sexta-feira, 30 de julho de 2010

A Felicidade no Casamento

2 Samuel 6:11-23

"Ficou a arca do SENHOR em casa de Obede-Edom, o geteu, três meses; e o SENHOR o abençoou e a toda a sua casa. Então, avisaram a Davi, dizendo: O SENHOR abençoou a casa de Obede-Edom e tudo quanto tem, por amor da arca de Deus; foi, pois, Davi e, com alegria, fez subir a arca de Deus da casa de Obede-Edom, à Cidade de Davi. Sucedeu que, quando os que levavam a arca do SENHOR tinham dado seis passos, sacrificava ele bois e carneiros cevados. Davi dançava com todas as suas forças diante do SENHOR; e estava cingido de uma estola sacerdotal de linho. Assim, Davi, com todo o Israel, fez subir a arca do SENHOR, com júbilo e ao som de trombetas. Ao entrar a arca do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração. Introduziram a arca do SENHOR e puseram-na no seu lugar, na tenda que lhe armara Davi; e este trouxe holocaustos e ofertas pacíficas perante o SENHOR. Tendo Davi trazido holocaustos e ofertas pacíficas, abençoou o povo em nome do SENHOR dos Exércitos. E repartiu a todo o povo e a toda a multidão de Israel, tanto homens como mulheres, a cada um, um bolo de pão, um bom pedaço de carne e passas. Então, se retirou todo o povo, cada um para sua casa. Voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, filha de Saul, saiu a encontrar-se com ele e lhe disse: Que bela figura fez o rei de Israel, descobrindo-se, hoje, aos olhos das servas de seus servos, como, sem pejo, se descobre um vadio qualquer! Disse, porém, Davi a Mical: Perante o SENHOR, que me escolheu a mim antes do que a teu pai e a toda a sua casa, mandando-me que fosse chefe sobre o povo do SENHOR, sobre Israel, perante o SENHOR me tenho alegrado. Ainda mais desprezível me farei e me humilharei aos meus olhos; quanto às servas, de quem falaste, delas serei honrado. Mical, filha de Saul, não teve filhos, até ao dia da sua morte." (2 Samuel 6:11-23 RA)

Introdução

Estudaremos a história do casal Davi e Mical, para aprendermos com os seus acertos e erros sobre a verdadeira felicidade matrimonial. Veremos sobre 6 ações que podem transformar o nosso casamento.

1. Trazer os Princípios Divinos Para Dentro do Lar.

"Ficou a arca do SENHOR em casa de Obede-Edom, o geteu, três meses; e o SENHOR o abençoou e a toda a sua casa." (2 Samuel 6:11 RA)

A felicidade começa quando os princípios divinos entram. É simples entender isso. O jovem casal é feliz quando casa justamente porque ele está fazendo exatamente o que Deus disse que era bom fazer, estando os jovens conscientes disso ou não, sendo eles religiosos ou não. O simples cumprimento do princípio divino trará em seu bojo naturalmente as bênçãos nele contidas. O casamento foi instituído por Deus e por isso todo aquele que o desfruta recebe dos benefícios planejados pelo Senhor.

Mas o grande desafio não é começar bem, e sim permanecer bem. A arca do Senhor permaneceu na casa de Obede-Edom por três meses e durante aquele tempo Deus abençoou toda a sua família. É bom que se entenda que a felicidade do casal que passa pela cerimônia do casamento, não precisa se restringir àquele dia. Ela pode ser duradoura se os outros princípios também estiverem presentes todos os dias daquele matrimônio. A felicidade no casamento não precisa ser passageira e sim permanente. Um lar não pode reter a felicidade quando se transforma em verdadeiro campo de batalha ou lugar onde se lançam sementes de amargura, violência e desrespeito, atitudes incompatíveis aos princípios que encontramos na Palavra de Deus.

2. Realizar Sonhos.

"Então, avisaram a Davi, dizendo: O SENHOR abençoou a casa de Obede-Edom e tudo quanto tem, por amor da arca de Deus; foi, pois, Davi e, com alegria, fez subir a arca de Deus da casa de Obede-Edom, à Cidade de Davi." (2 Samuel 6:12 RA)

Davi estava feliz porque naqueles dias viu seus sonhos sendo realizados. O cumprimento de sonhos, o alcance dos objetivos e a consecução de metas no contexto da família são essenciais para a renovação do vigor familiar. O filho que entra na faculdade, o pagamento das dívidas, a aquisição de um patrimônio que foi planejado; mesmo que sejam pequenas conquistas, elas são capazes de remeter a família a novos ciclos de crescimento e de realizações.

Famílias que não sonham em conjunto e que não possuem causas comuns, ou aquelas que não conseguem completar os ciclos que culminem na realização do que buscaram, tendem a desanimar-se e a enfraquecer-se.

3. Assegurar-se de que os Sonhos Pessoais também os Sejam da Família.

"Ao entrar a arca do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração." (2 Samuel 6:16 RA)

A felicidade de Davi era notória, mas a indiferença de sua esposa, Mical, também o era. Estava claro que a realização do sonho era somente de um e não do outro. Os motivos de Davi e Mical agora não são relevantes; o mais importante no momento é perguntar se os nossos sonhos pessoais são somente nossos ou do casal.

É lícito termos sonhos pessoais no casamento; mas precisamos cuidar para que isso não seja a regra. Quanto mais nos aprofundamos nas relações matrimoniais, mais nos tornamos conscientes dos desejos do outro, que passam a ser os nossos também. A conquista do outro passa a ser nossa igualmente e vice-versa. Acredito que Davi poderia ter trabalhado melhor a questão da importância da vinda da arca do Senhor para Jerusalém na sua relação matrimonial, junto à sua esposa, envolvendo-a na visão, trabalhando o coração dela, e abrindo-se para possíveis questionamentos da parte dela. Acredito também que Mical poderia ter se empenhado mais para compreender a paixão de seu esposo e então participar de tudo aquilo como se fosse sua própria causa, sendo ela uma só carne com ele. Parece-nos que nada disso aconteceu, permitindo o desfecho que já conhecemos.

4. Promover Restauração para as Feridas Emocionais do Passado.

"Ao entrar a arca do SENHOR na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela e, vendo ao rei Davi, que ia saltando e dançando diante do SENHOR, o desprezou no seu coração." (2 Samuel 6:16 RA)

A atitude de Mical contra seu marido era fruto de um passado mal resolvido. O texto bíblico faz questão de apresentá-la como filha de Saul. Por ser agora esposa de Davi, esse registro seria desnecessário não fossem as fortes raízes que ainda a ligavam à seu pai. O princípio de deixar pai e mãe para unir-se ao cônjuge, parece não ter sido ainda bem construído no coração daquela mulher. Acontece que o pai dela, Saul, tinha sido o rei que antecedeu ao seu esposo. Davi estava conquistando algo que seu pai nunca havia conseguido. Portanto, aquela felicidade de Davi trazia a amarga lembrança de um reinado fracassado para a memória de Mical.

Precisamos atentar para a realidade de feridas não devidamente tratadas. Elas ressurgirão em algum momento futuro e poderão trazer graves consequências.

5. Vigiar Sobre as Palavras.

"Voltando Davi para abençoar a sua casa, Mical, filha de Saul, saiu a encontrar-se com ele e lhe disse: Que bela figura fez o rei de Israel, descobrindo-se, hoje, aos olhos das servas de seus servos, como, sem pejo, se descobre um vadio qualquer! Disse, porém, Davi a Mical: Perante o SENHOR, que me escolheu a mim antes do que a teu pai e a toda a sua casa, mandando-me que fosse chefe sobre o povo do SENHOR, sobre Israel, perante o SENHOR me tenho alegrado." (2 Samuel 6:20-21 RA)

Já sabemos sobre o poder que há nas palavras. Como dizem as Escrituras nelas há poder de vida e de morte: "A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto." (Provérbios 18:21 RA). Além disso, as palavras são produto do que armazenamos no coração: "Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração." (Mateus 12:34 RA).

Não podemos ter a expectativa de um lar feliz quando as sementes são ruins. Palavras são sementes e o transbordar da amargura do coração destrói qualquer instituição.

As palavras de Mical que comparam Davi a um vadio qualquer, estão longe de expressar a honra devida ao marido. Por sua vez, Davi, movido pela indignação que as palavras de sua mulher produziram nele, incorre no grave erro de desrespeitar a memória de Saul, pai de Mical, a quem ele tanto tinha honrado até aquele momento. É nesse ambiente hostil que a esterilidade é gerada.

6. Restaurar a Porta para a Intimidade Sexual e a Frutificação.

"Mical, filha de Saul, não teve filhos, até ao dia da sua morte." (2 Samuel 6:23 RA)

Como dissemos no final da sessão anterior, a esterilidade foi gerada em um ambiente de hostilidade, desrespeito e desonra. Não sabemos se Mical não teve filhos porque o casal deixou de cultivar a intimidade sexual ou se foi por desaprovação divina pela forma como ela reagiu na chegada da arca do Senhor em Jerusalém. De qualquer forma, aquele casal deixou de frutificar para Deus. Os filhos são bênção e herança do Senhor. Mesmo quando o casal não pode ter filhos naturais por algum motivo, não são, no entanto, necessariamente estéreis quanto às questões matrimoniais. Eles podem ser frutíferos servindo ao Senhor com alegria, manifestando o fruto do Espírito nos relacionamentos, na vida conjugal, além de poderem gerar filhos espirituais, como resultado de uma vida espiritual saudável que agrada ao Senhor.

Porém, um lar de discórdias, ainda que tenha muitos filhos, é, no entanto, um lar estéril, sem vida e sem alegria. A felicidade não pode subsistir em um ambiente assim.

Precisamos restaurar a porta da intimidade sexual através do perdão. A família verdadeiramente feliz é aquela que reflete a imagem de Deus e que vivencia os Seus valores.

Conclusão

Vimos sobre a importância dos princípios divinos que sempre devem ser regados pelas realizações dos sonhos pessoais e familiares; além da necessidade de se atentar para as possíveis feridas passadas, tratando-as devidamente e cuidando para que não ressurjam em meio à ambientes hostis, propícios para o estabelecimento da esterilidade.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

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Tempo de Engajamento

Queridos irmãos em Cristo, graça e paz!


