo 15.12
A Filha de Saul
“Ao entrar a arca do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração.” (2 Samuel 6:16 RA)
Mical, embora sendo esposa de Davi, em várias partes do trecho bíblico é chamada de filha de Saul. Como filha do antigo rei de Israel, Mical parece conservar em sua vida as mesmas raízes de orgulho tão evidentes em seu pai. Além disso, outra herança era a de não ser íntima de Deus, e por isso, não entender a alegria vivida por Davi naqueles dias.
Havia um enorme abismo entre o fervor espiritual de Davi e a apatia de Saul. Mical, infelizmente, reflete a mesma indiferença quanto às coisas de Deus que a leva a desprezar seu marido e também ao próprio Deus diante de Quem Davi dançava.
Perguntamos: Quando há alegria no meio do povo de Deus, será que a sua indiferença ou até mesmo a irritação, não podem demonstrar a que nível você tem se distanciado de Deus, perdendo a singeleza do amor dEle?
Para meditar: Pv 21.4; 1 Tm 6.17-19
Fechando a Porta da Bênção
Quando Davi terminou de abençoar o povo, partiu com alegria para fazer o mesmo pela sua casa. Ao aproximar-se, porém, Mical saiu-lhe ao encontro com palavras duras e amargas. Todo o fervor e a alegria armazenada em prol dos da sua família se depararam repentinamente com o que chamamos de “balde de água fria”. Até de “vadio” Davi foi chamado. Ela estava indignada com o fato do rei haver dançado diante de pessoas comuns sem a sua veste real, embora usasse uma estola sacerdotal.
Por causa da sua indignação e das palavras proferidas sem sabedoria, desprezando e desonrando seu marido, Mical fecha a porta da bênção que estava prestes a ser liberada também em seu favor. Ao contrário disso, a Bíblia diz que ela terminou sua vida sem filhos. Não se sabe ao certo se isso aconteceu porque ela teria se tornado estéril ou porque Davi não quis mais ter intimidade com ela. De uma forma ou outra, ela terminou seus dias infeliz, depois de haver fechado o canal de Deus por meio de sua amargura de coração.
Perguntamos: Você está consciente de que pode fechar a porta da bênção por causa de suas críticas ou atitudes negativas? Caso isso seja uma realidade, você não gostaria de mudar de postura e abrir o coração para uma renovação do Espírito Santo em seu interior?
Para meditar: Sl 9.2; Sl 122.1; Hc 3.18
sábado, 14 de fevereiro de 2009
"Caminhos da Índia"(leitura recomendada para cristãos)
Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009
Texto publicado no blog Soli Deo Gloria, de Gleison Elias Pereira.
Por Edson Barbosa
"… porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles; …" (Os 14:9).
"Ainda me recordo quando estava no Brasil me preparando para ir à Índia a quantidade de livros e artigos na internet que tive de estudar para não ser tão ignorante da vasta cultura que teria de enfrentar pela frente. Percebi que por onde ia, dificilmente encontrava alguém que pudesse me adicionar algum conhecimento prático do que realmente é a Índia. E ainda hoje para a maioria de nós brasileiros este sub-continente é um mistério cercado de lendas e mitos.Quando cheguei a Índia, verifiquei que todo meu conhecimento vindo dos livros e horas na frente de um computador pouco me ajudaram. E hoje depois de quase 4 anos neste país continuo um aprendiz, e cada vez mais me convenço que poderei viver aqui por décadas e não compreenderei toda esta diversidade que me cerca. Nos últimos meses tenho recebido e-mails e até mesmo ligações de pessoas de várias partes do Brasil empolgadas me contando da novela que a globo lançará com uma estória baseada na Índia, com o título "Caminhos da Índia". Comecei a investigar qual seria a trama da novela e quais seriam os pontos de exploração usados. Não para minha surpresa descobri que será uma novela totalmente voltada para a divulgação do hinduísmo no Brasil. Para quem não sabe, grande parte da população da Índia é hindu. O hinduísmo é uma religião politeísta com seus mais de 33 milhões de deuses, que são adorados das mais diversas maneiras.Quando o telespectador brasileiro ligar sua televisão para ver essa novela, estará abrindo as portas de seu lar, sua mente e coração para receber toda a influência do culto e adoração dado a estes deuses e seus mantras, rituais, sacrifícios e oferendas. Obviamente não posso escrever esta carta de uma maneira convincente a todos os telespectadores brasileiros, pois cada um acredita no que quer e ver e recebe o que bem entende. Mas de uma forma bem específica posso alertar que nós os cristãos comprometidos podemos facilmente fazer com que essa novela seja um fracasso. O que não seria fazer passeatas, abaixo assinado, greve de fome, etc... Isso sinceramente não resolve nada. A forma mais simples e eficaz seria primeiramente e principalmente sermos sinceros e sensatos e não assistirmos essa novela. Não conectarmos nossos televisores a este canal no momento em que estiver no ar este proselitismo explícito da religião hindu em nossos lares. Não podemos compactuar com esta maldição que está prestes a invadir nossas casas.Não é hora de sermos hipócritas! Os evangélicos brasileiros são noveleiros SIM!!! Fiz questão de não trazer estatísticas para provar o que estou falando. No fundo sabemos que o povo evangélico é um dos grandes responsáveis pelo sucesso que as novelas "globais" e não "globais" fazem no país. Por que nós somos um dos principais consumidores desse lixo que é vendido em nossos televisores 6 vezes por semana? Somos mais de 35 milhões de evangélicos no país, se contarmos que somente 10% deste número seja noveleiro ( o que acredito ser muito mais) e aderirem ao boicote, serão mais de 3 milhões e 500 mil pessoas que não assistirão esta novela e farão que ela seja um fiasco de audiência. Conclamo vocês meus irmãos a não compactuarem com isso. Não sejam responsáveis por tamanho mal a nossa nação, não seja um patrocinador da obra de satanás. Essa novela não pode trazer nenhum benefício para sua vida, pelo contrário estará contaminando o ambiente familiar de sua casa com mensagens demoníacas e tão pouco servirá como uma fonte de conhecimento de outra cultura. Não veja essa novela, faça que ela seja um fracasso e saia do ar. Nós temos a força, só basta fazermos nossa parte. Que o Senhor nos dê graça e sabedoria."
Edson Barbosa
Texto publicado no blog Soli Deo Gloria, de Gleison Elias Pereira.
Por Edson Barbosa
"… porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles; …" (Os 14:9).