Entendo que as eleições deste ano refletem um caráter profético. Durante muito tempo o povo brasileiro tem clamado ao Senhor por uma nação rendida aos Seus pés, voltada para os princípios da Palavra de Deus e que ande na luz dos Seus valores. E nessa visão temos sido chamados a permanecer incansavelmente.

Por isso, precisamos escolher muito bem quem desejamos que se assente no lugar de maior autoridade sobre a nossa nação. Não se trata de uma eleição como as outras. Sabemos que o Senhor é quem estabelece os tronos e investe de autoridade a quem quer. Mas encontramos na Bíblia um povo que discerniu o tempo em que Davi deveria reinar sobre a nação de Israel, e então, todos juntos, se reuniram para entregar-lhe o trono. Portanto, creio que nessa obra precisamos nos engajar!

Numa época em que o PNDH-3 (Programa Nacional dos Direitos Humanos - 3) é gerado nos bastidores de uma cúpula pró-aborto, anti-vida, defensora da legalização dos direitos trabalhistas dos profissionais do sexo, militando por tabela contra os valores da família, não podemos ficar passivos como se nada tivéssemos a ver com isso.

Tenho crido que a senadora Marina Silva, em meio a todo esse cenário conturbado, seja uma pessoa especial e de caráter irrepreensível. Alguém temente a Deus e consciente do seu chamado para esta hora. Além disso, os vários prêmios internacionais recebidos como reconhecimento da sua importância para o planeta, também devem nos chamar a atenção quanto à sua capacidade de governar a nação. Seguem no final da carta alguns links.

Pessoalmente estou determinado a trabalhar para fazer a minha parte. Se você é um pastor, líder, membro de alguma igreja ou não, mas entende que também deve se envolver nesse propósito, por favor, entre em contato comigo. Preciso da sua ajuda através do seu contato, deixando seu email. Os meus são: wilsonpas@hotmail.com e wilsonpas@gmail.com


Com amor,

Wilson

http://geoparkararipe.blogspot.com/2009/06/senadora-e-ex-ministra-do-meio-ambiente.html

http://malinche.wordpress.com/2007/02/07/marina-silva-premio-ambiente-atribuido-pela-onu/

http://senildomelo.blogspot.com/2009/06/marina-silva-recebe-importante-premio.html

http://www.minhamarina.org.br/diretrizes_governo/index.php

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Deus se lembra de mim?

Texto bíblico: Gênesis 40:9-23

“Então, o copeiro-chefe contou o seu sonho a José e lhe disse: Em meu sonho havia uma videira perante mim. E, na videira, três ramos; ao brotar a vide, havia flores, e seus cachos produziam uvas maduras. O copo de Faraó estava na minha mão; tomei as uvas, e as espremi no copo de Faraó, e o dei na própria mão de Faraó. Então, lhe disse José: Esta é a sua interpretação: os três ramos são três dias; dentro ainda de três dias, Faraó te reabilitará e te reintegrará no teu cargo, e tu lhe darás o copo na própria mão dele, segundo o costume antigo, quando lhe eras copeiro. Porém lembra-te de mim, quando tudo te correr bem; e rogo-te que sejas bondoso para comigo, e faças menção de mim a Faraó, e me faças sair desta casa; porque, de fato, fui roubado da terra dos hebreus; e, aqui, nada fiz, para que me pusessem nesta masmorra. Vendo o padeiro-chefe que a interpretação era boa, disse a José: Eu também sonhei, e eis que três cestos de pão alvo me estavam sobre a cabeça; e no cesto mais alto havia de todos os manjares de Faraó, arte de padeiro; e as aves os comiam do cesto na minha cabeça. Então, lhe disse José: A interpretação é esta: os três cestos são três dias; dentro ainda de três dias, Faraó te tirará fora a cabeça e te pendurará num madeiro, e as aves te comerão as carnes. No terceiro dia, que era aniversário de nascimento de Faraó, deu este um banquete a todos os seus servos; e, no meio destes, reabilitou o copeiro-chefe e condenou o padeiro-chefe. Ao copeiro-chefe reintegrou no seu cargo, no qual dava o copo na mão de Faraó; mas ao padeiro-chefe enforcou, como José havia interpretado. O copeiro-chefe, todavia, não se lembrou de José, porém dele se esqueceu.” (Gênesis 40:9-23 RA)

Introdução

Acredito que muitos de nós já vivemos experiências difíceis ou prolongadas, nas quais dissemos: “Deus esqueceu-se de mim”, talvez tomando como exemplo o copeiro que ficou de dar uma força para José, mas esqueceu-se dele. No entanto, ao cabo de dois anos Deus despertou a memória do copeiro, fazendo-nos entender que o homem pode esquecer, mas Deus não.

Precisamos entender que a lembrança de Deus funciona de uma forma diferente de como acontece com os homens:

I - Como Funciona a Lembrança Divina?

1. Não é como a lembrança do homem.

a. Ela é mais forte do que os laços maternos – Isaías 49:15

(Isaías 49:15) - Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.

2. A lembrança divina é ativada pela aliança – Êxodo 2:24

(Êxodo 2:24) - E ouviu Deus o seu gemido, e lembrou-se Deus da sua aliança com Abraão, com Isaque, e com Jacó;

3. A lembrança divina gera uma ação

a. Deus se lembrou de Noé e fez passar um vento sobre a terra que acalmasse as águas – Gênesis 8:1

(Gênesis 8:1) - E LEMBROU-SE Deus de Noé, e de todos os seres viventes, e de todo o gado que estavam com ele na arca; e Deus fez passar um vento sobre a terra, e aquietaram-se as águas.

b. Deus se lembrou de Abraão e tirou Ló do meio de Sodoma – Gênesis 19:29

(Gênesis 19:29) - E aconteceu que, destruindo Deus as cidades da campina, lembrou-se Deus de Abraão, e tirou a Ló do meio da destruição, derrubando aquelas cidades em que Ló habitara.

c. Deus se lembrou de Raquel e lhe deu um filho chamado José – Gênesis 30:22
i. Lembrando que José significa “Ele aumenta...Ele acrescenta”
ii. Foi José o instrumento de Deus para preservação da vida e da família de Jacó no tempo da fome


(Gênesis 30:22) - E lembrou-se Deus de Raquel; e Deus a ouviu, e abriu a sua madre.

II - Estou eu em aliança com Deus para que Ele se lembre de mim?

1. Entendendo os sonhos do copeiro e do padeiro:

Copeiro – vinho
Padeiro – pão

Pão e Vinho são os elementos da Ceia do Senhor que participamos regularmente e que fala de Aliança.

“Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.” (1 Coríntios 11:23-25 RA)

2. Entendendo especificamente o sonho do copeiro

a. Videira – Jesus é a Videira Verdadeira

“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor.” (João 15:1 RA)

b. Três Ramos – Três Dias

“Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra.” (Mateus 12:40 RA)

c. Ao Brotar a Vide, Havia Flores – Ressurreição

“Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.” (1 Coríntios 15:20 RA)

d. E Seus Cachos Produziam Uvas Maduras

“Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5 RA)

e. O Mais Importante do Sonho do Copeiro

i. Ele tomou das uvas e as espremeu no copo de faraó. O Faraó dos dias de José seria instrumento de Deus para preservação da vida dos habitantes da terra e da família de Jacó. O vinho é símbolo do sangue, e o sangue é vida:

“Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida.” (Levítico 17:11 RA)

ii. Jesus derramou o seu sangue pela redenção de todo o que n’Ele crê

“Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1 João 1:7 RA)

3. Entendendo especificamente o sonho do padeiro

a. Três Cestos de Pão – Três Dias

“Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra.” (Mateus 12:40 RA)

b. Todos os Manjares de Faraó, Arte de Padeiro – Obras da Carne

“Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam.” (Gálatas 5:19-21 RA)

c. Faraó te Tirará Fora a Cabeça, e te Pendurará num Madeiro

“Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” (Isaías 53:4-5 RA)

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro),” (Gálatas 3:13 RA)

“Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça.” (Romanos 6:14 RA)

d. e as Aves te Comerão as Carnes

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.” (Gálatas 5:16 RA)

“mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências.” (Romanos 13:14 RA)


Conclusão


Deus se lembra de mim? Se estou em aliança com Ele por meio do Sangue de Cristo que é vida e me purifica de todo o pecado, e em comunhão com o Corpo de Cristo que levou no madeiro meus pecados e minhas maldições, sim.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O Cego e a Criação

Mensagem da reunião do conselho de pastores em Ribeirão Preto, do dia 09/02/2010, ministrada pelo Pr. Wilson

Texto bíblico: João 9:1-7

Introdução

Acredito que o texto bíblico em pauta nos dará uma nova visão do nosso ministério pastoral, a partir de uma perspectiva diferente.

Considerações iniciais

Gostaria de começar dizendo o que eu acredito que Jesus não disse:

1) Ele não disse que o cego não tinha pecados
2) Ele não disse que os pais do cego não tinham pecados
3) O mais importante: Ele não disse que o pecado dos pais ou de alguém no passado não tinha nenhuma relação com aquela situação.

Jesus sabia que o pecado sempre está na base de todos os problemas, seja de forma direta ou indireta. Nos exemplos abaixo veremos isso:

“Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse: Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior.” (João 5:14 RA)

“Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados.” (Marcos 2:5 RA)

Mas então por que Ele disse: nem ele pecou nem seus pais? Creio que Jesus quis que os discípulos tivessem o foco em outra questão, que não fosse o pecado. Esse foco deveria estar na ORIGEM DE TODAS AS COISAS – A CRIAÇÃO.

Os discípulos não poderiam ver os homens a partir de Gênesis 3 (pecado), e sim, a partir de Gênesis 1 (origem perfeita de todas as coisas).