"Ainda me recordo quando estava no Brasil me preparando para ir à Índia a quantidade de livros e artigos na internet que tive de estudar para não ser tão ignorante da vasta cultura que teria de enfrentar pela frente. Percebi que por onde ia, dificilmente encontrava alguém que pudesse me adicionar algum conhecimento prático do que realmente é a Índia. E ainda hoje para a maioria de nós brasileiros este sub-continente é um mistério cercado de lendas e mitos.Quando cheguei a Índia, verifiquei que todo meu conhecimento vindo dos livros e horas na frente de um computador pouco me ajudaram. E hoje depois de quase 4 anos neste país continuo um aprendiz, e cada vez mais me convenço que poderei viver aqui por décadas e não compreenderei toda esta diversidade que me cerca. Nos últimos meses tenho recebido e-mails e até mesmo ligações de pessoas de várias partes do Brasil empolgadas me contando da novela que a globo lançará com uma estória baseada na Índia, com o título "Caminhos da Índia". Comecei a investigar qual seria a trama da novela e quais seriam os pontos de exploração usados. Não para minha surpresa descobri que será uma novela totalmente voltada para a divulgação do hinduísmo no Brasil. Para quem não sabe, grande parte da população da Índia é hindu. O hinduísmo é uma religião politeísta com seus mais de 33 milhões de deuses, que são adorados das mais diversas maneiras.Quando o telespectador brasileiro ligar sua televisão para ver essa novela, estará abrindo as portas de seu lar, sua mente e coração para receber toda a influência do culto e adoração dado a estes deuses e seus mantras, rituais, sacrifícios e oferendas. Obviamente não posso escrever esta carta de uma maneira convincente a todos os telespectadores brasileiros, pois cada um acredita no que quer e ver e recebe o que bem entende. Mas de uma forma bem específica posso alertar que nós os cristãos comprometidos podemos facilmente fazer com que essa novela seja um fracasso. O que não seria fazer passeatas, abaixo assinado, greve de fome, etc... Isso sinceramente não resolve nada. A forma mais simples e eficaz seria primeiramente e principalmente sermos sinceros e sensatos e não assistirmos essa novela. Não conectarmos nossos televisores a este canal no momento em que estiver no ar este proselitismo explícito da religião hindu em nossos lares. Não podemos compactuar com esta maldição que está prestes a invadir nossas casas.Não é hora de sermos hipócritas! Os evangélicos brasileiros são noveleiros SIM!!! Fiz questão de não trazer estatísticas para provar o que estou falando. No fundo sabemos que o povo evangélico é um dos grandes responsáveis pelo sucesso que as novelas "globais" e não "globais" fazem no país. Por que nós somos um dos principais consumidores desse lixo que é vendido em nossos televisores 6 vezes por semana? Somos mais de 35 milhões de evangélicos no país, se contarmos que somente 10% deste número seja noveleiro ( o que acredito ser muito mais) e aderirem ao boicote, serão mais de 3 milhões e 500 mil pessoas que não assistirão esta novela e farão que ela seja um fiasco de audiência. Conclamo vocês meus irmãos a não compactuarem com isso. Não sejam responsáveis por tamanho mal a nossa nação, não seja um patrocinador da obra de satanás. Essa novela não pode trazer nenhum benefício para sua vida, pelo contrário estará contaminando o ambiente familiar de sua casa com mensagens demoníacas e tão pouco servirá como uma fonte de conhecimento de outra cultura. Não veja essa novela, faça que ela seja um fracasso e saia do ar. Nós temos a força, só basta fazermos nossa parte. Que o Senhor nos dê graça e sabedoria."
Edson Barbosa
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Sansão e a Fragilidade nos Relacionamentos
Introdução
Sansão foi um homem da Bíblia conhecido pela sua força. Mas o seu relacionamento com as pessoas era frágil, a começar da relação com os seus próprios pais. Por causa da deficiência no relacionamento com os pais e das distorções no relacionamento indevido com algumas pessoas, ele acaba sendo derrotado em sua carreira. Queremos partir do princípio de que a base para os nossos relacionamentos é estabelecida dentro de casa. Um relacionamento saudável entre pais, filhos e irmãos, favorece o estabelecimento de relações saudáveis fora de casa. Hoje vamos nos ater somente à casa de Sansão e descobrir o que faltava no seu relacionamento para com os pais.
1. Ouvir o que o Outro Está Dizendo
“Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos ou entre todo o meu povo, para que vás tomar esposa dos filisteus, daqueles incircuncisos? Disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque só desta me agrado.” (Juízes 14:3 RA)
Sansão vivia em um contexto onde os pais escolhiam os cônjuges para os filhos. No nosso mundo ocidental as coisas não acontecem dessa forma. Porém, respeitando a cultura dos pais de Sansão e procurando entender os valores das suas tradições, vamos descobrir que ouvi-los antes de tão importante escolha, a do casamento, seria a coisa mais sensata a se fazer.
Sansão, porém, quanto aos pais, demonstra a atitude de alguém que não quer ouvir, aprender, aceitar e submeter-se; mas sim a de quem não precisa de nenhuma dessas coisas, por já estar resolvido a fazer algo, independentemente do que eles possam pensar (Jz. 14:3). Ele se enamora de uma mulher da terra dos filisteus, mesmo sabendo que não se podia casar com pessoas de lá (Dt. 7:3), e ignora a vontade de seus pais que perceberam a cilada no caminho. Agindo assim, Sansão não está consciente do perigo à sua volta. Em breve, tal atitude de indiferença quanto à liderança paterna se mostrará altamente destrutiva à sua integridade moral e física.
Perguntamos: Você já agiu de forma independente da orientação de seus pais, cônjuge ou liderança estabelecida? Você percebe em sua casa algum espírito de indiferença à opinião do outro, ou às suas recomendações?
Para meditar: Tg. 1:19; Hb. 12:25; Dt. 5:16; Pv. 11:14
2. Não Fugir do Olhar do Outro
“Então, o Espírito do SENHOR de tal maneira se apossou dele, que ele o rasgou como quem rasga um cabrito, sem nada ter na mão; todavia, nem a seu pai nem a sua mãe deu a saber o que fizera.” (Juízes 14:6 RA)
Os pais de Sansão, mesmo contrariados, descem com ele até a cidade da moça com quem o filho há de casar. O texto bíblico diz que os pais “não sabiam que isto vinha do Senhor” (14:4), como se Deus estivesse aprovando o casamento de Sansão. Na verdade, Deus não se contradiz, mas apenas haveria de se utilizar daquela circunstância para cumprir seus propósitos em favor de Israel. Ele estaria, portanto, permitindo aquela situação ainda que não fosse a Sua vontade diretiva.
Aproximando-se da vinha, Sansão se aparta de seus pais e se depara com um leão novo que bramando lhe saiu ao encontro. Deus lhe dá graça e força, com o que mata o leão.
Ao chegar à vinha, Sansão se aparta de seus pais porque sabia que não lhe era permitido comer nenhum derivado da uva, por causa de um voto de nazireu que ele tinha sobre sua vida (Jz. 13:4-5). Ocultando-se aos olhos deles, ele deu lugar aos seus desejos proibidos, e quase perece diante da fúria daquele terrível animal, não fosse a graça de Deus sobre sua vida.
Perguntamos: Você já se sentiu tentado à fugir do olhar de alguém com quem você está comprometido a seguir junto pelo caminho? Como reagimos à tentação de fazer coisas escondidas do olhar de pessoas com quem estamos aliançados?
Para meditar: Gn. 3:10;Pv. 7:18-19
3. Não Esconder a Verdade do Outro
“Tomou o favo nas mãos e se foi andando e comendo dele; e chegando a seu pai e a sua mãe, deu-lhes do mel, e comeram; porém não lhes deu a saber que do corpo do leão é que o tomara.” (Juízes 14:9 RA)
Depois de matar o leão, Sansão continua seguindo em direção à casa de sua futura esposa. Voltando de lá, aparta-se do caminho para ver o corpo do leão morto, quando, para sua surpresa, encontra nele um enxame de abelhas com mel. Ele toca no cadáver ao retirar o mel, e sai pelo caminho andando e comendo. Encontrando seus pais, deu-lhes do mel e eles comeram, não sabendo de onde vinha.