Há 4 evidências de que Jesus queria que os discípulos olhassem para a origem de todas as coisas:

1) AS OBRAS - “Respondeu Jesus: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus.” (João 9:3 RA)

Fazer a obra de Deus não é tão somente trabalhar para Deus. É acima de tudo trabalhar com Ele para restaurar suas obras originais, dentre elas, a principal: O HOMEM. Então uma boa definição para fazer a obra de Deus, é trabalhar para restaurar a obra-prima de Deus: O HOMEM. É empenhar-se para devolver-lhe a sua dignidade original, perdida por causa do pecado. Se o nosso ministério não está restaurando o homem ao propósito original divino, nosso trabalho está incompleto.

Há uma palavra de Jesus que diz que sua igreja fará as mesmas obras e ainda maiores: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.” (João 14:12 RA)

“o qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo;” (Colossenses 1:28 RA)

2) FAÇAMOS - “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.” (João 9:4 RA)

A primeira vez que vemos a palavra no plural FAÇAMOS é quando o Deus-trino se propõe a fazer o homem à Sua imagem e semelhança (Gn. 1:26). Há um acordo entre a Trindade para juntos fazerem o homem. Então, quando Jesus diz que é necessário que façamos as obras, não está se referindo, no momento, a Ele e a nós, mas a Ele junto ao Pai e ao Espírito Santo, os mesmos presentes na criação do homem.

Creio que o desafio para a igreja hoje é o de aprender a trabalhar em parceria com o Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.

“(13-13) A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.” (2 Coríntios 13:14 RA)

1) O Amor de Deus
2) A Graça do Senhor Jesus Cristo
3) A Comunhão do Espírito Santo

3) A LUZ - “Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.” (João 9:5 RA)

Em meio ao caos de Gênesis 1:2, a Palavra foi liberada: HAJA LUZ.

“Disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia.” (Gênesis 1:2-5 RA)

Jesus disse que a Igreja é a Luz do Mundo: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte;” (Mateus 5:14 RA). Acredito que as lições sobre a luz estão relacionadas ao prazer que Deus encontrou na Luz chamando-a de boa, e por isso, fazendo separação entre ela e as trevas.

Deus tem prazer na sua Igreja porque ela é LUZ e, por isso, faz separação entre a sua IGREJA e as TREVAS. Se andarmos na LUZ não tropeçamos, e se andarmos na LUZ, temos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado.

4) CUSPIU NA TERRA - “Dito isso, cuspiu na terra e, tendo feito lodo com a saliva, aplicou-o aos olhos do cego,” (João 9:6 RA)

Depois de associar com a criação AS OBRAS, o FAÇAMOS, e a LUZ, fica mais fácil entender do porquê Jesus ter cuspido na terra e feito lodo para untar os olhos do cego. Reportando-se à figura da criação, Jesus reproduziu o ato de fazer o homem do pó da terra. Jesus fez de novo. O que o homem viu em sua realidade deformando-se e degenerando-se, Jesus refaz restituindo o homem à condição original.

A igreja não precisa nem deve adotar a doutrina do cuspe na terra para fazer lodo, mas ela deve entender o que isso simboliza: A Igreja deve fazer de novo, sempre tendo como modelo o que o Senhor fez no original. Devemos nos lembrar das palavras de Jesus acerca do princípio:

“Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio.” (Mateus 19:8 RA)

CONCLUSÃO

A Bíblia dos discípulos começava em Gênesis 3, mas a de Jesus, em Gênesis 1. A nossa também não pode começar em Gênesis 3, porque sempre olharemos para as pessoas a partir do pecado irremediável e fatalista, sem percebermos o poder restaurador que há em Cristo Jesus, capaz de restaurar o homem ao propósito original divino.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Em Busca da Dracma Perdida

Texto Bíblico: Lucas 15:8-10

INTRODUÇÃO

A dracma era uma moeda equivalente ao denário, e representava um dia de trabalho para um trabalhador comum. Para essa mulher, no entanto, conforme a opinião de alguns estudiosos da Bíblia, podia representar mais do que uma moeda; talvez um enfeite do lar, ou mesmo, um presente de casamento, um colar feito de moedas. De uma forma ou outra, tratava-se de algo de valor que deveria ser procurado até se achar. Assim é a humanidade para Deus. Cada pessoa representa um valor inestimável.

O que a mulher da parábola precisou fazer para recuperar sua dracma perdida? O que Deus precisou fazer para recuperar o homem perdido? O que você precisa fazer para recuperar valores perdidos?

Acender Uma Candeia - (15:8a).

Ela acendeu uma candeia. No escuro nada podia ser feito. Ela precisava de luz para se orientar em sua busca determinada pela dracma perdida.

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos” (Salmo 119:105).

Para recuperar o homem perdido que vivia em trevas, o Pai Celestial precisou acender a sua candeia na terra. Ele enviou a Sua Palavra que se fez carne e habitou entre nós: Seu Filho Amado, Jesus.(João 1:4)

- Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.(João 1:5)

- E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.(João 1:9)

- Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo.(João 3:19)

- E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.(João 8:12)

- Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.(João 9:5) - Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.(João 11:9)

- Jesus respondeu: Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo;(João 12:35) - Disse-lhes, pois, Jesus: A luz ainda está convosco por um pouco de tempo. Andai enquanto tendes luz, para que as trevas não vos apanhem; pois quem anda nas trevas não sabe para onde vai.(João 12:46)

- Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.Se você sente que perdeu algo de muito valor em sua vida, entenda que a candeia, Jesus, manifesta através da Palavra de Deus, precisa estar acesa em seu dia-a-dia. Ela o orientará a fazer as coisas certas a caminho da restauração do que necessita ser restaurado.

Varrer a Casa - (15:8b).

Ela começou a varrer a casa. Depois de acesa a candeia, a mulher teve condições de perceber o real estado de onde vivia. Certamente se deparou com alguma sujeira, poeira, e pequenos objetos caídos por lá que dificultariam a recuperação da moeda. (Salmos 139:23-24) - Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.

Depois de colocar seu Filho, a Luz do mundo, na terra, o Pai confiou-lhe uma mensagem: a do arrependimento. Jesus iluminou o coração das pessoas de forma que elas começaram a perceber o que havia de errado em seu interior. Começaram a perceber o egoísmo, a inveja, o ciúme, a competição, a cobiça, e tantas outras coisas que representavam a sujeira do coração que tinha que ser varrida. Se você perdeu a alegria em sua vida, é muito importante que o que tem causado tristeza e melancolia, seja varrido da sua vida. Quem sabe uma lembrança traumática, ou um ressentimento contra alguém. Até mesmo uma ambição fora dos planos divinos pode impedir o fluir da alegria. Se a palavra de Deus iluminar o seu interior e você vier a perceber algum caminho mau, não hesite em remover isso do seu interior através da oração de confissão e recebimento do perdão divino.

Procurar Diligentemente Até Encontra-la - (15:8c).

Procurou diligentemente até encontra-la. Acendeu a candeia, varreu a casa e procurou atentamente. Há uma palavra na Bíblia que nos estimula a procurar o que precisamos. (Lucas 11:9-10)

- E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. Deus veio à procura do homem perdido. Ele não ficou nas Alturas esperando que o homem se reconciliasse sozinho. Ele desceu na Pessoa do Seu Filho, Jesus. Ele andou entre os homens, iluminou seus corações e os ensinou o caminho da restauração através do arrependimento, da confissão e do perdão.

Se você já entendeu que a Palavra de Deus precisa ser acesa em seu coração, e que os pecados descobertos precisam ser confessados e abandonados, agora, falta o elemento final: a procura. Busque o que você perdeu, ou o que você na verdade nunca teve. Não permita que o medo de não encontrar ou a culpa por algum pecado passado venha a lhe atrapalhar nessa busca. Creia que os seus pecados já foram perdoados, conforme o passo anterior, e lance-se pela fé nessa procura ousada até que você tenha na mão o que vai realmente alegrar o seu coração.

CONCLUSÃO

Acender a candeia representa deixar a Palavra de Deus iluminar o nosso coração através da leitura e da meditação em seus princípios. Varrer a casa representa lidar com as impurezas do nosso interior que a Palavra de Deus começou a revelar. Buscar diligentemente significa ter um alvo determinado de fé e de ousadia, que não permitirá que outros obstáculos o impeçam de atingir o grande objetivo proposto em seu coração.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Uma Segunda Chance

Texto Bíblico: Lucas 13:6-9

INTRODUÇÃO

Na nossa natureza está o poder de frutificação. Se não frutificamos no primeiro tempo, devemos aproveitar a nova oportunidade concedida por Deus para agradá-lo com o fruto das nossas mãos.

Uma Excelente Oportunidade Para Frutificar - (13:6a).

A figueira desta parábola foi plantada na vinha. O terreno de uma vinha geralmente era muito mais apropriado para o plantio do que outro terreno qualquer. Tratava-se de um solo privilegiado e fértil, no qual se mantinha grande expectativa de frutificação. Jesus estava querendo dizer que os religiosos da sua época tinham tudo para frutificar o fruto de uma vida piedosa e temente a Deus. Eles faziam parte de uma nação escolhida, a quem se destinou a Palavra, a Promessa, a Aliança e a Bênção, através dos quais todos os recursos espirituais estavam disponíveis.

Muitos são os privilégios que hoje também cercam nossas vidas: Temos a Bíblia na nossa língua, liberdade para ouvir e pregar o evangelho, igrejas fortes e maduras que possuem programas de crescimento espiritual e ministerial, grupos de apoio à família, meios de comunicação que fazem chegar ao povo a mensagem de fé que produz vida, enfim, várias razões para dizermos que somos privilegiados pela abundância de recursos espirituais que o Senhor tem colocado à nossa disposição. Em outras palavras, temos tudo para frutificar e manifestar o bom fruto do caráter de Cristo em nós e através de nós.

A Frustração Pela Ausência de Frutos - (13:6b).