O voto de nazireu também não permitia tocar em cadáver (Nm. 6:1-6). Por conta do mel, Sansão quebra mais uma vez o seu voto.
Sobre o tema relacionamento, vemos que a relação de Sansão com seus pais era baseada em meias verdades. Sansão mata o leão mas não conta o seu grande feito aos pais (Jz. 14:6). Se ele conta o caso terá de dizer onde estava quando o animal lhe saiu ao encontro; e isso ele não estava disposto a fazer. Depois, ele dá o favo de mel aos pais mas não diz de onde o havia retirado. Também não queria revelar a quebra do voto tocando num cadáver para obter o mel. Sansão se abre com seus pais apenas naquilo que lhe interessa, como no caso da moça com quem queria casar. Mas quanto às suas fraquezas e inclinações para o mal ele guarda segredo, perdendo a grande oportunidade de ser ministrado e ajudado por quem tanto o amava, seus pais.
Perguntamos: Você já vivenciou um relacionamento de meias verdades ou de segredos não compartilhados? Você já desejou abrir totalmente o seu coração, não sentindo, porém, confiança para fazer isso? Você se considera uma pessoa confiável, para quem as pessoas possam abrir o coração?
Para meditação: Mc. 4:22; Pv. 11:13; Pv. 20:19; Am. 3:7
Sansão foi um homem da Bíblia conhecido pela sua força. Mas o seu relacionamento com as pessoas era frágil, a começar da relação com os seus próprios pais. Por causa da deficiência no relacionamento com os pais e das distorções no relacionamento indevido com algumas pessoas, ele acaba sendo derrotado em sua carreira. Queremos partir do princípio de que a base para os nossos relacionamentos é estabelecida dentro de casa. Um relacionamento saudável entre pais, filhos e irmãos, favorece o estabelecimento de relações saudáveis fora de casa. Hoje vamos nos ater somente à casa de Sansão e descobrir o que faltava no seu relacionamento para com os pais.
1. Ouvir o que o Outro Está Dizendo
“Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos ou entre todo o meu povo, para que vás tomar esposa dos filisteus, daqueles incircuncisos? Disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque só desta me agrado.” (Juízes 14:3 RA)
Sansão vivia em um contexto onde os pais escolhiam os cônjuges para os filhos. No nosso mundo ocidental as coisas não acontecem dessa forma. Porém, respeitando a cultura dos pais de Sansão e procurando entender os valores das suas tradições, vamos descobrir que ouvi-los antes de tão importante escolha, a do casamento, seria a coisa mais sensata a se fazer.
Sansão, porém, quanto aos pais, demonstra a atitude de alguém que não quer ouvir, aprender, aceitar e submeter-se; mas sim a de quem não precisa de nenhuma dessas coisas, por já estar resolvido a fazer algo, independentemente do que eles possam pensar (Jz. 14:3). Ele se enamora de uma mulher da terra dos filisteus, mesmo sabendo que não se podia casar com pessoas de lá (Dt. 7:3), e ignora a vontade de seus pais que perceberam a cilada no caminho. Agindo assim, Sansão não está consciente do perigo à sua volta. Em breve, tal atitude de indiferença quanto à liderança paterna se mostrará altamente destrutiva à sua integridade moral e física.
Perguntamos: Você já agiu de forma independente da orientação de seus pais, cônjuge ou liderança estabelecida? Você percebe em sua casa algum espírito de indiferença à opinião do outro, ou às suas recomendações?
Para meditar: Tg. 1:19; Hb. 12:25; Dt. 5:16; Pv. 11:14
2. Não Fugir do Olhar do Outro
“Então, o Espírito do SENHOR de tal maneira se apossou dele, que ele o rasgou como quem rasga um cabrito, sem nada ter na mão; todavia, nem a seu pai nem a sua mãe deu a saber o que fizera.” (Juízes 14:6 RA)
Os pais de Sansão, mesmo contrariados, descem com ele até a cidade da moça com quem o filho há de casar. O texto bíblico diz que os pais “não sabiam que isto vinha do Senhor” (14:4), como se Deus estivesse aprovando o casamento de Sansão. Na verdade, Deus não se contradiz, mas apenas haveria de se utilizar daquela circunstância para cumprir seus propósitos em favor de Israel. Ele estaria, portanto, permitindo aquela situação ainda que não fosse a Sua vontade diretiva.
Aproximando-se da vinha, Sansão se aparta de seus pais e se depara com um leão novo que bramando lhe saiu ao encontro. Deus lhe dá graça e força, com o que mata o leão.
Ao chegar à vinha, Sansão se aparta de seus pais porque sabia que não lhe era permitido comer nenhum derivado da uva, por causa de um voto de nazireu que ele tinha sobre sua vida (Jz. 13:4-5). Ocultando-se aos olhos deles, ele deu lugar aos seus desejos proibidos, e quase perece diante da fúria daquele terrível animal, não fosse a graça de Deus sobre sua vida.
Perguntamos: Você já se sentiu tentado à fugir do olhar de alguém com quem você está comprometido a seguir junto pelo caminho? Como reagimos à tentação de fazer coisas escondidas do olhar de pessoas com quem estamos aliançados?
Para meditar: Gn. 3:10;Pv. 7:18-19
3. Não Esconder a Verdade do Outro
“Tomou o favo nas mãos e se foi andando e comendo dele; e chegando a seu pai e a sua mãe, deu-lhes do mel, e comeram; porém não lhes deu a saber que do corpo do leão é que o tomara.” (Juízes 14:9 RA)
Depois de matar o leão, Sansão continua seguindo em direção à casa de sua futura esposa. Voltando de lá, aparta-se do caminho para ver o corpo do leão morto, quando, para sua surpresa, encontra nele um enxame de abelhas com mel. Ele toca no cadáver ao retirar o mel, e sai pelo caminho andando e comendo. Encontrando seus pais, deu-lhes do mel e eles comeram, não sabendo de onde vinha.
O voto de nazireu também não permitia tocar em cadáver (Nm. 6:1-6). Por conta do mel, Sansão quebra mais uma vez o seu voto.
Sobre o tema relacionamento, vemos que a relação de Sansão com seus pais era baseada em meias verdades. Sansão mata o leão mas não conta o seu grande feito aos pais (Jz. 14:6). Se ele conta o caso terá de dizer onde estava quando o animal lhe saiu ao encontro; e isso ele não estava disposto a fazer. Depois, ele dá o favo de mel aos pais mas não diz de onde o havia retirado. Também não queria revelar a quebra do voto tocando num cadáver para obter o mel. Sansão se abre com seus pais apenas naquilo que lhe interessa, como no caso da moça com quem queria casar. Mas quanto às suas fraquezas e inclinações para o mal ele guarda segredo, perdendo a grande oportunidade de ser ministrado e ajudado por quem tanto o amava, seus pais.
Perguntamos: Você já vivenciou um relacionamento de meias verdades ou de segredos não compartilhados? Você já desejou abrir totalmente o seu coração, não sentindo, porém, confiança para fazer isso? Você se considera uma pessoa confiável, para quem as pessoas possam abrir o coração?
Para meditação: Mc. 4:22; Pv. 11:13; Pv. 20:19; Am. 3:7
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Pai e Filho Tão Distantes
Introdução
Hoje estudaremos a relação entre Davi e seu filho, Absalão, a partir de uma experiência trágica de abuso sexual sofrido pela irmã de Absalão, Tamar, provocado por outro irmão (também filho de Davi, porém, de outra mãe) Amnom. Toda a história se encontra entre II Samuel 13:1 e 18:33.
Frustração
Precisamos notar a frustração de Absalão em relação a seu pai, Davi, quando nutriu a expectativa de que o pai exerceria juízo sobre Amnom por este haver violentado sua irmã, Tamar. Dois anos inteiros, porém, se passaram (II Sm. 13:23), sem que Davi transformasse sua ira pelo ocorrido (II Sm. 13:21) em solução prática de disciplina e correção do problema.
Absalão estava frustrado com o seu pai, Davi. A expectativa não satisfeita foi produzindo, no decorrer daqueles dois anos, um sentimento de revolta tanto em relação ao pai que não julgou a causa, quanto em relação ao agressor, Amnom, que continuava impune depois de tamanha ofensa.
Perguntamos: Como você lida com as expectativas não alcançadas em relação a certas pessoas importantes para você? Como você reage à percepção de que o seu cônjuge, patrão, filho, amigo, pai, mãe, ou quem quer que seja, possivelmente não seja exatamente quem você queria que fosse, ou não esteja agindo de acordo com o que você esperava? Tem você frustrado a expectativa de alguém?
Para meditação: Sl. 62:5; Sl. 71:5; Pv. 13:12; Lm. 3:26.
Reprimindo os Sentimentos
Por falta de ação do pai, Absalão decide fazer justiça por conta própria, mandando matar Amnom (II Sm. 13:28). Depois disso ele foge e fica três anos longe do pai (II Sm. 13:38). Embora demasiadamente triste pela morte de Amnom, Davi começa a sentir saudades de Absalão; é quando ele permite que o filho volte a Jerusalém, sem contudo, ter o direito de ver a sua face (II Sm. 14:24 e 28).
Davi sentiu saudades do filho, mas não se permitiu transformar esse sentimento em fator motivador para uma restauração do relacionamento entre eles. Antes, reprimiu a saudade e se manteve à distância, como se o filho nada representasse para ele.
Perguntamos: Você é capaz de reprimir um sentimento restaurador em relação a alguém só para não dar o “braço a torcer”? Quando você sente a compaixão de Deus por alguém que lhe feriu, você consegue conviver naturalmente com a ausência de conversão dessa compaixão em atitude prática de perdão?
Para meditação: Sl. 22:24; Gn. 50:21.
Tempo Desperdiçado.
Se você está fazendo as contas, certamente percebeu que já se passaram sete anos desde a violência sexual sofrida por Tamar. Por dois anos Absalão esperou pelo juízo do pai. Por três anos esteve como fugitivo depois de matar Amnom. Por dois anos esteve em Jerusalém sem ver a face do pai.
Sete anos de relacionamentos rompidos, e de muitas lembranças saudosas, afetos sufocados, vontade de estar perto, de abraçar, de beijar, de falar sobre tantas coisas, mas ao mesmo tempo, de tanta distância e tanta decepção de um para com o outro.
Perguntamos: Temos resolvido nossas pendências nos relacionamentos no decorrer dos anos de vida, ou temos deixado as coisas como estão por tempo indeterminado?
Para meditação: Gn. 46:29; Mt. 5:25; Gl. 6:10; Ef. 5:16.
Indiferença
Por fim, Davi decide receber o filho em seu palácio real (II Sm. 14:33). Depois de muita insistência e de muito clamor por parte de Absalão para ver o pai e receber dele alguma palavra, ainda que fosse de extrema repreensão, Davi consente em ver o filho. Absalão se apresenta e, humildemente, se prostra ante o rei. Para surpresa de todos e maior decepção de Absalão, Davi se limita a beijar a face do filho e mais nada. Revoltado, ele empreende uma grande rebelião contra o pai, que culmina em sua própria morte (II Sm. 18:15).
Se ele fosse repreendido pelo que fizera, se o pai tivesse dispensado uma longa conversa com ele sobre tudo o que aconteceu, se Davi demonstrasse interesse de julgar com justiça ao mesmo tempo em que restaurasse o filho à comunhão, e se o próprio Absalão não tivesse perdido a esperança de que dias melhores viriam, então tudo, certamente, teria um desfecho diferente. O simples beijo no rosto depois de tanto tempo de distanciamento entre eles, demonstrou indiferença, que acreditamos ser uma das mais poderosas armas contra os relacionamentos.
Perguntamos: Como encaramos a indiferença por parte de quem mais amamos? Somos indiferentes quanto às questões de interesse das pessoas que nos cercam?
Para meditação: Pv. 19:18; Is. 57:10.
Hoje estudaremos a relação entre Davi e seu filho, Absalão, a partir de uma experiência trágica de abuso sexual sofrido pela irmã de Absalão, Tamar, provocado por outro irmão (também filho de Davi, porém, de outra mãe) Amnom. Toda a história se encontra entre II Samuel 13:1 e 18:33.
Frustração
Precisamos notar a frustração de Absalão em relação a seu pai, Davi, quando nutriu a expectativa de que o pai exerceria juízo sobre Amnom por este haver violentado sua irmã, Tamar. Dois anos inteiros, porém, se passaram (II Sm. 13:23), sem que Davi transformasse sua ira pelo ocorrido (II Sm. 13:21) em solução prática de disciplina e correção do problema.
Absalão estava frustrado com o seu pai, Davi. A expectativa não satisfeita foi produzindo, no decorrer daqueles dois anos, um sentimento de revolta tanto em relação ao pai que não julgou a causa, quanto em relação ao agressor, Amnom, que continuava impune depois de tamanha ofensa.
Perguntamos: Como você lida com as expectativas não alcançadas em relação a certas pessoas importantes para você? Como você reage à percepção de que o seu cônjuge, patrão, filho, amigo, pai, mãe, ou quem quer que seja, possivelmente não seja exatamente quem você queria que fosse, ou não esteja agindo de acordo com o que você esperava? Tem você frustrado a expectativa de alguém?
Para meditação: Sl. 62:5; Sl. 71:5; Pv. 13:12; Lm. 3:26.
Reprimindo os Sentimentos
Por falta de ação do pai, Absalão decide fazer justiça por conta própria, mandando matar Amnom (II Sm. 13:28). Depois disso ele foge e fica três anos longe do pai (II Sm. 13:38). Embora demasiadamente triste pela morte de Amnom, Davi começa a sentir saudades de Absalão; é quando ele permite que o filho volte a Jerusalém, sem contudo, ter o direito de ver a sua face (II Sm. 14:24 e 28).
Davi sentiu saudades do filho, mas não se permitiu transformar esse sentimento em fator motivador para uma restauração do relacionamento entre eles. Antes, reprimiu a saudade e se manteve à distância, como se o filho nada representasse para ele.
Perguntamos: Você é capaz de reprimir um sentimento restaurador em relação a alguém só para não dar o “braço a torcer”? Quando você sente a compaixão de Deus por alguém que lhe feriu, você consegue conviver naturalmente com a ausência de conversão dessa compaixão em atitude prática de perdão?
Para meditação: Sl. 22:24; Gn. 50:21.