Apesar de todo o investimento, o dono da vinha estava frustrado pela ausência de frutos naquela figueira. Três anos haviam se passado desde a sua primeira visita àquele lugar, obtendo o mesmo resultado de sempre: uma figueira sem frutos. Desolado, ele manda ao vinhateiro corta-la para que não se mantivesse a ocupar um lugar inutilmente. Três anos já haviam se passado desde o início do ministério de Jesus em Israel. Para sua tristeza, uma nação que havia nascido para ser luz para todos os povos, ainda vivia numa condição de grande apatia e incredulidade em relação às coisas de Deus. Aquela geração em Israel, nos dias de Jesus, era uma figueira sem frutos. Como nação, Israel nunca poderia ser cortada dos planos divinos por causa de uma aliança feita com Abraão, porém, uma geração pode passar sem desfrutar dos benefícios da promessa divina por causa da incredulidade e desobediência.

Nos dias de hoje, nós que também fomos plantados por Deus projetados para sermos árvores frutíferas do caráter de Cristo, devemos nos perguntar: Temos frutificado? Temos manifestado o amor, a alegria, a paz, a bondade, a longanimidade, a benignidade, a fidelidade, a mansidão e o domínio próprio, descritos em Gálatas 5:22? Temos pensado no que é verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama, virtuoso, louvável, descrito em Filipenses 4:8? Temos soltado as correntes da injustiça, desatado as cordas do jugo, posto em liberdade os oprimidos, rompido todo jugo, partilhado nossa comida com o faminto, abrigado o pobre desamparado, vestido o nu que encontramos, e não recusado ajudar ao próximo, conforme descrito em Isaías 58:6-7?

Uma Segunda Chance - (13:7-9).

Diante da dura ordem do dono da vinha de cortar a árvore infrutífera, o vinhateiro, talvez movido de compaixão por ela, propôs ainda mais uma chance. Pediu-lhe mais um ano para trabalhar nela, cavando-a e deitando ali esterco. Se desse certo, bem; se não, aceitaria o seu corte. Aquele ano, portanto, seria um ano de vida ou morte para aquela árvore.

Mais um ano para frutificar! Até aquele dia Jesus não tinha obtido o que mais desejava daquela nação. No entanto, naquele mesmo ano ele morreria, ressuscitaria e deixaria em seu lugar uma igreja cheia do Espírito de Deus que havia de crescer grandemente em Israel, e dali para todo o mundo. Aquele seria um ano de grandes mudanças, de terras revolvidas, de adubo lançado e de um esforço concentrado para que aquela geração experimentasse um grande avivamento.

Quando percebemos que não estamos manifestando o fruto que Deus espera de nós, precisamos deixar a terra do nosso coração maleável e disponível para ser revolvida pela Palavra de Deus e adubada pela ação do Espírito Santo. Quando somos tratados pelo Senhor, muitas vezes, Ele vai precisar mexer em áreas da nossa vida que não gostaríamos de expor. Quando se cava mais profundamente objetiva-se abrir um caminho até as raízes, para alcança-las e fortifica-las. Da mesma forma, o Espírito de Deus também quer corrigir as distorções do nosso caráter que se manifestam desde as raízes da nossa vida e que nos impedem de frutificar. Portanto, permita que Deus trabalhe não mais na superficialidade do seu ser. Permita uma intervenção mais profunda, quem sabe no íntimo da sua alma e do seu coração, até que haja restauração e cura para toda esterilidade.

CONCLUSÃO

Vimos sobre a importância de nos abrirmos ao tratamento divino que alcance o mais profundo da alma e do espírito. Devemos permitir que a terra do nosso coração seja revolvida até que se perceba quais têm sido os elementos neutralizadores da frutificação. Identificando elementos como amargura, inveja, ou qualquer outra forma de endurecimento contra Deus e contra o próximo, devemos confessar, abandonar e receber o novo adubo da intervenção espiritual, capaz de fortalecer as raízes da nossa comunhão com Deus e da relação saudável com os outros.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Um Cego Guiando a Outro Cego

INTRODUÇÃO

Destacaremos os elementos que fazem parte do tema: Um cego guiando outro cego.

1. Um Cego Guiando a Outro Cego (6:39a).

O cego da parábola refere-se aos que não vêem no sentido espiritual. Trata-se de alguém que ainda se encontra doente por causa do pecado, mas que se considera são, a ponto de se achar na condição de poder guiar a outra pessoa ainda também doente. Para que possamos sair da condição de cegueira, em primeiro lugar, precisamos nascer de novo. Depois, precisamos nos expor à Palavra de Deus dia a dia, pois é ela que nos limpa e nos abre os olhos acerca dos nossos próprios erros. Também é importante que tenhamos pessoas maduras e verdadeiramente espirituais ao nosso lado, que nos ajudem a ver o que ainda não conseguimos, devido à nossa imaturidade.

Passe pelo processo de Deus na sua vida, nascendo de novo, batizando-se nas águas e crescendo a cada dia através do ensino da Palavra de Deus e do discipulado. Busque um coração humilde, sempre disposto a aprender e a corrigir seus próprios erros.

2. Ambos Cairão no Barranco (6:39b).

Um cego guiando outro cego resultará em problemas, certamente graves para ambas as partes. Para o cego que guia na direção do céu, sem, contudo, conhecer o Caminho (Jesus), terá como conseqüência chegar em qualquer lugar, menos lá. Será uma grande decepção naquele dia. As conseqüências dessa situação serão desastrosas também para o que está sendo guiado. Além de também não chegar no destino desejado, não conseguirá solucionar os problemas do dia a dia para os quais os princípios da Palavra de Deus apresentam resposta e direcionamento. Para tristeza de todos, ambos poderão sofrer prejuízos espirituais, emocionais, físicos, materiais, familiares, ou em qualquer outra área em que se destilou a influência desse discipulado.

Busque alinhar a sua vida aos princípios da Palavra de Deus, colocando à prova os seus próprios caminhos para ver se eles se mantêm na Verdade.

3. Os Limites do Discípulo de um Cego (6:40).

Uma pessoa que está sendo instruída por um “cego”, espiritualmente falando, nunca superará o seu mestre enquanto estiver debaixo de sua influência. Não se pode esperar que esse discípulo demonstre maturidade nos relacionamentos, na vida espiritual, familiar, bem como nas demais áreas da sua vida, enquanto estiver assimilando os ensinos e o caráter distorcido de quem ele escolheu para ser o seu referencial.

Em quem você tem se espelhado? Ore sempre pelos seus pastores e líderes espirituais para que eles sejam pessoas devotadas a Deus, homens e mulheres de caráter aprovado, e que tenham autoridade divina para supervisionar outras vidas.

4. A Trave é Maior do que o Argueiro (6:41)

Quando alguém diz que está “vendo” o argueiro no olho de outra pessoa tendo uma trave em seu próprio olho, alguma coisa está errada. Vir o argueiro no olho do outro significa perceber áreas deficientes, pecados e fraquezas a serem corrigidos. Mas, quando se tem uma trave no próprio olho, certamente a visão do problema alheio será distorcida. Por exemplo: os fariseus e as autoridades religiosas da época julgavam as pessoas em geral por seus pecados, estando eles próprios carregados de orgulho e avareza, e totalmente desprovidos de amor e compaixão. Jesus não queria dizer que o povo não tinha pecados a serem confessados, mas, sim, afirmar que a religião fria e às vezes até cruel daqueles homens, para Deus, se constituía numa falta mais grave do que o argueiro nos olhos do povo.

Não julgue nem condene as pessoas que se encontram em possíveis situações de erro. Guarde o seu coração da crítica ou de palavras de acusação contra o seu semelhante.

5. Tira Primeiro a Trave do Teu Olho (6:42)

Diante do que já foi exposto, segue o desafio: “Tira primeiro a trave do teu olho”. Trata primeiro do seu próprio pecado e de suas próprias debilidades, para depois, com compaixão, poder ver de fato e lidar com as dos outros. Por que faltava misericórdia da parte dos religiosos? Por que seus corações sempre estavam cheios de julgamento e condenação para com os outros? Na verdade, tudo isso se devia à falta de quebrantamento diante de Deus de seus próprios corações. Muitos nunca lidaram com os seus próprios erros e nunca choraram por seu estado de indiferença, até se virem necessitados do favor e da misericórdia divina. Eles eram cruéis para com os outros porque se achavam sem pecado e acima de qualquer suspeita.

Antes de estar na condição de ajudar a outras pessoas, lide sincera e honestamente com os seus próprios pecados. Reconheça que o Senhor lhe concederá grande autoridade espiritual no final de cada processo interno, levando-o à posição de abençoar outras vidas.

CONCLUSÃO

Vimos sobre a importância de lidarmos honestamente com as nossas próprias fraquezas e pecados, para que possamos estar em melhores condições de ajudar a outros. Na ausência deste tratamento interior, corremos o risco de nos endurecermos em nossos erros, a ponto de não vê-los mais, além de nos tornarmos insensíveis em relação às fraquezas do próximo.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A Força do Perdão no Reino dos Céus

Texto Bíblico: Mateus 18:21-35

INTRODUÇÃO

Queremos ministrar ao seu coração sobre um dos temas mais libertadores da Bíblia: O Perdão. Diante dele nenhum inimigo escravizador pode triunfar. Ele retira todos os argumentos, faz cessar toda a contenda e calar toda contrariedade. O perdão traz alívio e sossego para a alma aflita. Ele revela o amor de Deus e por isso é tão poderoso assim. Desfrute desse maravilhoso tema e seja grandemente abençoado pelo Pai. Na estrutura deste estudo queremos responder à seguinte pergunta: Por Que Devo Perdoar?

1. Porque o Perdão é Um dos Temas Principais do Reino dos Céus.

“... o Reino dos céus é como um rei que desejava acertar contas com seus servos...” v. 23

Antes de qualquer coisa, precisamos entender que não podemos experimentar o Reino dos céus e seus benefícios sem passarmos pela experiência do perdão. A parábola tanto fala do perdão recebido por Deus quanto da necessidade de se perdoar o próximo. Assim como só podemos entrar no Reino dos céus através do perdão dos nossos pecados, só podemos nele permanecer se tivermos a mesma atitude perdoadora para com os nossos ofensores.

2. Porque a Minha Dívida Para Com Deus era Infinitamente Maior do que a Dívida do Meu Próximo Para Comigo.

“Passando a faze-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos... Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários...” vs. 24 e 28.