Tempo Desperdiçado.
Se você está fazendo as contas, certamente percebeu que já se passaram sete anos desde a violência sexual sofrida por Tamar. Por dois anos Absalão esperou pelo juízo do pai. Por três anos esteve como fugitivo depois de matar Amnom. Por dois anos esteve em Jerusalém sem ver a face do pai.
Sete anos de relacionamentos rompidos, e de muitas lembranças saudosas, afetos sufocados, vontade de estar perto, de abraçar, de beijar, de falar sobre tantas coisas, mas ao mesmo tempo, de tanta distância e tanta decepção de um para com o outro.
Perguntamos: Temos resolvido nossas pendências nos relacionamentos no decorrer dos anos de vida, ou temos deixado as coisas como estão por tempo indeterminado?
Para meditação: Gn. 46:29; Mt. 5:25; Gl. 6:10; Ef. 5:16.
Indiferença
Por fim, Davi decide receber o filho em seu palácio real (II Sm. 14:33). Depois de muita insistência e de muito clamor por parte de Absalão para ver o pai e receber dele alguma palavra, ainda que fosse de extrema repreensão, Davi consente em ver o filho. Absalão se apresenta e, humildemente, se prostra ante o rei. Para surpresa de todos e maior decepção de Absalão, Davi se limita a beijar a face do filho e mais nada. Revoltado, ele empreende uma grande rebelião contra o pai, que culmina em sua própria morte (II Sm. 18:15).
Se ele fosse repreendido pelo que fizera, se o pai tivesse dispensado uma longa conversa com ele sobre tudo o que aconteceu, se Davi demonstrasse interesse de julgar com justiça ao mesmo tempo em que restaurasse o filho à comunhão, e se o próprio Absalão não tivesse perdido a esperança de que dias melhores viriam, então tudo, certamente, teria um desfecho diferente. O simples beijo no rosto depois de tanto tempo de distanciamento entre eles, demonstrou indiferença, que acreditamos ser uma das mais poderosas armas contra os relacionamentos.
Perguntamos: Como encaramos a indiferença por parte de quem mais amamos? Somos indiferentes quanto às questões de interesse das pessoas que nos cercam?
Para meditação: Pv. 19:18; Is. 57:10.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
O Conflito de Caim
Introdução
A história de Caim e Abel será o nosso ponto de partida para as reflexões sobre relacionamentos. Que o Senhor nos abençoe nesta jornada, enquanto buscamos atitudes relacionais que O glorifiquem.
Relacionamentos Turbulentos que Afetam Outros Relacionamentos
(Gênesis 4:4-5) - E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante.
Caim havia apresentado uma oferta a Deus que, no fundo, sabia não ser a que o Senhor esperava dele. Desde que seus pais, Adão e Eva, pecaram e aprenderam que a oferta aceitável estava relacionada à morte de um animal, Caim estava consciente do que deveria fazer. Seu irmão, Abel, foi aceito por Deus justamente pelo tipo de oferta que apresentou e pelo coração com que a apresentou.
Mas, queremos chegar na questão do relacionamento. O estremecimento da relação de Caim para com Deus abalou também a sua relação com o irmão. É claro que não de Deus para Caim, mas de Caim para Deus.
Perguntamos: Até que ponto permitimos que o aborrecimento para com o chefe, por exemplo, comprometa a relação com a nossa família? Somos maduros o suficiente para focar o nosso problema com alguém de forma a buscar resolve-lo de forma direcionada e adulta, sem deixar respingar nas outras esferas de relacionamentos?
Para meditação: Gn. 30:1; Efésios 4:26-27,29,31-32.
O Sentimento de Inveja Como Semente Destrutiva
(Gênesis 4:5b) E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante
Não ter sido aceito por Deus ao mesmo tempo em que seu irmão o foi, fez com que ele começasse a nutrir sentimentos negativos contra quem nenhum mal lhe fez. A esse sentimento interior negativo chamamos de inveja, que se apresentou com a capa da ira.
Inveja é o desejo por atributos, posses, status, habilidades de outra pessoa gerando um sentimento tão grande de egocentrismo que renegue as virtudes alheias, somente acentuando os defeitos (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre).
Perguntamos: Como reagimos diante do sucesso do outro, principalmente quando a expectativa pelo nosso próprio êxito não é satisfeita? Como será o nosso relacionamento com ele a partir dessa experiência?
Para meditação: Pv. 14:30; 27:4; Ec. 4:4; Rm. 13:13; I Co. 3:3; II Co. 12:20; Gl. 5:21 e 26; Tt. 3:3; Tg. 3:14 e 16.
A Responsabilidade de Sujeitar os Desejos
(Gênesis 4:7) - Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.
Deus que conhece os corações logo trouxe uma advertência a Caim: (Gênesis 4:7) – “Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.”
Em outras palavras, somos responsáveis pela administração dos nossos desejos, sentimentos e inclinações, sempre sabendo que se não os sujeitarmos à vontade de Deus, eles nos levarão ao pecado com todas as suas conseqüências.
Perguntamos: Estamos agindo de forma responsável para com os nossos sentimentos negativos? Estamos cuidando para que eles não cresçam a ponto de nos conduzirem a, não somente pecar contra Deus, mas também contra o próximo?
Para meditação: 2 Coríntios 10:5; Filipenses 4:8.
O Homicídio Literal Como Conseqüência do Homicídio do Coração
(Gênesis 4:8) - E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou.
No Sermão da Montanha Jesus disse: (Mateus 5:21-22) – “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.”
Jesus está ensinando que o homicídio começa em nosso coração antes da prática literal. Caim não sujeitou os seus sentimentos de ira e inveja, concebeu o pecado de homicídio em seu coração e desfechou sua loucura matando seu irmão.
Perguntamos: Estamos conscientes de que os nossos atos externos são conseqüências do que geramos primeiro no coração?
Para meditação: Marcos 7:20-23; 1 Pedro 2:1-3.
A história de Caim e Abel será o nosso ponto de partida para as reflexões sobre relacionamentos. Que o Senhor nos abençoe nesta jornada, enquanto buscamos atitudes relacionais que O glorifiquem.
Relacionamentos Turbulentos que Afetam Outros Relacionamentos
(Gênesis 4:4-5) - E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta. Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante.
Caim havia apresentado uma oferta a Deus que, no fundo, sabia não ser a que o Senhor esperava dele. Desde que seus pais, Adão e Eva, pecaram e aprenderam que a oferta aceitável estava relacionada à morte de um animal, Caim estava consciente do que deveria fazer. Seu irmão, Abel, foi aceito por Deus justamente pelo tipo de oferta que apresentou e pelo coração com que a apresentou.
Mas, queremos chegar na questão do relacionamento. O estremecimento da relação de Caim para com Deus abalou também a sua relação com o irmão. É claro que não de Deus para Caim, mas de Caim para Deus.
Perguntamos: Até que ponto permitimos que o aborrecimento para com o chefe, por exemplo, comprometa a relação com a nossa família? Somos maduros o suficiente para focar o nosso problema com alguém de forma a buscar resolve-lo de forma direcionada e adulta, sem deixar respingar nas outras esferas de relacionamentos?
Para meditação: Gn. 30:1; Efésios 4:26-27,29,31-32.