Quando o rei foi acertar contas com seus servos, ele encontrou alguém que lhe devia um valor altíssimo, dez mil talentos, que não tinha como pagar. Um talento era equivalente a seis mil dias de trabalho. A dívida desse homem era de dez mil talentos, ou seja, o equivalente a aproximadamente 164.383 anos de trabalho. Tamanha era a dívida que seria necessária a venda como escravos do devedor, sua mulher, seus filhos e de tudo quanto possuísse, a fim de se restituir todos os valores devidos ao rei. Isso ilustra a nossa condição de pecadores diante de Deus.

O preço da nossa dívida espiritual era altíssimo. Não tínhamos condições de pagar porque já nascemos com essa herança e vivemos a vida toda com ela. Nada seria suficiente para salda-la: nem boas obras, nem o possuir uma religião ou coisa parecida. Porém, assim como o rei, movido de compaixão, perdoou seu servo de tão grande saldo devedor, assim o Pai Celestial agiu para conosco. Fomos perdoados e declarados livres de toda a culpa, sem que tivéssemos de pagar coisa alguma. Glória a Deus por isso!

Um pouco mais adiante, porém, esse mesmo servo que havia acabado de ser liberado, encontrou um amigo, um conservo seu, que lhe devia apenas cem denários, um valor referente a cem dias de trabalho (somente três meses e dez dias).
E agindo para com ele de forma violenta, exigiu o pagamento imediato.

Isso ilustra a possibilidade de alguém ter recebido tamanha graça perdoadora da parte de Deus, e não ter a mesma capacidade de agir com misericórdia para com os outros. O problema mais grave aqui abordado é o fato do devedor perdoado não ter a consciência de ser a dívida dele para com o rei infinitamente maior do que o que lhe devia o conservo.

Precisamos entender o que Jesus nos quer ensinar. Não importa o que alguém tenha feito de mal para comigo ou contra alguém que amo. O meu pecado para com Deus era maior, e dele fui liberado. Quando penso assim, e só quando penso assim, é que terei condições de sentir compaixão de quem falhou ou pecou contra mim. Quando digo: “não perdoarei tamanha transgressão dessa pessoa”, estou deixando de ver a minha própria condição anterior que também era lastimável e miserável.

3. Porque o Perdão Revela a Compaixão Divina no Coração, e o Contrário, o Domínio de Uma Vontade Humana Não Redimida.

“E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora, e perdoou-lhe a dívida...Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.” Vs. 27 e 30.

Depois de ouvir as súplicas por misericórdia, o rei, movido de íntima compaixão pelo devedor, decide libera-lo em paz, perdoando toda a dívida. Não exigiu mais que fosse paga qualquer quantia. Não se ressentiu pelo prejuízo assumido, nem ameaçou vingança em ocasião oportuna. Nenhuma dessas atitudes negativas tiveram lugar no coração do rei, porque ele era dominado por um outro espírito, muito mais nobre. O sentimento de íntima compaixão por alguém é divino. Toda a vez que Jesus se moveu de íntima compaixão por alguém, algum milagre extraordinário aconteceu:

1) As multidões como ovelhas sem pastor e o poder sobrenatural delegado aos discípulos – Mt. 9:36 e 10:1;
2) A multidão enferma e a cura de suas doenças – Mt. 14:14;
3) O bom samaritano e o socorro prestado ao aflito – Lc. 10:33-35;
4) A viúva e a ressurreição de seu único filho – Lc. 7:11-15;
5) O pai em busca do filho perdido – Lc. 15:20.

Em todos esses casos a íntima compaixão esteve fortemente presente e os resultados foram maravilhosos: Cura, libertação, restauração, provisão, e até mesmo, ressurreição.

Para perdoar alguém também precisamos desse sentimento divino e sobrenatural. Ele já está presente e disponível no coração de alguém que já foi redimido pelo sangue de Jesus Cristo. Portanto, basta decidir perdoar, que isso será plenamente possível, hoje e agora. Algumas pessoas dizem que para perdoar alguém, somente se for através de um milagre. Pois bem, já vimos acima que a compaixão de Deus transbordante no coração resultou em milagres extraordinários. É assim porque ela vem de Deus, e só Ele pode liberar o poder necessário para remover tamanhos obstáculos.

Por outro lado, o que fora perdoado pelo rei, encontrando um conservo seu que lhe devia alguma coisa, simplesmente não se compadeceu dele como o rei havia se compadecido em seu favor. O texto bíblico nos relata que o conservo também suplicou por paciência que tudo seria pago. Mas ele não quis! O “não querer perdoar” revela uma vontade humana não redimida pelo sangue de Jesus. O mover-se de íntima compaixão, sim. Alguém que não quer ter paciência, ou misericórdia, ou liberar perdão, ainda está sob o domínio de uma vontade escravizada pelo pecado. Essa vontade prisioneira precisa conhecer a liberdade de Cristo.
Quando isso acontece, ela começa a experimentar a compaixão de Deus em relação às pessoas, a fim de vê-las como o Senhor as vê.

4. Porque o Perdão nos Livra de Transformar o Nosso Coração Em Uma Prisão.

"Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.” v. 30.

Não querendo perdoar a dívida, o passo seguinte foi lançar o devedor na prisão, até que todo o valor fosse pago. Em vez de soltar através do perdão, decidiu prender através da retenção do perdão. O perdão solta, libera. O contrário, prende, retém. O pior de tudo é que as pessoas a quem não perdoamos não ficam presas em algum lugar físico deste mundo em que vivemos. Elas ficam presas em nosso coração e em nossas emoções. Para onde vamos levamos conosco nossos agressores. Acordamos, trabalhamos, descansamos e dormimos com eles em nossas lembranças. Se elas fossem boas até valeria a pena conserva-las durante toda a vida. Porém, tratam-se de memórias que gostaríamos de apagar por nos trazerem mal estar. Mas a ausência do perdão, infelizmente, prende o agressor, o mal praticado e todas as impressões negativas que fizeram parte daquele ato, todos eles juntos, dentro do nosso coração, fazendo dele uma prisão.

Quando, porém, liberamos o perdão, estamos deixando sair livres não somente o agressor, mas a lembrança do mal praticado bem como todas as impressões negativas que ficaram impregnadas a partir do ocorrido. Portanto, é muito mais saudável para o corpo, para a alma e para o espírito, perdoar, do que não perdoar. Devemos sempre nos perguntar sobre o que queremos fazer do nosso coração: uma prisão ou um jardim?

5. Porque o Perdão nos Livra de Nos Tornarmos Dependentes da Atitude dos Outros.

"Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.” v. 30.

O homem que deixou de perdoar, antes preferindo prender, o fez “até que” o outro fizesse alguma coisa para resolver o problema. Fazendo isso, tornou-se dependente do outro. Quando perdoamos, agimos na nossa liberdade de perdoar independentemente da atitude do outro. Se a pessoa me pedir perdão, perdôo; se não pedir, também perdôo. Se o outro quiser conversar comigo, perdôo; senão, perdôo mesmo assim. Quando não perdoamos, porém, nos tornamos reféns das decisões e das escolhas de quem nos ofendeu. Ficamos colocando condições e sempre esperando alguma atitude positiva da outra parte. Caso nada aconteça, ficamos sujeitos à escravidão emocional e a ressentimentos devastadores para a nossa alma, talvez, por toda a vida.

6. Porque o Perdão Fecha a Porta da Tristeza Para Outras Pessoas.

“Quando os outros servos, companheiros dele, viram o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram contar ao seu senhor tudo o que havia acontecido.” – v. 31

Até então a história contava com as seguintes personagens: o rei, o servo e o conservo. Mas agora, um novo grupo de pessoas surgiu: os amigos do servo. A recusa de se perdoar o conservo não ficou apenas entre eles dois. Os amigos dele ficaram sabendo e se entristeceram muito pelo ocorrido. Certamente, eles sabiam do grande favor que seu amigo havia recebido da parte do rei e se alegraram por isso. Mas agora, viram que a atitude para com o conservo havia sido totalmente destituída de graça. Daí a grande tristeza. Geralmente nos conflitos de relacionamentos não resolvidos, sofrem mais pessoas do que somente as envolvidas diretamente no caso.

Quase sempre filhos pagam pelo conflito entre os pais; amigos de longos anos de repente se vêem privados do convívio amistoso com todo o grupo; etc. Enfim, queremos dizer que a retenção do perdão não prejudica somente aquele que não foi perdoado. Prejudica quem não perdoou e também pessoas que acabam ficando sabendo da situação e que se entristecem por alguma relação que mantenham com pelo menos uma das pessoas envolvidas. Levando ainda mais para o lado espiritual, os anjos de Deus também acompanham nossas atitudes e também se entristecem quando não perdoamos.

Há uma indicação de que os anjos comunicam ao Pai o que fazemos ou deixamos de fazer em relação às pessoas: “Vede, não desprezeis a nenhum destes pequeninos; pois eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai, que está nos céus.” – Mateus 18:10. Vimos então que, a falta de perdão entristece a quem não perdoa, a quem não foi perdoado, a quem pertence ao círculo familiar ou de amizade dos envolvidos, bem como, aos anjos de Deus que sempre comparecem perante o Pai.

7. Porque o Perdão nos Livra dos Atormentadores Espirituais.

“Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia.” – v.34

Quando o rei ficou sabendo da falta de misericórdia por parte de seu servo em relação ao conservo, não apenas ficou triste, mas irado. A ira geralmente nos leva a uma ação. Se for bem direcionada nos levará a agir para corrigir algum problema. Será a energia necessária para enfrentar uma situação problemática a fim de coloca-la em ordem. Assim agiu o rei para com o seu servo a quem já havia liberado o perdão. Diante do que ouviu, decidiu agir para com ele da mesma forma como o servo agira em relação ao conservo: Encerrando-o na prisão até que se pagasse toda a dívida.