O Sentimento de Inveja Como Semente Destrutiva
(Gênesis 4:5b) E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante
Não ter sido aceito por Deus ao mesmo tempo em que seu irmão o foi, fez com que ele começasse a nutrir sentimentos negativos contra quem nenhum mal lhe fez. A esse sentimento interior negativo chamamos de inveja, que se apresentou com a capa da ira.
Inveja é o desejo por atributos, posses, status, habilidades de outra pessoa gerando um sentimento tão grande de egocentrismo que renegue as virtudes alheias, somente acentuando os defeitos (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre).
Perguntamos: Como reagimos diante do sucesso do outro, principalmente quando a expectativa pelo nosso próprio êxito não é satisfeita? Como será o nosso relacionamento com ele a partir dessa experiência?
Para meditação: Pv. 14:30; 27:4; Ec. 4:4; Rm. 13:13; I Co. 3:3; II Co. 12:20; Gl. 5:21 e 26; Tt. 3:3; Tg. 3:14 e 16.
A Responsabilidade de Sujeitar os Desejos
(Gênesis 4:7) - Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.
Deus que conhece os corações logo trouxe uma advertência a Caim: (Gênesis 4:7) – “Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar.”
Em outras palavras, somos responsáveis pela administração dos nossos desejos, sentimentos e inclinações, sempre sabendo que se não os sujeitarmos à vontade de Deus, eles nos levarão ao pecado com todas as suas conseqüências.
Perguntamos: Estamos agindo de forma responsável para com os nossos sentimentos negativos? Estamos cuidando para que eles não cresçam a ponto de nos conduzirem a, não somente pecar contra Deus, mas também contra o próximo?
Para meditação: 2 Coríntios 10:5; Filipenses 4:8.
O Homicídio Literal Como Conseqüência do Homicídio do Coração
(Gênesis 4:8) - E falou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel, e o matou.
No Sermão da Montanha Jesus disse: (Mateus 5:21-22) – “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno.”
Jesus está ensinando que o homicídio começa em nosso coração antes da prática literal. Caim não sujeitou os seus sentimentos de ira e inveja, concebeu o pecado de homicídio em seu coração e desfechou sua loucura matando seu irmão.
Perguntamos: Estamos conscientes de que os nossos atos externos são conseqüências do que geramos primeiro no coração?
Para meditação: Marcos 7:20-23; 1 Pedro 2:1-3.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
O Avivamento Que Gera Filhos Para o Homem e Para Deus
Texto Bíblico: I Samuel 1:1-28
Introdução
Você já parou para pensar que a sua maior necessidade ou desejo pode representar exatamente a maior necessidade ou desejo de Deus? Creio que esse pensamento ficará mais claro ao nosso entendimento a partir da experiência de Ana, personagem da história de hoje.
Ana e a Necessidade de Um Filho.
“E este tinha duas mulheres: o nome de uma era Ana, e o da outra Penina. E Penina tinha filhos, porém Ana não os tinha. (I Samuel 1:6) - E a sua rival excessivamente a provocava, para a irritar; porque o SENHOR lhe tinha cerrado a madre.” I Samuel 1:2
Ana era uma das esposas de Elcana, chamando-se a outra, Penina. Com grande tristeza Ana via seus anos se passarem sem desfrutar do privilégio de ter filhos, tendo de suportar com amargura as provocações de sua rival que os tinha naturalmente. Era uma grande desonra para uma mulher o não poder gerar filhos e Ana já não suportava mais aquela situação que era agravada pela zombaria de Penina. Ana passou a desejar um filho mais do que a própria vida, e determinada a busca-lo em Deus, dirigiu-se ao lugar de adoração em Siló e ali derramou toda a sua alma, chorando, pedindo e clamando para que o Senhor a ouvisse concedendo-lhe o seu pedido.
Precisamos conhecer e caminhar mais pelo caminho percorrido por Ana. Ela sabia que Deus a havia impedido de ter filhos (1:5) e que só Ele poderia remover qualquer impedimento. Filipenses 4:6 e Salmo 37:5 falam que os nossos pedidos, desejos, sonhos, e necessidades devem ser entregues a Deus. Esse foi o caminho que Ana escolheu para si.
Deus e a Necessidade de Um Filho.
“Era, porém, Eli já muito velho, e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel, e de como se deitavam com as mulheres que em bandos se ajuntavam à porta da tenda da congregação.” I Samuel 2:22
Deixando de lado por um pouco a necessidade de Ana, veremos que Deus também necessitava de um filho naqueles dias. Um filho que lhe fosse obediente, temente, sério, e que realmente se preocupasse em servir às pessoas e não aos seus próprios interesses. O sacerdote daqueles dias era Eli, já velho e sem autoridade sobre seus filhos, rebeldes e carnais. Deus já não podia falar ao povo por intermédio deles, mas somente contra eles através de outros profetas (I Samuel 2:30). Toda a nação pereceria se o Senhor não levantasse alguém como representante espiritual do povo diante dEle. Portanto, Deus também precisava de um filho.
É muito bom quando conseguimos pensar não apenas em nossos problemas ou desafios. Deus também precisa resolver algumas questões que podem estar relacionadas às nossas questões. Então, vamos procurar entender melhor como as duas necessidades, a humana (de Ana) e a divina, podem dar as mãos.
A Parceria Entre Deus e Ana.
“E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas à tua serva deres um filho homem, ao SENHOR o darei todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha.” I Samuel 1:11
Por trás das dificuldades de Ana, estava o Senhor levando-a a um determinado lugar. Foi Ele quem cerrou-lhe a madre para não gerar filhos. Foi Ele quem permitiu a presença de uma Penina para provoca-la. Foi Ele quem a conduziu a um estado de indignação com aquela situação até que ela dissesse: “Basta!!!”. No clamor dela, um filho é gerado em suas entranhas e consagrado ao Senhor. Ana entrou em parceria com Deus e ambos ganharam. Ela viu o seu opróbrio desfeito e Ele ganhou um filho com quem pudesse se relacionar e a quem pudesse usar. (I Samuel 3:10) – “Então veio o SENHOR, e pôs-se ali, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve.” Samuel nasceu e foi entregue a Deus aos cuidados do sacerdote Eli. Mas como Ele é justo, bondoso e compassivo, permitiu que Ana tivesse outros filhos em lugar do que fora entregue ao Senhor: (I Samuel 2:21) – “Visitou, pois, o SENHOR a Ana, que concebeu, e deu à luz três filhos e duas filhas; e o jovem Samuel crescia diante do SENHOR.”
Nós também possuímos nossas necessidades. Porém, nem sempre temos a percepção de que o que precisamos pode ser exatamente o mesmo que Deus precisa. Quando entendemos isso conseguimos ver nossos desafios, sejam financeiros, familiares, profissionais, ministeriais, saúde, ou qualquer outro que seja, não mais a partir do nosso próprio ponto de vista, mas do de Deus. Chegaremos à conclusão que o Senhor pode abençoar a nossa casa tremendamente se soubermos dedica-la a Ele, sendo Ele o maior interessado em usa-la. Nas finanças, por exemplo, Ele quer e pode nos abençoar. A nossa prosperidade material colocada nas mãos dEle poderá suprir as nossas necessidades e a de tantas pessoas a quem Ele quer abençoar através de nós.
Conclusão
Concluímos que Deus procura alguém que se identifique com as necessidades dEle a partir das experiências terrenas, e que decida entrar em parceria com Ele para gerar mudanças. A dor de Ana era a dor de Deus. Ambos buscavam um filho. Samuel foi a resposta contra o opróbrio de Ana e a favor dos propósitos do Senhor.
Introdução
Você já parou para pensar que a sua maior necessidade ou desejo pode representar exatamente a maior necessidade ou desejo de Deus? Creio que esse pensamento ficará mais claro ao nosso entendimento a partir da experiência de Ana, personagem da história de hoje.
Ana e a Necessidade de Um Filho.
“E este tinha duas mulheres: o nome de uma era Ana, e o da outra Penina. E Penina tinha filhos, porém Ana não os tinha. (I Samuel 1:6) - E a sua rival excessivamente a provocava, para a irritar; porque o SENHOR lhe tinha cerrado a madre.” I Samuel 1:2
Ana era uma das esposas de Elcana, chamando-se a outra, Penina. Com grande tristeza Ana via seus anos se passarem sem desfrutar do privilégio de ter filhos, tendo de suportar com amargura as provocações de sua rival que os tinha naturalmente. Era uma grande desonra para uma mulher o não poder gerar filhos e Ana já não suportava mais aquela situação que era agravada pela zombaria de Penina. Ana passou a desejar um filho mais do que a própria vida, e determinada a busca-lo em Deus, dirigiu-se ao lugar de adoração em Siló e ali derramou toda a sua alma, chorando, pedindo e clamando para que o Senhor a ouvisse concedendo-lhe o seu pedido.
Precisamos conhecer e caminhar mais pelo caminho percorrido por Ana. Ela sabia que Deus a havia impedido de ter filhos (1:5) e que só Ele poderia remover qualquer impedimento. Filipenses 4:6 e Salmo 37:5 falam que os nossos pedidos, desejos, sonhos, e necessidades devem ser entregues a Deus. Esse foi o caminho que Ana escolheu para si.
Deus e a Necessidade de Um Filho.
“Era, porém, Eli já muito velho, e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel, e de como se deitavam com as mulheres que em bandos se ajuntavam à porta da tenda da congregação.” I Samuel 2:22
Deixando de lado por um pouco a necessidade de Ana, veremos que Deus também necessitava de um filho naqueles dias. Um filho que lhe fosse obediente, temente, sério, e que realmente se preocupasse em servir às pessoas e não aos seus próprios interesses. O sacerdote daqueles dias era Eli, já velho e sem autoridade sobre seus filhos, rebeldes e carnais. Deus já não podia falar ao povo por intermédio deles, mas somente contra eles através de outros profetas (I Samuel 2:30). Toda a nação pereceria se o Senhor não levantasse alguém como representante espiritual do povo diante dEle. Portanto, Deus também precisava de um filho.
É muito bom quando conseguimos pensar não apenas em nossos problemas ou desafios. Deus também precisa resolver algumas questões que podem estar relacionadas às nossas questões. Então, vamos procurar entender melhor como as duas necessidades, a humana (de Ana) e a divina, podem dar as mãos.
A Parceria Entre Deus e Ana.
“E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos! Se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva não te esqueceres, mas à tua serva deres um filho homem, ao SENHOR o darei todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha.” I Samuel 1:11
Por trás das dificuldades de Ana, estava o Senhor levando-a a um determinado lugar. Foi Ele quem cerrou-lhe a madre para não gerar filhos. Foi Ele quem permitiu a presença de uma Penina para provoca-la. Foi Ele quem a conduziu a um estado de indignação com aquela situação até que ela dissesse: “Basta!!!”. No clamor dela, um filho é gerado em suas entranhas e consagrado ao Senhor. Ana entrou em parceria com Deus e ambos ganharam. Ela viu o seu opróbrio desfeito e Ele ganhou um filho com quem pudesse se relacionar e a quem pudesse usar. (I Samuel 3:10) – “Então veio o SENHOR, e pôs-se ali, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve.” Samuel nasceu e foi entregue a Deus aos cuidados do sacerdote Eli. Mas como Ele é justo, bondoso e compassivo, permitiu que Ana tivesse outros filhos em lugar do que fora entregue ao Senhor: (I Samuel 2:21) – “Visitou, pois, o SENHOR a Ana, que concebeu, e deu à luz três filhos e duas filhas; e o jovem Samuel crescia diante do SENHOR.”
Nós também possuímos nossas necessidades. Porém, nem sempre temos a percepção de que o que precisamos pode ser exatamente o mesmo que Deus precisa. Quando entendemos isso conseguimos ver nossos desafios, sejam financeiros, familiares, profissionais, ministeriais, saúde, ou qualquer outro que seja, não mais a partir do nosso próprio ponto de vista, mas do de Deus. Chegaremos à conclusão que o Senhor pode abençoar a nossa casa tremendamente se soubermos dedica-la a Ele, sendo Ele o maior interessado em usa-la. Nas finanças, por exemplo, Ele quer e pode nos abençoar. A nossa prosperidade material colocada nas mãos dEle poderá suprir as nossas necessidades e a de tantas pessoas a quem Ele quer abençoar através de nós.
Conclusão
Concluímos que Deus procura alguém que se identifique com as necessidades dEle a partir das experiências terrenas, e que decida entrar em parceria com Ele para gerar mudanças. A dor de Ana era a dor de Deus. Ambos buscavam um filho. Samuel foi a resposta contra o opróbrio de Ana e a favor dos propósitos do Senhor.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O Avivamento Que Livra da Aflição
Texto Bíblico: I Crônicas 4:9-10
Introdução
Jabez – “Ele Causará Dor” ou “Aflição” – Recebeu esse nome porque a mãe dele disse: “porque com dores o dei à luz”. Ele foi um homem abençoado por Deus porque teve a sua oração ouvida. Sobre o teor da oração e o que ele pediu a Deus falaremos nos tópicos dessa lição. Antes disso, porém, queremos enfatizar sobre o que poderia ter motivado Jabez a fazer a oração que fez. Acredito que havia um temor que rondava a vida desse homem, provavelmente por causa da sua origem ou mais propriamente pelo nome que recebeu. O seu nome fala de aflição, de dor. O seu clamor, portanto, de alguma forma buscava uma mudança de curso ou uma bênção que o distanciasse de tudo o que seu nome sugeria: dor e aflição. Deus o ouviu e o abençoou. O que Jabez buscava?
A Bênção Divina.
“Porque Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Se me abençoares muitíssimo...” – I Crônicas 4:10a
A despeito do nome que recebera, Jabez buscava a bênção de Deus sobre ele. “A bênção do SENHOR é que enriquece; e não traz consigo dores.” (Provérbios 10:22). Jabez sabia que se a bênção do Senhor se manifestasse não haveria possibilidade de se prevalecer a dor. Não importava a visão de dor e de aflição que a pessoa de Jabez provocou em sua mãe na hora do parto. A bênção do Senhor era capaz de desfazer aquela visão e projetar uma nova imagem de êxito e vitória.
A bênção do Senhor sobre sua vida é que pode desfazer as palavras de maldição que porventura você tenha recebido na hora do parto, ou durante a sua infância, ou durante qualquer outro período da sua vida.
A Amplitude Divina.