Seria bom rever o ensino de Jesus na oração do Pai Nosso: “Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.” ... “Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas.” – Mateus 6:12, 14-15. A atitude não perdoadora do servo em relação ao conservo, foi uma péssima semeadura que ele lançou contra si mesmo. Agindo daquela forma, sem saber, estava fechando a porta da graça e da misericórdia para ele, sua esposa, seus filhos e tudo o que possuía.

O perdão da dívida que já havia sido liberado, agora foi revogado. Lançado na prisão, foi entregue aos atormentadores. Os atormentadores são espíritos demoníacos que agem na vida de quem não perdoa o seu próximo. São eles os responsáveis pelo agravamento da mágoa, pelos acessos de raiva e explosões de ira quando se mergulha nas lembranças do ocorrido, ou que acabam lançando a pessoa num profundo poço de depressão. Eles também atormentam através das lembranças, lançando dúvidas, medo, ódio, insegurança e culpa.

Muitas pessoas que se tornaram prisioneiras desses espíritos já cometeram suicídio ou homicídio. Outras se tornaram frias e amargas nos seus relacionamentos. Em todas elas percebe-se o destilar da amargura, seja no olhar, no falar ou no andar. Somente o perdão pode realmente facilitar todas as coisas e fechar todas as brechas. Se alguém tem achado ser um preço muito alto perdoar a outra pessoa, diante do que já mencionamos, fica claro que paga muito mais caro quem não perdoa do que aquele que perdoa.

CONCLUSÃO

Nós vimos que o perdão é um dos temas principais do Reino de Deus. Por meio do perdão dos nossos pecados ingressamos nele, e somente mantendo a mesma atitude de Quem nos perdoou é que podemos nele permanecer. A dívida de alguém para comigo sempre será menor do que a dívida que eu tinha para com Deus. Somente um coração redimido pelo sangue de Cristo poderá ser canal da íntima compaixão divina em favor dos outros. O coração perdoador é semelhante a um jardim bem tratado e cultivado. Nele não há lugar para ressentimentos nem aprisionamentos de vidas. É esse tipo de coração que devemos ter como modelo para a nossa existência aqui na terra. A pessoa que perdoa é livre para perdoar em qualquer tempo. Não depende das pessoas nem das atitudes delas.

O perdão é gerador de contentamento e plena satisfação que só o Reino de Deus pode trazer. Ele faz transbordar de alegria o coração de quem perdoa, de quem é perdoado, dos amigos do perdoador e do perdoado, dos anjos de Deus que acompanham nossas vidas, e acima de tudo, do próprio Pai Celestial que considera bom e suave que os irmãos vivam em união – Salmo 133:1. Na função de libertar as vidas, o perdão nos retira totalmente da zona de perigo e de acesso a espíritos atormentadores. Eles não têm legalidade para agir na vida de alguém que perdoa. São totalmente livres de toda e qualquer influência maligna nessa área, os que entram pelo caminho da obediência através da liberação dos seus devedores.

“Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.” – Efésios 4:32

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O Amigo e os Filhos do Reino

Texto Bíblico: Lucas 11:5-13

INTRODUÇÃO

Muito melhor do que ser amigo de uma pessoa importante é ser filho dela. A parábola de hoje revela-nos o grande amor do Pai capaz de atender aos amigos do Reino, e muito mais, aos filhos do Reino. Estudaremos sobre a diferença entre o amigo e os filhos, e como todos tiveram suas necessidades supridas.

1. O amigo está do lado de fora e os filhos do lado de dentro (11:5, 7).

A primeira diferença crucial entre o amigo e os filhos, é que o primeiro, ansioso por causa de uma necessidade surgida, se encontra do lado de fora da casa, clamando por um favor de seu amigo; enquanto os filhos deste se encontram do lado de dentro. Em João 1:12 encontramos a palavra de que a todos os que receberam Jesus se tornaram filhos de Deus. Não mais apenas seres criados por Deus, mas filhos. Na condição de filhos não nos encontramos mais do lado de fora do Reino de Deus, e sim, do lado de dentro. Jesus disse a Nicodemos: “Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.” Ele está falando do novo nascimento espiritual que nos coloca do lado de dentro do Reino de amor do Pai e nos permite desfrutar de suas bênçãos.

Você já nasceu de novo? Você já teve a oportunidade de entregar o seu coração a Jesus, arrependido de seus pecados e desejoso de que Ele assuma o controle de sua vida? Se não, que tal aproveitar a oportunidade de hoje?

2. O amigo está acordado e ansioso, enquanto que os filhos dormem supridos (11:5-7).

A segunda diferença entre eles é que o amigo, além de estar do lado de fora, possui uma necessidade que o deixa tenso e totalmente dependente de uma intervenção graciosa de seu amigo. Os filhos, no entanto, de supridos que estão já dormem há tempo. Jesus disse em Mateus 6:32-33 que são os gentios (pessoas não aliançadas com Deus) é que ficam ansiosos, correndo de um lado pra outro, buscando suprir suas próprias necessidades. Quanto aos filhos, porém, Ele diz: “... pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas serão acrescentadas.

”Assim como os filhos do homem da parábola, O Senhor espera que descansemos nEle para todas as coisas. Ele quer que nós nos vejamos nEle em todo o tempo. Nossa relação de intimidade com o Pai resultará em provisão, e a provisão em descanso.

3. O amigo recebe o que precisa por meio da importunação; os filhos, por direito de filiação (11:8 e 11-13).

Depois de muito insistir e importunar, o amigo que estava do lado de fora recebeu tudo o que precisava. Parece estranho pensar que para conseguirmos alguma coisa de Deus tenhamos de enfrentar tanta dificuldade, como se Ele não tivesse boa vontade para atender, não é mesmo? Porém, a lição da parábola é outra. Jesus quis nos ensinar que, se o amigo da parábola, tendo todos os fatores contra ele, mesmo assim conseguiu ser atendido em suas necessidades, quanto mais quem ocupa a posição de filho! Se o Pai Celestial atende aos que não estão em aliança com Ele por meio de sua importunação, como não atenderá aos Seus filhos preciosos que oram a Ele dia e noite? Temos alguns exemplos de pessoas que não estavam em aliança com Deus e que foram supridas por causa de uma atitude correta: A mulher siro-fenícia (Marcos 7:24-30); o centurião e seu servo (Mateus 8:5-13). A parábola é um estímulo a se buscar ao Pai sem hesitação, de forma confiante.

Como você se vê: como amigo de Deus ou como filho dEle? Procure checar se você não tem andado ansioso em vez de se posicionar como filho, podendo apenas pedir ao Pai de acordo com suas necessidades. Procure observar se você não tem clamado ao Pai como se estivesse do lado de fora, longe das promessas e desprovido das bênçãos. Aproprie-se da sua posição em Cristo como filho de Deus, e estabeleça com Ele uma nova relação de intimidade.

CONCLUSÃO

Apesar do amigo da parábola estar do lado de fora, ansioso e sem provisão, por meio de sua importunação recebeu tudo o que necessitava. Se é assim para com os que se encontram nessa condição, muito maior a provisão para os que são chamados de filhos de Deus. Por conta da nova natureza espiritual que é resultado do novo nascimento, os filhos poderão gozar da presença do Pai, doador de todo o bem-estar espiritual, emocional e físico. Sendo assim, basta-lhes apenas pedir o que for necessário, que o Pai concederá com prazer, não entregando pedra no lugar de pão; cobra no lugar de peixe; ou escorpião no lugar de ovo. Pelo contrário, até mesmo Seu próprio Espírito Santo estará disponível aos que lho pedirem.

APLICAÇÃO

Desenvolva uma nova relação de intimidade com o Pai Celestial e procure transformar seus momentos de oração não numa oportunidade de apresentar-lhe uma “lista de supermercados”, mas numa relação de fé e amor, onde suas necessidades serão supridas e o coração do Pai se alegrará por sua confiança nEle.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Vivendo Hoje Investindo na Eternidade

Texto Bíblico: Lucas 16:1-15

INTRODUÇÃO

Nesta parábola veremos como Jesus elogiou um homem por sua prudência em se preocupar com o futuro. Apesar do exemplo referir-se a alguém acusado de desonestidade, suas ações posteriores, porém, demonstram o tipo de atitude que o Senhor espera que os cristãos tenham em relação a este mundo e ao vindouro.

O Problema

O administrador acusado de desonestidade havia acabado de receber uma palavra dura de seu senhor. Em breve ele estaria desempregado pelo indício de estar desperdiçando os bens de seu patrão. - “O que fazer?” Pensou ele. Procurou algumas alternativas, porém, nenhuma lhe satisfez plenamente.Na parábola anterior (Lucas 15:11-32), o filho pródigo (esbanjador), também tinha desperdiçado os bens de seu pai. Talvez seja por isso que as duas parábolas estejam próximas uma da outra. Todos nós estávamos em dívida para com o Pai Celestial. Assim como o Filho Pródigo ou o Administrador Desonesto, precisávamos encontrar o Caminho do arrependimento e da tomada de novas decisões que gerassem novas atitudes. Foi o que ambos fizeram para nos legar um novo referencial.

A Saída

Depois de pensar um pouco, achou uma saída: Chamou os que deviam ao seu senhor, perguntou quanto cada um estava devendo, e pediu-lhes que escrevessem um valor menor do que realmente era a dívida. Para não lesar o seu senhor, provavelmente, ele agiu de uma ou outra forma:

a) Ou, completando o valor com os seus próprios recursos,

b) Ou, abrindo mão de sua comissão referente ao serviço de administrador.

Certamente o seu senhor não foi prejudicado porque essa atitude foi de seu conhecimento e aprovação, conforme nos dá a entender o versículo 8: “O senhor elogiou o administrador desonesto”. Ele é chamado de desonesto não pela atitude atual, agora louvável, mas sim pelo que foi observado no início da parábola.A atitude dele fez com que os devedores de seu senhor se sentissem aliviados de suas dívidas e gratos pela iniciativa dele. Eles se tornariam amigos do administrador, abrindo-lhe portas em tempos de necessidade. Acreditamos que Jesus está querendo enfatizar sobre a importância de abrir mão agora para conquistar depois. De perder agora para ganhar depois. De sair no prejuízo agora para depois obter o verdadeiro lucro.