“...e meus termos ampliares...” – I Crônicas 4:10b
A bênção divina traz consigo amplitude. É a capacidade de ampliar seus territórios, de fazer prosperar seu trabalho e multiplicar seus rendimentos. Dor e aflição sugerem perdas e prejuízos em todos os sentidos. É certo que o Senhor também trabalha através de situações difíceis. Deuteronômio 8:3 diz: “E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem.”. Porém, uma vez trabalhado o coração e removidas as devidas escórias de idolatria, auto-suficiência ou qualquer outra ramificação do mal, o plano final é trazer amplitude, conforme Deuteronômio 8:9-10: “Terra em que comerás o pão sem escassez, e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes tu cavarás o cobre.
Quando, pois, tiveres comido, e fores farto, louvarás ao SENHOR teu Deus pela boa terra que te deu.”
Precisamos compreender que o Senhor continua nos provando em nossos caminhos para que nós mesmos saibamos o que há em nosso coração. No entanto, Ele é bom e deseja nos dar largueza. Aprendamos e vivamos os princípios bíblicos para que experimentemos a porção de amplitude que Ele têm reservado para nós.
A Companhia Divina.
“...e a tua mão for comigo...” – I Crônicas 4:10c
Nada pode ser mais gratificante do que a certeza da presença divina conosco. Muitas vezes somos bombardeados por imagens, palavras, lembranças ou sentimentos destrutivos que insistem em querer nos acompanhar. Acredito que por muito tempo Jabez viveu com a impressão de que a sombra do fracasso estava ali por perto, sempre presente. Ele estava cansado disto e decidiu clamar para que a presença divina apagasse aquela sombra maligna.
Qual tem sido a nossa companhia? Temos desfrutado da mão divina sobre nós ou ainda somos assombrados por nuvens de desespero, melancolia, falta de perspectiva, dor ou aflição?
A Proteção Divina.
“...e fizeres que do mal não seja afligido!” – I Crônicas 4:10d
Sinto como se Jabez estivesse orando mais ou menos assim: “Senhor, livra-me da aflição que o meu nome sugere!”. Na oração do Pai Nosso, Jesus nos ensina a pedirmos livramento do mal, em Mateus 6:13: “E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.” A promessa divina é a de que aquele que anda nos caminhos de Deus nunca estará nas trevas, mas na luz; e como conseqüência será protegido do mal. I João 5:18 diz: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.”
A proteção contra o mal está disponível a todo aquele que crê e anda nos caminhos de Deus. Jabez orou e foi atendido. O Senhor o livrou dos males da vida e o cercou de graça e de glória. Confia que essa provisão também é para você.
Conclusão
A oração de Jabez foi simples mas eficaz. Ele pediu a bênção, a amplitude, a companhia e a proteção divina, elementos que fizeram dele um homem mais ilustre do que seus irmãos, porque Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido.
Introdução
Jabez – “Ele Causará Dor” ou “Aflição” – Recebeu esse nome porque a mãe dele disse: “porque com dores o dei à luz”. Ele foi um homem abençoado por Deus porque teve a sua oração ouvida. Sobre o teor da oração e o que ele pediu a Deus falaremos nos tópicos dessa lição. Antes disso, porém, queremos enfatizar sobre o que poderia ter motivado Jabez a fazer a oração que fez. Acredito que havia um temor que rondava a vida desse homem, provavelmente por causa da sua origem ou mais propriamente pelo nome que recebeu. O seu nome fala de aflição, de dor. O seu clamor, portanto, de alguma forma buscava uma mudança de curso ou uma bênção que o distanciasse de tudo o que seu nome sugeria: dor e aflição. Deus o ouviu e o abençoou. O que Jabez buscava?
A Bênção Divina.
“Porque Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Se me abençoares muitíssimo...” – I Crônicas 4:10a
A despeito do nome que recebera, Jabez buscava a bênção de Deus sobre ele. “A bênção do SENHOR é que enriquece; e não traz consigo dores.” (Provérbios 10:22). Jabez sabia que se a bênção do Senhor se manifestasse não haveria possibilidade de se prevalecer a dor. Não importava a visão de dor e de aflição que a pessoa de Jabez provocou em sua mãe na hora do parto. A bênção do Senhor era capaz de desfazer aquela visão e projetar uma nova imagem de êxito e vitória.
A bênção do Senhor sobre sua vida é que pode desfazer as palavras de maldição que porventura você tenha recebido na hora do parto, ou durante a sua infância, ou durante qualquer outro período da sua vida.
A Amplitude Divina.
“...e meus termos ampliares...” – I Crônicas 4:10b
A bênção divina traz consigo amplitude. É a capacidade de ampliar seus territórios, de fazer prosperar seu trabalho e multiplicar seus rendimentos. Dor e aflição sugerem perdas e prejuízos em todos os sentidos. É certo que o Senhor também trabalha através de situações difíceis. Deuteronômio 8:3 diz: “E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram; para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas de tudo o que sai da boca do SENHOR viverá o homem.”. Porém, uma vez trabalhado o coração e removidas as devidas escórias de idolatria, auto-suficiência ou qualquer outra ramificação do mal, o plano final é trazer amplitude, conforme Deuteronômio 8:9-10: “Terra em que comerás o pão sem escassez, e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes tu cavarás o cobre.
Quando, pois, tiveres comido, e fores farto, louvarás ao SENHOR teu Deus pela boa terra que te deu.”
Precisamos compreender que o Senhor continua nos provando em nossos caminhos para que nós mesmos saibamos o que há em nosso coração. No entanto, Ele é bom e deseja nos dar largueza. Aprendamos e vivamos os princípios bíblicos para que experimentemos a porção de amplitude que Ele têm reservado para nós.
A Companhia Divina.
“...e a tua mão for comigo...” – I Crônicas 4:10c
Nada pode ser mais gratificante do que a certeza da presença divina conosco. Muitas vezes somos bombardeados por imagens, palavras, lembranças ou sentimentos destrutivos que insistem em querer nos acompanhar. Acredito que por muito tempo Jabez viveu com a impressão de que a sombra do fracasso estava ali por perto, sempre presente. Ele estava cansado disto e decidiu clamar para que a presença divina apagasse aquela sombra maligna.
Qual tem sido a nossa companhia? Temos desfrutado da mão divina sobre nós ou ainda somos assombrados por nuvens de desespero, melancolia, falta de perspectiva, dor ou aflição?
A Proteção Divina.
“...e fizeres que do mal não seja afligido!” – I Crônicas 4:10d
Sinto como se Jabez estivesse orando mais ou menos assim: “Senhor, livra-me da aflição que o meu nome sugere!”. Na oração do Pai Nosso, Jesus nos ensina a pedirmos livramento do mal, em Mateus 6:13: “E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.” A promessa divina é a de que aquele que anda nos caminhos de Deus nunca estará nas trevas, mas na luz; e como conseqüência será protegido do mal. I João 5:18 diz: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.”
A proteção contra o mal está disponível a todo aquele que crê e anda nos caminhos de Deus. Jabez orou e foi atendido. O Senhor o livrou dos males da vida e o cercou de graça e de glória. Confia que essa provisão também é para você.
Conclusão
A oração de Jabez foi simples mas eficaz. Ele pediu a bênção, a amplitude, a companhia e a proteção divina, elementos que fizeram dele um homem mais ilustre do que seus irmãos, porque Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido.
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