O Ensino

Além dos ensinos já assimilados acima, cremos que Jesus quis apresentar-nos as seguintes lições:

a) O administrador desonesto era considerado um “filho deste mundo”, no entanto, foi prudente, preocupando-se com o dia de amanhã. Portanto, os “filhos da luz” também devem estar trabalhando pelo dia de amanhã, não olhando, porém, somente para a vida presente, mas principalmente para a vida eterna. (v. 8).

b) O dinheiro que passa pelas nossas mãos oriundo deste mundo iníquo, não deve ser usado nem de forma desonesta nem de forma egoísta. Ele precisa ser usado para conquistar amigos; não pensando nas moradas terrenas que estes possam nos abrir, mas nas moradas eternas. Se fizermos o bem nesta vida, ajudando o necessitado, abrindo mão aqui ou até levando prejuízo ali, porém, em favor dos outros, receberemos muito mais do que portas terrenas abertas; receberemos e passaremos pelas portas celestiais (v. 9).

c) Se formos fiéis no pouco, Deus nos colocará sobre o muito. O pouco refere-se aos recursos deste mundo, infinitamente menores e inferiores que os do mundo porvir. Se formos desonestos na administração dos recursos terrenos, não seremos dignos de administrar os recursos celestiais futuros (v. 10).

d) O tempo presente é um período de prova para cada um de nós. Se provarmos ser fiéis e dignos de confiança no trato dos bens deste mundo ímpio, um dia, na eternidade, Deus nos confiará o que realmente há de nos pertencer; o que Ele chama de “verdadeiras riquezas” (v. 11).

e) O Senhor deixou claro nesta parábola que todos os recursos e bens deste mundo não nos pertencem. Estamos administrando o que é dos outros. Por que? Porque o sistema financeiro atual pertence a este mundo presente que um dia passará, com toda a sua glória terrena. Portanto o que temos em mãos hoje é transitório e passageiro. Na verdade, devemos trabalhar não pelo que passa, mas pelo que é eterno, e que um dia nos será entregue, de acordo com a nossa fidelidade na administração do terreno (v. 12).

f) Se tivermos a visão de que devemos trabalhar hoje pensando nas riquezas eternas, não nos apegaremos ao dinheiro deste mundo presente. Não amaremos ao dinheiro em detrimento do amor que devotaríamos exclusivamente a Deus. Jesus nos ensinou de que não podemos servir a dois senhores. Não podemos servir a Deus e ao Dinheiro (v. 13).

g) Os fariseus que ouviram a parábola deveriam se identificar com ela. Eles eram administradores desonestos que estavam desperdiçando os bens de seu Senhor. Como conhecedores da Palavra de Deus eles deviam administrar bem o Reino dos Céus fazendo-o chegar aos homens por meio da pregação, do ensino e da ministração aos necessitados. No entanto, estavam mais preocupados com eles mesmos, desfrutando de suas riquezas pessoais e dos privilégios sobre o povo. Eles, na verdade, deviam fazer o que o administrador da parábola fez: aliviar o peso da dívida de sobre os ombros das pessoas, pagando eles mesmos o preço da renúncia, do sacrifício e do serviço em favor do próximo, esperando receber a recompensa não nesta vida, mas na vindoura (v. 14-15).

CONCLUSÃO e APLICAÇÃO GERAL

Discípulos, fariseus e igreja de hoje: Administremos bem os recursos deste mundo ímpio em favor das pessoas e não em benefício próprio, estando certos de que a nossa fidelidade no tempo presente nos abrirá as portas celestiais na eternidade.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Sendo Rico para com Deus

Texto Bíblico: Lucas 12:13-21

INTRODUÇÃO

Na parábola de hoje veremos sobre o cuidado a ser tomado no trato com o dinheiro e questões materiais. Veremos que ser rico para com Deus é muito mais importante do que qualquer outro tipo de riqueza. Para tanto, precisamos tomar os seguintes cuidados:

1. Não Permitir Que a Ansiedade Pelas Coisas Materiais, Desvie Nossa Atenção das Espirituais – (12:13).

Se atentarmos para o que Jesus estava falando à multidão antes de ministrar esta parábola, veremos que Ele ensinava sobre a ação do Espírito Santo na vida de alguém que porventura viesse a ser levado às autoridades para testemunhar de sua fé (12:11). Surpreendentemente, um homem no meio da multidão faz um pedido para que Jesus ordenasse ao seu irmão que dividisse a herança com ele. Percebemos então que, apesar do assunto se tratar de algo espiritual, a mente ansiosa daquele homem não conseguia se ater aos ensinos do Mestre devido à sua preocupação com a herança ainda não dividida. A ansiedade pelas coisas terrenas nos rouba a oportunidade de crescermos em Deus, através de uma relação de comunhão e de fé. Não conseguimos prestar atenção nos princípios espirituais que uma vez assimilados e colocados em prática, nos darão êxito também no aspecto material. As preocupações da vida minam a fé e nos lançam num campo onde ficamos privados do auxílio divino (Fp. 4:6-7).

2. Entender que Deus é o Doador de Toda Prosperidade – (12:16).

A parábola declara que a terra de um certo homem rico produziu muito. O rei Davi declara o seu reconhecimento de que o Senhor é o dono de toda a riqueza deste mundo: “Teus, ó Senhor, são a grandeza e o poder, a glória, a majestade e o esplendor, pois tudo o que há nos céus e na terra é teu. Teu, ó Senhor, é o reino; tu estás acima de tudo. A riqueza e a honra vêm de ti; tu dominas sobre todas as coisas. Nas tuas mãos estão a força e o poder para exaltar e dar força a todos.” – I Crônicas 29:11-12. Portanto, se a terra daquele homem rico havia produzido muito, certamente Deus tinha um propósito nisso. Ele deveria ser reconhecido como a Fonte de toda a riqueza e, portanto, glorificado por Sua generosidade.Entender que tudo procede das mãos de Deus já é um grande passo para sermos ricos para com Ele, bem como, para eliminarmos toda fonte de inquietação. Quando sabemos realmente que é Ele quem dá todas as coisas no seu devido tempo, não ficaremos correndo de um lado para outro, procurando abrir portas que Ele não abriu (Lc. 12:24).

3. Discernir a Hora de Aplicar os Recursos no Propósito Divino – (12:17).

Não havia nenhum problema em se ter um campo com produção abundante. Deus concede a riqueza! Mas, toda prosperidade tem uma razão de ser. Deus a concede sempre com um propósito e não aleatoriamente. Portanto, em vez do homem pensar consigo mesmo “o que farei...”, ele deveria ter pensado com Deus “o que faremos...”. Sua atitude foi orgulhosa (porque excluiu Deus do assunto), e egoísta (porque pensou somente em si). Ele poderia até ampliar realmente os seus celeiros, como fez; mas isso se tivesse a intenção de glorificar a Deus, servindo aos Seus propósitos e às necessidades de outros.Discernir o que o Senhor quer fazer através da nossa prosperidade é algo de muito importante. Devemos vê-lo como Senhor também nesse assunto, enquanto nos vemos a nós mesmos como apenas mordomos, administradores do que Ele nos confiou. Podemos crescer de uma mercearia a um supermercado, contanto que não percamos de vista a necessidade de outras pessoas também. Deus concede grande prosperidade a empresários para que haja emprego e suprimento de carências. Deus coloca algumas pessoas em postos de governo e autoridade para que o povo tenha paz e uma vida tranqüila (Gn. 50:20-21).

4. Não Considerar as Conquistas Materiais Como Único Objetivo na Vida - (12:19).

Depois de aumentar os celeiros, o homem da parábola considerou sua missão cumprida, como se mais nada tivesse de buscar na vida. Algumas pessoas fazem a mesma coisa, porém, de forma diferente. Dizem: “Pronto, já consegui casar meus filhos, então, minha missão está cumprida!”. É claro que realmente é um troféu poder encaminhar bem os filhos, ou deixar uma herança para a posteridade, e coisa parecida. Mas, uma é a riqueza para com os homens, e outra, é a riqueza para com Deus. A riqueza para com Deus representa nossas ações aqui na terra que agradam o coração do Pai nos céus. Essas ações são como depósitos efetuados em nossa própria conta nos céus, cujo benefício será desfrutado mais adiante na terra ou na eternidade (Mt. 6:1-2, 5-6, 16-18; 10:41-42; 16:27; Lc. 6:32-35; João 4:36).

CONCLUSÃO

Nossa atenção pelas coisas espirituais não pode ser desviada pela ansiedade acerca das materiais. Podemos descansar no fato de que Deus é o doador de toda prosperidade, e também, que Ele tudo concede com um fim específico. Somos abençoados quando não lutamos apenas por conquistas materiais, mas sim por agradar a Deus.

APLICAÇÃO

Busque ser rico para com Deus, armazenando no Reino dos Céus bens muito mais valiosos dos que os terrenos. Ame quando é odiado; ore pelos seus perseguidores; ajude a quem não pode retribuir a ajuda; bendiga quando amaldiçoado. Lembre-se que o que realmente conta para a eternidade é o que se armazena nos céus (Mateus 6:20).

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A Manifestação do Amor ao Próximo - Parte 2

Texto Bíblico: Lucas 10:25-37

INTRODUÇÃO

Na última lição vimos quatro manifestações de amor ao próximo baseadas na Parábola do Bom Samaritano. Hoje, concluiremos o assunto apresentando mais cinco evidências. Portanto, quem verdadeiramente ama o seu próximo:

1. Abnega-se Pelo Cuidado do Próximo – (10:34).

Tudo o que aconteceu até aqui se deu a partir de onde se encontrava o ferido, no chão. Mas chegou a hora de avançar um pouco mais nesse processo de restauração. É preciso tira-lo do chão e coloca-lo no lugar de quem o ajudou. O Bom Samaritano cedeu o seu próprio lugar de conforto e o deu a quem precisava mais do que ele, naquele momento. Jesus fez o mesmo por nós, não oferecendo um animal para nos carregar quando não tínhamos condições de andar direito, mas carregando-nos, Ele mesmo, em Seus braços de amor. Cuidar de alguém nem sempre será algo fácil. Muitas vezes teremos de abrir mão de direitos nossos para pensarmos no que vai realmente ser de importância para outra pessoa. Ceder o nosso animal talvez represente doar nosso tempo, a nossa casa, ou qualquer outra coisa nossa que seja importante para alguém em tempos de restauração.

2. Conduz o Processo de Restauração do Próximo – (10:34).

Do chão à hospedaria. O ferido não tinha como chegar lá por conta própria. Ele foi conduzido por um processo de restauração de forma zelosa. Jesus também nos conduziu por um processo de restauração. Ele nos ensinou o caminho do arrependimento e da fé em Deus. Mostrou-nos a importância do batismo nas águas e do batismo no Espírito Santo. Incentivou-nos a permanecer debaixo de um discipulado contínuo e em santidade de vida. E, por último, nos ordenou pregar o evangelho a toda criatura enquanto aguardamos Sua gloriosa vinda. Em nossa estrutura de ministério podemos fazer a mesma coisa, tendo em mente que as pessoas precisam ser ganhas, consolidadas, treinadas e enviadas para cumprir, cada uma, seu chamado divino.

3. Investe no Pleno Restabelecimento do Próximo – (10:35).

Talvez uma das áreas mais delicadas da nossa vida seja a área financeira. Jesus disse: “Onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” – Mt. 6:21. Alguns fazem do dinheiro o seu tesouro, e assim contaminam seus corações. O bom samaritano, no entanto, tinha como tesouro fazer a vontade de Deus servindo aos homens. Por isso, ele não hesitou ao colocar a mão no bolso para investir na plena recuperação do seu novo amigo.Jesus não apenas investiu dinheiro na nossa salvação; Ele fez mais do que isso, investindo tudo o que tinha, até mesmo a sua própria vida. Quando estamos empenhados na salvação das pessoas, certamente teremos de investir no nosso preparo através de congressos, seminários, livros, cursos, bem como, quando necessário, na própria vida de quem acabamos de resgatar. O investimento não se limita à doação de dinheiro, mas também na forma de dedicação das nossas vidas em prol do outro.

4. Envolve Outras Pessoas no Cuidado do Próximo – (10:35).

O bom samaritano sabia qual era a parte que lhe cabia no cuidado do seu semelhante, mas estava consciente de que não podia fazer tudo sozinho. Por isso, envolveu mais alguém nesse desafio.Jesus fez o mesmo quando chamou seus doze discípulos. Ele sabia que a seara era grande demais e que poucos eram os ceifeiros. Com essa visão, separou doze homens e os envolveu nesse grande desafio de ir buscar as ovelhas perdidas que precisavam de salvação e libertação. Se quisermos seguir Seu exemplo, precisaremos também formar os nossos próprios discípulos e prepara-los para cuidarem daqueles que o Senhor nos têm confiado.

5. Promete Voltar Para Receber o Próximo, São e Salvo – (10:35).

Em toda a parábola fica bastante claro que ela se refere a Jesus. Ele é o Bom Samaritano que veio se identificar com o homem e se compadecer das nossas dores. E ao prometer ao hospedeiro que iria voltar para arcar com todos os eventuais gastos adicionais com o homem em recuperação, deixa, mais ainda, a certeza de que o Senhor fez essa promessa, na verdade, a todos nós.Jesus tem confiado às igrejas, aos pastores, aos líderes espirituais, e a todos os discípulos em geral, a responsabilidade de cuidar de todas as pessoas salvas. Porém, essa mordomia é apenas por um tempo, porque Ele mesmo voltará para levar o Seu rebanho para junto de Si mesmo. Tendo em vista essa promessa, cabe a cada um de nós fazer o melhor possível para que as vidas a nós confiadas sejam plenamente restauradas. Devemos trabalhar para que elas estejam fortes e maduras quando tivermos de apresenta-las Àquele que no-las confiou.

CONCLUSÃO

Hoje vimos sobre o valor da abnegação para priorizar as necessidades do outro e da importância de leva-lo por todo o processo de crescimento espiritual, desde a salvação até sua formação como líder. Tudo isso demandará investimento e envolvimento de outras pessoas também. Jesus um dia voltará para receber os frutos de vidas salvas, curadas e libertas.

APLICAÇÃO

Procure seguir os mesmos passos do Bom Samaritano: Abnegando-se em favor do outro, conduzindo-o pelo processo de restauração e discipulado, investindo e envolvendo outras pessoas no processo. Espere com paciência a volta do nosso Senhor que o recompensará por todo o trabalho feito em prol de outras pessoas.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A Manifestação do Amor ao Próximo - Parte 1

Texto Bíblico: Lucas 10:25-37

INTRODUÇÃO

Estaremos estudando sobre uma das Parábolas mais importantes mencionadas por Jesus: A Parábola do Bom Samaritano. Importante, principalmente, porque fala de como se colocar em prática o mandamento de amar ao próximo como a nós mesmos. Teremos a necessidade de dividi-la em duas lições, quando procuraremos apresentar como se manifesta o verdadeiro amor ao próximo. Portanto, o verdadeiro amor ao próximo:

1. Reconhece Quem é o Seu Próximo – (10:33).

O sacerdote e o levita que passaram pelo mesmo caminho em que estava o homem ferido, não pararam para socorre-lo, dentre tantos outros motivos, também por acharem que aquele homem não seria um problema deles. Eles pensaram – “Esse homem não é meu próximo!” Talvez, próximo para eles significava um parente, um amigo, alguém com quem tivessem alguma afinidade ou proximidade relacional; e nunca, um estranho que aparentava estar com problemas por possíveis erros cometidos. O samaritano não pensou como eles. Ele não se perguntou se o ferido era ou não um próximo seu. Imediatamente agiu como sendo ele mesmo o próximo de alguém que precisava de ajuda. Isso fez toda a diferença!Jesus se fez o nosso próximo quando não tínhamos condições de sermos próximos de ninguém. Andávamos feridos em nossos pecados e maltratados pelo Inimigo, até que Ele nos reconheceu como pessoas carentes da Sua ajuda. Agora que fomos curados, podemos também ser próximos dos que vivem hoje nas mesmas condições em que antes vivíamos.

2. Vê a Necessidade do Próximo – (10:33).

O samaritano não apenas reconheceu a presença do próximo, como também viu a sua necessidade. Os primeiros que passaram por ali também viram, mas não quiseram saber. O samaritano, porém, viu e quis saber. Ele desejou se aprofundar naquela visão até perceber quais eram as reais necessidades daquele homem, a fim de saber como poderia ajuda-lo. Há uma passagem no Antigo Testamento que diz assim: “De fato tenho visto a opressão sobre o meu povo no Egito, tenho escutado o seu clamor, por causa dos seus feitores, e sei quanto eles estão sofrendo. Por isso desci para livra-los...” Êxodo 3:7-8a. Assim como Jesus viu exatamente quais eram nossas necessidades e trabalhou (e tem trabalhado) para supri-las, precisamos fazer o mesmo com outros.

3. Compadece-se da Situação do Próximo – (10:33).

O samaritano reconheceu o próximo e suas necessidades, mas ele precisava do elemento motivador mais importante para poder ajuda-lo de forma eficaz. Esse elemento chama-se: compaixão. Mais do que uma expressão dos sentimentos humanos, a compaixão aqui descrita, representa a manifestação dos sentimentos divinos. Ele sentiu pelo ferido o mesmo que Deus sentia pela mesma pessoa. Quando há sintonia entre os sentimentos divinos e humanos, verdadeiramente grandes coisas podem acontecer.Jesus se compadeceu da humanidade, e essa compaixão foi a mola propulsora para tudo o que veio a fazer desde que abriu mão da Sua condição divina a fim de tornar-se homem e viver entre nós. A crescente compaixão pelos outros também deve ser o nosso motivo maior para fazer o que é importante por alguém.

4. Envolve-se Com a Vida do Próximo – (10:34)

A compaixão divina no coração daquele homem o levou a interromper o curso natural de sua vida, para concentrar-se no que ele julgou ser mais importante: cuidar do homem ferido. Seus compromissos, atividades pessoais e afazeres, deram lugar a uma outra atividade. Todas as energias e emoções passaram a estar canalizadas para o suprimento da necessidade de uma outra pessoa, com quem estaria envolvido a partir de agora. Jesus não sentiu dor pela nossa necessidade apenas olhando-nos do céu. Sua compaixão o levou à ação. Ele se envolveu com o homem a ponto de tornar-se um de nós, para andar e viver entre nós, conhecendo todas as nossas necessidades. Não podemos ajudar as pessoas de forma eficaz se não nos envolvermos com elas.

CONCLUSÃO

O verdadeiro amor ao próximo se manifesta através da identificação de quem é o nosso próximo e de como podemos ser próximos dele. Entendendo que o próximo é aquele a quem podemos abençoar prestando socorro em tempos de necessidade, ou simplesmente, servindo no dia-a-dia. O amor genuíno abrirá nossos olhos para que vejamos suas necessidades e dilatará nosso coração até transbordar da compaixão divina por sua vida. Como conseqüência de tudo isso, desencadear-se-á um fluxo de ações concretas que nos inserirão no contexto de vida dessa pessoa, de tal maneira que possamos dizer que não apenas reconhecemos, vimos ou sentimos algo; mas sim que, verdadeiramente nos envolvemos com a pessoa e com a sua necessidade.

APLICAÇÃO

Pare um pouco para pensar nas pessoas que lhe cercam. Pense também nas que não estão tão próximas, geograficamente falando, mas que podem ser ajudadas por você de alguma forma, como se elas estivessem ao seu lado. Comece a ver suas necessidades com os olhos da alma. Agora, permita ao Espírito Santo que introduza em seu espírito o sentimento divino da compaixão, e pergunte-lhe como você pode fazer diferença na vida dessas pessoas. Além disso, esteja pronto para agir a qualquer momento do seu dia, caso surja alguma oportunidade para abençoar alguém. Na próxima semana veremos mais cinco manifestações do verdadeiro amor ao próximo, segundo a Parábola do Bom Samaritano.